segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Integralismo e influência estrangeira

 

Integralismo e influência estrangeira

Sérgio de Vasconcellos

Desde o lançamento do Manifesto de Outubro (1932), o Movimento Integralista denuncia e combate a influência estrangeira e o cosmopolitismo. Antes mesmo de fundar o Integralismo, Plínio Salgado já apontava esta nefasta presença, o estrangeirismo no Brasil. É inquestionável que o Povo Brasileiro está em grande parte dominado por ideias inteiramente alheias a nossa formação histórica. O Poder Econômico vem impondo ao nosso Povo uma cultura, uma ‘civilização’ inteiramente estranha aos nossos usos e costumes, que estão sendo substituídos não só por outros usos e costumes, mas, por gostos estéticos degenerados e por um amoralismo nauseabundo.

Um exemplo bem palpável do que estou dizendo é a misoginia generalizada, e vou indicar três tendências características que estão se difundindo pelo Brasil graças a Internet: “Incel”, “red pill” e “migtow”. Já pelas designações fica claro que tais ideologias não são originárias do nosso País e, sim, que foram importadas do malsinado Estados Unidos, de onde procedem todas as ideias que não prestam.

Ora, uma coisa é a crítica a exacerbação da ideologia feminista, outra é a aversão teratológica ao sexo feminino, a mulher.

O Integralismo afirma que o Homem e a Mulher têm tríplice expressão: física, intelectual e espiritual, ou seja, possuem necessidades, aspirações, direitos e deveres, no que toca a subsistência física, a interferência na vida político-social e as aspirações espirituais. Nesta tríplice conceituação, a Mulher é igual ao Homem. Todavia, a Mulher Integral, que se realiza biológica e espiritualmente, não é superior ou inferior ao Homem, ela é DIFERENTE. Logo, a igualdade entre ambos a que nos referimos é condicionada pelas respectivas diversidades.

A Mulher e o Homem são COMPLEMENTO um do outro.

Assim, qualquer um que apareça por aí se dizendo Integralista defendendo opiniões doentias de que a Mulher é inferior ao Homem, menosprezando-a, fazendo uma campanha absurda contra a Mulher, que fique claro: tal indivíduo não é Integralista e para que ingresse em nosso Movimento terá que, pela Revolução Interior, superar esta esdrúxula antipatia ao sexo feminino.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

Fora do Integralismo não há Nacionalismo

 

Fora do Integralismo não há Nacionalismo

Sérgio de Vasconcellos

Como disse recentemente e muito corretamente o Companheiro Moisés Lima, Presidente Nacional da Frente Integralista Brasileira – F.I.B., o futuro do Integralismo está na centralidade doutrinal. Ora, num momento que tantos fantasistas ideológicos intentam unir supostos movimentos nacionalistas, buscando atrair Integralistas ingênuos para esta ilusória união cabe deixar claro que o Integralismo é uma totalidade histórico-doutrinária construída pelo empenho dos seguidores e continuadores de Plínio Salgado desde 07 de Outubro de 1932 até nossos dias. Não há lugar em nosso Movimento para personalismos de supostos líderes e delirantes unilateralismos pseudo-Integralistas.

O Integralismo é uma vasta construção Doutrinária. O aprendizado do nosso Ideário pode em princípio até sobressaltar aos jovens que estão ingressando agora em nosso Movimento pelo acúmulo de conhecimentos que exige. O importante é que os Integralistas neófitos não se deixem ludibriar por indivíduos que se dizem Integralistas e expõem um “troço” como sendo a nossa Doutrina, mas, que não é e nunca foi a real Doutrina do Sigma.

Eis alguns elementos basilares que indicam o verdadeiro Integralismo:

I – A existência de Deus. Sim, o nosso Movimento afirma a existência de Deus. Todavia, não é um movimento confessional, isto é, não adota qualquer Religião como oficial e aceita em suas Fileiras Brasileiros de quaisquer Credos Religiosos (Cristão e não-Cristãos). O Integralismo rejeita o materialismo e, consequentemente, não aceita o ingresso de indivíduos ateus e agnósticos. Assim, se vocês toparem com indivíduos e grupos que se dizem Integralistas, mas, que são ateus ou agnósticos ou acolhem materialistas ou que queiram impor uma Religião qualquer aos seus sectários, então, estejam certos de que tais indivíduos e grupos não são realmente Integralistas.

II – O Integralismo adota uma Concepção Providencialista da História. O Manifesto de Outubro inicia com a célebre frase: “Deus dirige os destinos dos Povos”. Mas, isto não significa qualquer fatalismo ou crença descabida em profecias que esterilizem a ação revolucionária ao induzir que se deve aguardar o cumprimento de supostas predições.

III – A Concepção Integralista do Universo e do Homem. O Universo tem sua origem em Deus, seu Criador, e consequentemente, o Integralismo rejeita o materialismo em qualquer forma pelo qual se manifeste. Também o Ser Humano, constituído de corpo e alma, é criado por Deus, com uma destinação sobrenatural.

IV – A Intangibilidade da Pessoa Humana é ponto inquestionável da nossa Doutrina. E as legítimas projeções do Homem no espaço, no tempo e na eternidade, isto é, a Propriedade e os Grupos Naturais (a Família, a Profissão, o Município, os Grupos Cultural e Político, a Nação e a Sociedade Religiosa) gozam da mesmíssima intangibilidade. Portanto, qualquer grupo ou indivíduo que se diga Integralista, mas aprove o aborto ou a legalização das drogas violam brutalmente a Intangibilidade da Pessoa Humana e devem ser rejeitados. Também aqueles que se alienam da ação política, esquecendo-se que Plínio Salgado reconheceu os Partidos Políticos como Grupos Naturais da Sociedade, e ficam aguardando a realização de profecias de cunho sebastianista estão não só inteiramente desligados da realidade, mas, distanciados completamente do autêntico Integralismo.

V – A Metodologia Integralista, também conhecida em nossos meios como Criteriologia Integralista, fundamenta-se no Princípio da Correlação Fenomênica, pelo qual não existem fenômenos isolados, isto é, todos os fenômenos se correlacionam. Logo, todos os problemas (universais, nacionais e humanos) sobre os quais o Integralismo se debruça são visualizados em conjunto, pois, todos se inter-relacionam e nunca são tratados isoladamente ou unilateralmente.

Enfim, àqueles que pretendem a “união dos nacionalistas” e almejam que Integralistas de boa fé e pouca solidez Doutrinária embarquem neste projeto sem futuro só resta lembrar uma de nossas máximas: Fora do Integralismo não há Nacionalismo!

 

 

terça-feira, 25 de novembro de 2025

O INTEGRALISMO É BRASILEIRO

 

O INTEGRALISMO É BRASILEIRO

Sérgio de Vasconcellos

Uma das mais equivocadas bobagens afirmadas sobre o Integralismo é que ele seria de inspiração estrangeira ou até mesmo cópia pura e simples de ideologias europeias, e, quer num caso, quer no outro, as “matrizes” seriam o Integralismo Lusitano, o Nacionalismo integral (França), o fascismo e o n.-socialismo. Somente indivíduos que jamais puseram os olhos num Livro de autoria de Plínio Salgado ou de outro Escritor Integralista poderia insistir nestas origens alienígenas para a nossa Doutrina.

Um exame comparativo – superficial, que fosse – das quatro correntes políticas mencionadas com o Integralismo já seria mais que suficiente para comprovar a completa falta de base desta suposta origem, que é uma fantasia.

Além do Pensamento originalíssimo de Plínio Salgado, o Integralismo alicerça-se nas Ideias de genuínos Pensadores Brasileiros, entre os quais e cito apenas uns poucos: Alberto Torres, Oliveira Vianna, Jackson de Figueiredo, Farias Brito, Eduardo Prado, Tavares Bastos, Domingos Jaguaribe, Olavo Bilac, José de Alencar, Gonçalves Dias, Couto de Magalhães, Joaquim Nabuco, Elysio de Carvalho, Euclides da Cunha, Oliveira Lima, Conde Affonso Celso, Gonçalves de Magalhães, Machado de Assis, Soriano de Souza, Ruy Barbosa, Pandiá Calógeras, Pires do Rio e tantos outros que seriam necessárias páginas e páginas tão somente para arrolar os seus nomes e diversos volumes para assinalar aquilo em que cada um influenciou Plínio Salgado e demais Doutrinadores do Integralismo. Definitivamente, a nossa Doutrina nunca precisou de aporte ideológico estrangeiro.

Curiosamente, uma nova origem para o Integralismo está sendo aventada: Plínio Salgado não teria criado nada e apenas trazido para o Brasil o Integralismo, que seria uma corrente que estava avassalando o Mundo então... Bom, qualquer um que acredite nesta incomensurável besteira demonstra ser ainda mais ignorante do Integralismo e do que se passava no Mundo nas décadas de 20 e 30 do Século XX, que a turma que afirma a nossa origem em ideologias estrangeiras. Nunca existiu este “Integralismo Mundial” e há uma palavra que serve perfeitamente para classificar esta baboseira: necedade.

sexta-feira, 14 de novembro de 2025

Plínio Salgado

 

Cartaz da Campanha Presidencial (1955)

PLÍNIO SALGADO

Sérgio de Vasconcellos

No Artigo anterior expus de forma ultrassumária a História do Integralismo. Agora, dando prosseguimento aos Esclarecimentos(1) tratarei em formato igualmente sintético da Vida de Obra de Plínio Salgado, para que os jovens que ingressam em nosso Movimento conheçam de fato quem foi o Fundador do Integralismo.

Plínio Salgado nasceu em São Bento do Sapucaí (SP), em 22 de Janeiro de 1895.

Em 1911, com a morte de seu Pai, Plínio Salgado foi obrigado a interromper seus estudos e tornou-se arrimo de Família, trabalhando para sustentar sua Mãe e seus Irmãos menores. Continuou a estudar por conta própria, acabando por tornar-se com o passar dos anos o mais brilhante autodidata já surgido no Brasil.

Tendo uma forte vocação política, em 1913, funda o Partido Municipalista

Fez-se em pouco tempo uma figura de destaque em sua Cidade Natal: realizando palestras, escrevendo Artigos para os periódicos da Região e até da Capital de São Paulo, fundando o Jornal de sua Cidade, O Correio de São Bento, etc. Em 1919 lança o seu primeiro Livro, que é de Poesias, Tabor.

Ainda em 1919 muda-se para São Paulo e passa a trabalhar no Jornal Correio Paulistano. Consolida-se a sua presença na elite intelectual da Capital Bandeirante.

Na década de 20 participa da Semana de Arte Moderna (1922); publica O Estrangeiro (1926), o primeiro romance social modernista; em 1927 lança Literatura e Política; torna-se uma figura nacionalmente conhecida como Literato de primeira grandeza. Elege-se Deputado Estadual (1927) pelo Partido Republicano Paulista.

Em 1930, Plínio Salgado faz uma viagem de vários meses visitando a África, o Oriente Médio e a Europa. Ao retornar ao Brasil, já com a intenção de criar um movimento político de feição completamente diferente de tudo o que até então existia no Brasil e no Mundo, deparou-se com a Revolução de 30, o que o obrigou a adiar seus planos. Cessada a luta e derrubada a República Velha, ele funda o Jornal A Razão (1931), no qual, em associação com jovens intelectuais, passa a divulgar novas Ideias Sociais, Políticas e Econômicas. No ano de 1932 funda a Sociedade de Estudos Políticos – S.E.P. -, em que reúne uma plêiade de pensadores nacionalistas e lança as bases do que seria a Doutrina Integralista. É do seio da S.E.P. que surge a Ação Integralista Brasileira – A.I.B. -, cujo lançamento público se dá com a divulgação nacional do Manifesto de Outubro, em 07 de Outubro de 1932. Como partido político, a A.I.B. teve um Deputado Federal e elegeu vários Prefeitos e Vereadores. Na década de 30 publicou diversas Obras: O Esperado, O Cavaleiro de itararé, A Voz do Oeste, O que é o Integralismo, Psicologia da Revolução, A Quarta Humanidade, O Sofrimento Universal, Despertemos a Nação, A Doutrina do Sigma, Palavra Novas dos Tempos Novos, Páginas de Combate, etc.

Durante aquela década, a A.I.B. cresceu vertiginosamente e tudo indicava que chegaria ao Poder da República nas Eleições Presidenciais de 1938, o que contrariava as oligarquias governantes e os interesses do Capitalismo Internacional. Assim, em 10 de Novembro de 1937, houve um golpe de Estado, que implantou o totalitário Estado Novo. A perseguição aos Integralistas foi brutal e aqueles que não foram mortos acabaram superlotando as masmorras, onde permaneceram por oito anos, e muitos foram amargar o exílio. Plínio Salgado acabou exilado em Portugal, em 1939.

Durante o exílio, Plínio Salgado continuou escrevendo e publicando: Vida de Jesus, Aliança do Sim e do Não, A Mulher do Século XX, O Rei dos Reis, O Conceito Cristão da Democracia, Primeiro, Cristo!, A Tua Cruz, Senhor, Como surgiram as cidades brasileiras, O Integralismo perante a Nação, Madrugada do Espírito, etc.

Em 1945, o regime fascista do Estado Novo é derrubado. Plínio Salgado retorna do exílio e assume a Presidência Nacional do Partido de Representação Popular – P.R.P.-, organização partidária integralista. Durante os vinte anos de sua movimentada existência o P.R.P. foi crescendo paulatinamente elegendo Senadores, Deputados Federais, Governadores, Deputados Estaduais, Prefeitos e Vereadores. Plínio Salgado percorreu todo o Brasil em campanha de divulgação da Doutrina do Integralismo e abrindo Diretórios do P.R.P. por todo o País e associações cívico-culturais. Candidatou-se a Presidente da República em 1955 e obteve perto de 800 mil votos; elegeu-se Deputado Federal por quatro mandatos sucessivos. Então, um novo golpe de Estado derrubou o Regime Democrático da Constituição de 1946 e fechou o P.R.P. Os Integralistas continuaram atuando através de organizações cívico-culturais, bem como infiltrados na ARENA e no MDB, os dois únicos partidos políticos que o Estado Novíssimo permitia existir.

Neste longo período, de 1946 em diante, Plínio Salgado, Jornalista Profissional que sempre foi, não só colaborou em periódicos Integralistas, como a Idade Nova, A Marcha e muitos outros por todo o País, bem como em jornais não Integralistas, como por exemplo, A Cruz (do Rio de Janeiro) e outros, inclusive, a cadeia de periódicos dos Diários Associados; também publicou novos Livros: Mensagem às Pedras do Deserto, Diretos e Deveres do Homem, Extremismo e Democracia, O Ritmo da História, Discursos, São Judas Tadeu e São Simão Canaanita, Espírito da Burguesia, O Integralismo na Vida Brasileira, Atualidades Brasileiras, Páginas de Ontem, Mensagem ao Povo Brasileiro, Livro Verde da Minha Campanha, Doutrina e Tática Comunistas, Reconstrução do Homem, Palestras com o Povo, Discursos na Câmara dos Deputados, Poemas do Século Tenebroso, A Crise Parlamentar, Trepandé, 13 Anos em Brasília, etc.

Plínio Salgado era um Escritor muito prolífico e além dos quarenta títulos que mencionei ao longo deste Artigo, outros quarenta ele publicou desde 1919 até a década de 70, e mais alguns publicados postumamente.

Plínio Salgado faleceu em 07 de Dezembro de 1973.  Está enterrado no Cemitério do Morumbi, em São Paulo (SP).

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(1)- Esclarecimentos:

Violênciahttps://integralismohistoriaedoutrina.blogspot.com/2025/10/alguns-esclarecimentos-sobre-o.html

Os Segredos do Integralismohttps://integralismohistoriaedoutrina.blogspot.com/2025/10/alguns-esclarecimentos-sobre-o_22.html

O Integralismo monárquicohttps://integralismohistoriaedoutrina.blogspot.com/2025/10/alguns-esclarecimentos-sobre-o_24.html

A legalização das drogashttps://integralismohistoriaedoutrina.blogspot.com/2025/10/alguns-esclarecimentos-sobre-o_28.html


quinta-feira, 6 de novembro de 2025

Brevíssima História do Integralismo

 

Brevíssima História do Integralismo

Sérgio de Vasconcellos

De alguns dias para cá tenho escrito Artigos em que desminto as adulterações cínicas da nossa Doutrina que têm sido feitas por indivíduos que se dizem Integralistas. Por enquanto publiquei os seguintes: Violência, Os Segredos do Integralismo, O Integralismo é monárquico e A legalização das drogas.

Mas, acontece que apenas focar nos erros pontuais de meia dúzia de pseudo-Integralistas, não me parece o suficiente e por isso farei abaixo um breve escorço da História do nosso Movimento, ainda e sempre com a finalidade de não permitir que os jovens que estão procurando o Integralismo sejam enganados por indivíduos que ficam posando de líderes, mas, que nada sabem da História e Doutrina do Integralismo.

Após um périplo de vários meses pela África, Oriente Médio e Europa, Plínio Salgado retorna ao Brasil já com a intenção de lançar um Movimento Político em novos moldes, completamente diferente do que havia no Brasil e no restante do Mundo. Mas, ao desembarcar no Rio de Janeiro em 03 de Outubro de 1930 deparou-se com a chamada Revolução de 30, o que o obrigou a adiar a criação dessa organização política.

Derrubada a República Velha, as diversas correntes políticas do País começam a arrumar-se no novo estado de coisas, mas, ainda guardando a feição regionalista herdada do regime defunto. Apenas Plínio Salgado e alguns dos seus seguidores compreendiam que era a hora de um Partido Nacional, que visasse o Bem Comum de todos os Brasileiros e não mais os interesses meramente regionais e seus Partidos Estaduais.

Em 1931, com a finalidade de divulgar suas Ideias Revolucionárias, Plínio Salgado lança, em São Paulo, o jornal A Razão, no qual colaboravam diversos novos intelectuais, todos antenados com o Pensamento Novo propagado pelo já célebre Autor de “O Estrangeiro”. No ano de 1932 dá mais um passo em direção a sua meta e cria a Sociedade de Estudos Políticos – S.E.P. -, em que firma as bases do que será a Doutrina Integralista. É do seio da S.E.P. que surge finalmente o tão sonhado Movimento, a Ação Integralista Brasileira- A.I.B.

No dia 07 de Outubro de 1932, Plínio lança aquele que é até hoje o mais impressionante Documento Político Brasileiro, o famoso Manifesto de Outubro, com o qual principia a divulgar a Doutrina do Integralismo. Ao longo de cinco anos, a A.I.B. fez um gigantesco apostolado por todo o Brasil, o que não agradava a camarilha que estava no Poder, bem como contrariava os interesses do Capitalismo Internacional, que obviamente não via com bons olhos a mais do que provável possibilidade do Integralismo chegar ao Poder nas eleições de 1938. Assim, em 10 de Novembro de 1937 foi dado um golpe de Estado e implantado o totalitário Estado Novo e a A.I.B foi fechada.

Durante  oito anos os Integralistas foram brutalmente perseguidos: os que não foram assassinados, superlotaram as masmorras estadonovistas, muitos amargaram um prolongado Exílio, o Movimento foi empurrado para a clandestinidade. Neste período trevoso da História do Brasil, os Integralistas, burlando a vigilância do criminoso Regime, criaram algumas organizações: AFE – Auxílio às Famílias Empobrecidas (Socorro Verde), Apollo Sport Club, Cruzada Juvenil da Boa Imprensa, e outras.

Em 1945, finalmente, o Ditador e sua camarilha foram apeados do Poder. Chegou ao fim o período mais sanguinário da História do Brasil. Os Integralistas se reorganizaram as claras, fundando em Setembro de 1945 o Partido de Representação Popular – P.R.P. Voltando de seu amargo Exílio em Portugal, Plínio Salgado assume a Presidência Nacional do P.R.P., em memorável Convenção Nacional, realizada no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, em Outubro de 1946.

O P.R.P. elegeu Senadores, Governadores, Deputados Federais e Estaduais, Prefeitos e Vereadores, crescendo exponencialmente a cada Eleição até que foi golpeado com a implantação do Estado Novíssimo em Março de 1964, que fechou todos os Partidos Políticos existentes, inclusive o nosso.

Mas, a partir de 1946, paralelamente ao P.R.P., os Integralistas foram criando várias outras organizações ampliando assim a área de atuação do Movimento: o Instituto Brasileiro de Cultura, o Guanabara Football Club, os Centros Culturais e a sua Confederação, a União Operária e Camponesa do Brasil, a Organização dos Serviços de Imprensa e Propaganda, a Minuano, etc. E depois do encerramento do P.R.P., os Integralistas prosseguiram com a atividade nas organizações não-partidárias, bem como, abriram novas entidades: a Cruzada de Renovação Nacional, a nova Ação Integralista Brasileira, a Ação Integralista do Brasil, a Ação da Juventude Integralista, a Casa de Plínio Salgado, o Centro Cultural Plínio Salgado, o Centro de Estudos Políticos, Tecnológicos e Culturais, o Centro de Estudos e Debates Integralistas, e outras tantas. E, mais modernamente, não poderíamos deixar de mencionar a Frente Integralista Brasileira – F.I.B., fundada em 2005. A Casa de Plínio Salgado – CPS – e a FIB, somando-se com Organizações Integralistas espalhadas por todo o Território Nacional, estão levando adiante o Movimento Integralista Rumo ao Sigma.


terça-feira, 28 de outubro de 2025

Alguns Esclarecimentos sobre o Integralismo: A legalização das drogas

 

Alguns Esclarecimentos sobre o Integralismo

A legalização das drogas

Sérgio de Vasconcellos

Muitas são as inverdades sobre o Integralismo e algumas já refutei nos seguintes Textos: Violência, os Segredos do Integralismo e o Integralismo é monárquico. A próxima mentira é a de que somos pela legalização das drogas.

Supostos Integralistas têm afirmado que somos pela legalização das drogas. Liberação geral? Pelo menos publicamente não chegam a tanto os que se dizem Integralistas. Manifestam-se contra aquelas mais devastadoras como o crack, mas, defendem encarniçadamente a maconha, que não reconhecem como nociva e é claro ressaltam seu uso terapêutico... Ora, o uso terapêutico de substâncias extraídas da cannabis, já de uso na alopatia e na homeopatia, não pode ser confundido com o fumar maconha pura e simplesmente, que não tem nada de saudável ou terapêutico, muito pelo contrário, pois é viciante e traz danos irreversíveis ao organismo.

É óbvio que interesses financeiros também estão por trás dessa campanha mundial de legalização das drogas. O Capitalismo introduzirá legalmente mais um produto comercial com o qual pretende ganhar rios de dinheiro. Se hoje, na ilegalidade, a indústria das drogas só perde em faturamento para a petrolífera, imagine o quanto passará a ganhar quando estiver legalizada.

A maconha e as demais drogas hoje ilícitas são altamente viciantes, criam dependência e fazem um estrago irreversível na capacidade de raciocínio. Uma lobotomia química, se me permitem tal expressão, o que só pode interessar ao Capitalismo sempre interessado na imbecilização das massas.

Mas, a maconha não é tão danosa assim, dizem os defensores de sua legalização. Justamente por parecer “fraquinha” é a mais perigosa de todas, porque os prejuízos que provoca ao longo do tempo dão a falsa impressão de que o seu usuário ainda está muito bem de saúde, quando não está. É uma ilusão, mantida pelo próprio vício e pela propaganda capitalista.

Enfim, o Movimento Integralista não está entre aqueles que defendem o uso e legalização das drogas ilícitas em geral, principalmente da maconha.

sexta-feira, 24 de outubro de 2025

Alguns Esclarecimentos sobre o Integralismo: O Integralismo é monárquico

 

Alguns Esclarecimentos sobre o Integralismo

O Integralismo é monárquico

Sérgio de Vasconcellos

Continuando os Esclarecimentos – já publiquei Violência e Os Segredos do Integralismo – tratarei agora de um dos mais ultimamente difundidos absurdos sobre o nosso Movimento: O Integralismo é monárquico e uma vez que estejamos no Poder nós restauraremos a monarquia.

Tal infantilidade vem sendo trombeteada por indivíduos que se dizem Integralistas e até mesmo existem grupúsculos pseudo-Integralistas que se assumem monarquistas e defendem essa tolice.

Não encontrando na Literatura Doutrinária Integralista coisa alguma que sustente tal disparate, indivíduos e grupelhos difundem a saciedade um TRECHO de discurso de Plínio Salgado na Câmara Federal, em Brasília, onde o Chefe Nacional constata um fato histórico: A república foi um golpe militar sem qualquer participação popular. E dessa asseveração de cunho histórico uns monarquistas bisonhos querem tirar a ilação de que o Integralismo é monarquista e que o nosso Movimento vai restaurar a monarquia no Brasil. Nada mais equivocado.

Qualquer um que ouça o discurso inteiro logo perceberá que não se trata de alguma profissão de fé monarquista. O Discurso foi proferido em 1º de Setembro de 1961, e era de apoio à emenda parlamentarista. Nas entrelinhas desse TRECHO pode-se ler até uma crítica profética a futura Revolução de 1964, mas, não uma defesa da restauração da monarquia.

O Integralismo desde a sua Fundação em 1932, quer pelos seus Documentos Oficiais, quer pelas manifestações de Plínio Salgado e demais Doutrinadores em nossa ampla Literatura Doutrinária, sempre deixou claro que sustentava a manutenção dos Três Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário), da Federação e da República, apenas com as adequações necessárias ao Regime Corporativo que propugnamos.

Aos que acreditam numa fantasiosa restauração monárquica e que nós Integralistas iremos, uma vez instalados no Poder da República, restaurar o Império, afirmo que acordem desse sonho político.

A Posição do Integralismo não se radica em qualquer saudosismo por fórmulas ultrapassadas, daí declaro sem qualquer dúvida que o Integralismo, com as adequações apropriadas ao Corporativismo, como já disse mais acima, sustentará a República Federativa, guiando-se pelo axioma “centralização política e descentralização administrativa”. Aqueles que imaginam algo diferente do que estou dizendo estão errados em relação ao Movimento Integralista.

quarta-feira, 22 de outubro de 2025

Alguns Esclarecimentos sobre o Integralismo: Os Segredos do Integralismo

 

Alguns Esclarecimentos sobre o Integralismo

Os Segredos do Integralismo

Sérgio de Vasconcellos

Dando prosseguimento a série de desmentidos iniciada no Artigo anterior, hoje vou tratar de um despautério muito engraçado: “Os segredos do Integralismo”.

É fato sabido por todos os autênticos Integralistas que desde o Manifesto de Outubro, o Integralismo posicionou-se contra confabulações secretas e tem alertado ao Povo Brasileiro acerca das manobras políticas escusas de sociedades secretas, que estão sempre a serviço dos interesses das Potências Internacionais e contrárias a Soberania Nacional.

Assim, aqueles que propalam que temos “segredos” que só seriam revelados a uns poucos eleitos, que constituiriam uma espécie de maçonaria dentro do Movimento, não sabem de coisa alguma sobre o Integralismo ou querem atrair incautos com aquele velho chamariz de revelar “verdades ocultas”, pois muitas pessoas amam o secreto e o proibido e se deixam fascinar pela possibilidade de ficar sabendo coisas que a maioria jamais saberá.

Nada há secreto no Integralismo. Toda a nossa Doutrina está exposta publicamente desde 1932 até hoje em nossos Livros, Jornais, Revistas, Opúsculos, Manifestos e demais Documentos Oficiais, etc. E só o fato de que haja alguns ingênuos que deixam de lado toda a nossa Literatura Doutrinária para dar crédito aos “ensinamentos” de espertalhões e se tornem partidários de um troço que nem de longe se parece com as Ideias de Plínio Salgado e demais Doutrinadores Integralistas nos preocupa e entristece.

O Integralismo não é uma sociedade secreta, nem tem ensinamentos ocultos de qualquer espécie. Recomendo aos jovens que estão crendo nesse “esoterismo verde” que confrontem o que lhes está sendo ensinado com o conteúdo da Literatura Integralista, onde encontrarão a verdadeira Orientação, e se desenganarão: Não há nenhum Integralismo oculto, e quem disser o contrário está errado.

terça-feira, 21 de outubro de 2025

Alguns Esclarecimentos sobre o Integralismo: Violência

 

Alguns Esclarecimentos sobre o Integralismo

Violência

Sérgio de Vasconcellos

Infelizmente, de algum tempo para cá vem aumentando a desinformação sobre o Integralismo, oriunda de indivíduos que se dizem Integralistas. Assim, eu resolvi escrever alguns breves textos visando expor quais são de fato as nossas Ideias e alertar àqueles jovens que se aproximam do nosso Movimento em relação a todo tipo de sandice que está sendo propalada como se fosse Integralismo e não o é. Vamos à primeira clarificação.

Lamentavelmente, um absurdo que vem sendo propagado é o seguinte: “Há um Dogma no Integralismo, o da Violência Sagrada”. Ora, para começo de conversa, o Integralismo não é uma Religião, logo, não tem Dogmas de espécie alguma. Temos Princípios Doutrinários estabelecidos pelo Fundador do Integralismo, Plínio Salgado, aprofundados no seu entendimento pelo próprio Chefe Nacional e pelos demais Doutrinadores ao longo dos mais de 90 anos de existência do nosso Movimento.

O Integralismo é e sempre foi avesso à violência. Quaisquer agressões, ataques, atentados, brutalidades, etc., são incompatíveis com a Doutrina do Integralismo e quem disser o oposto do que afirmo, o está fazendo por má-fé ou ignorância Doutrinária.

Apenas e tão somente o emprego da FORÇA em LEGÍTIMA DEFESA é admissível pelo Integralismo. Se a integridade física ou moral de um Integralista for violentada, este tem o direito de se defender, aplicando força proporcional à hostilidade de que está sendo vítima. Da mesma forma, se a integridade material, intelectual e moral da Nação Brasileira estiver sendo gravemente ameaçada, o Povo Brasileiro deve empregar a força na legítima defesa da Soberania Nacional contra qualquer inimigo, seja interno, seja externo.

Enfim, “violência sagrada” não existe no Integralismo. Unicamente em legítima defesa e em nenhuma outra circunstância o Integralismo autoriza o emprego da força, que não pode ser confundida com a violência preconizada como arma política por sociopatas de direita e de esquerda.

segunda-feira, 13 de março de 2023

MIL NOVECENTOS E TRINTA E OITO

 

Mil Novecentos e Trinta e Oito

Sérgio de Vasconcellos

Na Madrugada de 11 de Maio de 1938 foi deflagrada uma Revolução que é conhecida por diversas designações: Revolução Integralista, Revolução Integralista de 11 de Maio de 1938, Levante Integralista, Intentona Integralista, “putsch” Integralista e outras denominações, todas igualmente erradas. Todavia, o nome correto para o alçamento é aquele que lhe foi atribuído pelo Prof. Victor Emanuel Vilela Barbuy: Revolução Constitucionalista de 11 de Maio de 1938.

 

Para que se compreenda o que motivou a Revolução, que malogrou, faz-se necessário uma vista d’olhos nos acontecimentos que a antecederam.

 

Em 03 de Janeiro de 1938 realizar-se-iam Eleições para a Presidência da República. Três eram os que disputavam o pleito: Armando Salles de Oliveira (candidato da plutocracia paulista), José Américo de Almeida (candidato da esquerda, dos latifundiários nordestinos e apoiado por Getúlio Vargas) e Plínio Salgado, Candidato da Acção Integralista Brasileira). Ora, enquanto os dois primeiros foram escolhidos pelas respectivas oligarquias, Plínio Salgado foi escolhido pelo sufrágio direto dos Integralistas, num plebiscito interno da A.I.B., no qual votaram aqueles Camisas Verdes que estavam habilitados com Título de Eleitor e que podiam optar por quaisquer Brasileiros, ou seja, se assim o decidissem os Integralistas um não-Integralista poderia ter sido o Candidato da A.I.B. Mas, Plínio Salgado venceu essas “primárias” com mais de 800.000 votos. Tudo indicava que Plínio Salgado era um concorrente com grande perspectiva de sair vitorioso.

 

Em trabalho ainda inédito, Matheus Batista, um notável pesquisador do Integralismo, levantou que importante jornal diário do Rio de Janeiro, em fins de 1936, fez entre os seus leitores aquela que seria a primeira pesquisa eleitoral do Brasil, na qual Plínio Salgado foi o mais votado, com mais de 80% das intenções de voto, como diríamos hoje.

 

Evidentemente, a entrada de um “player” novo, que colocava em xeque toda a politicagem tradicional, não agradou as oligarquias políticas e financeiras, bem como, também desagradou aos interesses geopolíticos estadunidenses.

 

Assim, para impedir a possível eleição de Plínio Salgado, o sr. Getúlio Vargas apresentou-se tanto às oligarquias, quanto ao imperialismo estadunidense, como uma solução que agradaria a todos, inclusive, ele mesmo, pois permaneceria no Poder da República. Então, com o aval do Poder Econômico, por todo o ano de 1937, enquanto os três Candidatos faziam suas propagandas, ele articulava um golpe de Estado, que vedaria o pleito de 03 de Janeiro de 1938.

 

Em 10 de Novembro de 1937 é implantado o Estado Novo. Uma nova Constituição é outorgada, que passou a ser conhecida como “a Polaca”, por ser um pastiche da Constituição Polonesa; o Legislativo foi fechado; os Governadores foram metamorfoseados em Interventores nos Estados; Prefeitos foram destituídos e outros foram nomeados para substituí-los; o Judiciário foi manietado; as cadeias se superlotaram com todos aqueles que se suspeitava poderiam se insurgir contra a nova ordem de coisas. No dia 03 de Dezembro de 1937 um decreto extinguiu TODOS os Partidos Políticos, colocando uma definitiva pá de cal na vida partidária.

 

Então, líderes civis e militares de diversas correntes partidárias iniciaram confabulações para derrubar o Ditador e restaurar as liberdades democráticas. Eram estes próceres da política nacional, entre outros, o seguintes: General Castro Junior, Cel. Euclides de Figueiredo, Cel Ayrton Plaisant, General Flores da Cunha, João Daré, os irmãos Francisco e Julio de Mesquita Filho, Armando Sales de Oliveira, Eduardo Gomes, Lindolfo Collor, Otávio Mangabeira, Luis de Toledo Pisa, Carlos Bernadino de Aragão Bozano, gal. Guedes da Fontoura, Gen. Basílo Taborda, José Paranhos do Rio Branco, etc.

 

A conspiração avançava entre todos os descontentes com o desmantelamento da Democracia e suas Instituições. Otávio Mangabeira, testemunhando a perseguição brutal ao Integralismo em todo o Brasil, foi procurar Plínio Salgado, com quem se reuniu algumas vezes, acabando por acertar a participação dos Integralistas.

 

O que fora pactuado entre os revolucionários?

 

A derrubada pura e simples do Ditador e da camarilha que com ele assumira violentamente o Poder da República em 10 de Novembro de 1937; restauração da Constituição de 1934; anistia política, “ampla, geral e irrestrita”, como se diz hoje; o estabelecimento de uma Junta Militar, presidida pelo General Castro Junior, que governaria interinamente e que convocaria Eleições Gerais. O líder civil da Revolução era Otávio Mangabeira e o Militar era o General Castro Junior, dois conhecidos liberais.

 

Como se vê, a Revolução de 11 de Maio de 1938 não foi uma tentativa de tomada do Poder pelos Integralistas, mas, um levante do qual participavam todas as forças democráticas do País visando reconduzir o Brasil a normalidade democrática, de restaurar o Estado de Direito.

 

Assim, cabe total razão ao Jurista Prof. Victor Emanuel Vilela Barbuy quando afirma que se tratava de Revolução Constitucionalista.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2023

DOUTRINA, OBJETIVOS HISTÓRICOS E PROGRAMAS

 

DOUTRINA, OBJETIVOS HISTÓRICOS E PROGRAMAS.

Sérgio de Vasconcellos

Juridicamente, a Frente Integralista Brasileira – F.I.B. – é uma sociedade civil. Para nós, Camisas Verdes, enquanto organização Integralista é um Movimento Político e Social, compartilhando com as demais entidades Integralistas, existentes ou que já existiram, Princípios e Objetivos.

 

Princípios Doutrinários:

1. A existência de Deus.

2. A Providência de Deus dirigindo os destinos dos Povos.

3. A Concepção Espiritualista do Universo e do Homem.

4. A Intangibilidade da Pessoa Humana e de suas Projeções no espaço, no tempo e na Eternidade: A Propriedade particular e os Grupos Naturais (a Família, a Profissão, o Município, os Grupos Cultural e Político, a Nação e a Religião).

5. A Axiologia Integralista: O primado do Espiritual sobre o Moral, do Moral sobre o Social, do Social sobre o Nacional e do Nacional sobre o Particular.

6. A Correlação Fenomênica, que embasa a Criteriologia Integralista.

 

Objetivos Históricos:

1. Difusão do Ideal Integralista.

2. Revolução Integralista.

3. Ascenção ao Poder da República.

4. Instauração do Estado Integral: A Nação moral, política, econômica e juridicamente organizada; de estrutura corporativa, com centralização política e descentralização administrativa, e, organicamente Democrático.

 

Agora, uma importante distinção entre Doutrina e Programa, no Integralismo:

 

A Doutrina Integralista é aquele conjunto de Princípios sistematizados pela Filosofia Integralista, que sumarizei acima. O Programa Integralista é o projeto que contêm as nossas soluções para os Problemas Nacionais, e que resulta da interação de nossa Doutrina com a realidade concreta. Assim, enquanto a Doutrina Integralista permanece inalterável, o nosso Programa deve ser objeto de constante atualização.

 

Ao longo de suas mais de nove décadas de intensa atividade política e social, o Movimento Integralista apresentou inúmeras soluções conjunturais para os Problemas Nacionais, algumas aproveitadas até por Autoridades Governamentais anti-Integralistas...

 

Mas, aqui surge uma questão importante para a atual geração dos Soldados de Deus e da Pátria: Um é o Programa para execução em PLENA vigência do Estado Integral, outro é o conjunto de nossas propostas ainda na vigência do Estado liberal, pois, a Nação sofre e soluções imediatas são requeridas. Essa distinção pode ser observada até mesmo na História do Movimento: O Manifesto Programa de 1936 é claramente orientado para o Estado Integral, e o Manifesto do Partido de Representação Popular (1946) é nitidamente voltado para as circunstâncias de um Brasil Pós-guerra e bem distante da instauração do Estado Integral.

 

Sendo realista, o Estado Integral, meta de toda a nossa ação política, não está próximo. Assim, o Programa que está sendo elaborado pela FIB necessariamente trará soluções factíveis dentro do atual regime liberal, abordando não só os temas considerados prementes pela Opinião Pública, educação, saúde, segurança, etc., mas, também aqueles pouco visíveis, mas, igualmente vitais ao futuro do Brasil, como as Relações Internacionais, por exemplo. Uma vez que esteja finalizado o Programa, a FIB, com a cooperação de todos os Integralistas, tornará tais soluções conhecidas para a População Brasileira, através de campanha o quanto possível massiva, com impacto positivo em nossa imagem.

 

Pelo bem do Brasil!

 

Anauê!

terça-feira, 7 de fevereiro de 2023

A MESMA IDEIA

 

A MESMA IDEIA

Sérgio de Vasconcellos

Ao longo de mais de 90 anos de sua História, uma característica permanente do Integralismo é a invariabilidade das Ideias sustentadas pelas diversas Organizações Integralistas.

Um exame da farta Literatura do Sigma comprovaria o que afirmo. Mas, sem estender-me em demasia vamos examinar apenas o conteúdo de quatro Estatutos, documentos oficiais e necessários para a existência legal. Muitas foram as Organizações Integralistas ao longo das décadas, mas, as quatro a seguir são suficientes.

A Acção Integralista Brasileira teve três Estatutos. Vejamos os seus Objetivos conforme aqueles aprovados no 2º Congresso Nacional Integralista (Petrópolis, 1935):

Art. 3º) Como Partido Político, a  Acção Integralista Brasileira objetiva a reforma do Estado, por meio da formação de uma nova cultura filosófica e jurídica, de sorte que o povo brasileiro, livremente, dentro das normas da Constituição de Julho de 1934 e das leis em vigor, possa assegurar, de maneira definitiva, evitando lutas entre Províncias, entre classes, entre raças, entre grupos de qualquer natureza, e principalmente, evitando rebeliões armadas:

a) — O culto de Deus, da Pátria e da Família;

b) — A Unidade Nacional;

c) — O princípio da Ordem e da Autoridade;

d) — O prestígio do Brasil no Exterior;

e) — A Justiça Social, garantindo-se aos trabalhadores a remuneração correspondente às suas necessidades e à contribuição que cada qual deve dar à Economia Nacional;

f) — A paz entre as famílias brasileiras e entre as forças vivas da Nação, mediante o sistema orgânico e cristão das corporações;

g) — A economia que garanta a intangibilidade da propriedade até ao limite imposto pelo bem comum; a iniciativa particular, orientada no sentido da maior eficiência da produção nacional; a soberania financeira da Nação; a circulação das riquezas e aproveitamento dos nossos recursos naturais em benefício do povo brasileiro; a prosperidade e a grandeza da Pátria

h) — A liberdade da pessoa humana dentro da ordem e da harmonia social;

i) — A Grandeza e o prestígio das Classes Armadas;

j) — A União de todos os brasileiros.[1]

Extinto o funesto e totalitário Estado Novo, os Integralistas, sob a orientação de Plínio Salgado, ainda exilado em Portugal, fundaram o Partido de Representação Popular, em 1945. Eis o que está disposto nos Estatutos do PRP:

Art. 2º - A Carta de Princípios e o Programa do Partido têm os seguintes fundamentos:

I – O conceito espiritualista da vida, em conformidade com as tradições do povo brasileiro e em oposição a todas as ideologias materialistas.

II – O respeito à intangibilidade da pessoa humana e consequentemente, aos princípios democráticos de liberdade e justiça, assegurando, para todos os cidadãos a igualdade de direitos e deveres perante a lei.

III – A afirmação da unidade orgânica da Pátria que se formou e se perpetuará pelo entendimento e esforço conjugados de todos os cidadãos, sem distinção de raças ou classes.

IV – O engrandecimento moral, intelectual e econômico da Nação, garantida a educação de todos, a melhoria das condições de vida dos trabalhadores e o amparo aos elementos produtores.

V – O combate contra todas as ideologias totalitárias inimigas da dignidade do homem, da soberania nacional e da harmonia entre os povos.

VI – O aperfeiçoamento, pelos meios constitucionais, do sistema representativo vigente, fundamentado no sufrágio universal e no pluripartidarismo, complementando-o, também, através da representação dos grupos econômicos, profissionais e culturais, de caráter corporativo.

§ 1º - Os fundamentos da Carta de Princípios acima expressos induzem às seguintes definições:

I – Nacionalismo é a consciência da Unidade da Pátria, como território, povo, cultura, tradição histórica e espiritualidade cristã, e exprimindo-se em instituições políticas próprias, e criando o Estado, como instrumento de manutenção da ordem interna e das relações externas;

II – O Estado, como criatura da Nação, não pode a esta sobrepor-se, ferindo os legítimos direitos dos grupos naturais e pessoas que a compõem;

III – O Estado não poderá contrariar a índole nacionalista e cristã do povo brasileiro, mantendo relações de dependência ou permitindo que pessoas isoladas ou grupos as mantenham, com Nações estrangeiras;

IV – As relações do Estado Brasileiro com outros Estados serão as expressas nos tratados e convenções a que a Nação aderir, no interesse da sua própria integridade e da manutenção dos princípios que orientam a posição nacionalista e cristã da Pátria, assim como no interesse de recíprocos benefícios econômicos e culturais entre o Brasil e outros povos, ressalvados sempre aqueles princípios de cristianismo e brasilidade;

V – Entende-se por Democracia o regime em que o povo, constituindo a Nação, eleja livremente os seus mandatários, assegurando-se os direitos e liberdades da pessoa humana, baseados nos princípios cristãos.

§ 2º - Em consequência das alíneas supras, o Partido de Representação Popular luta contra todas as concepções do Estado, das Estruturas Sociais, e da Economia inspiradas pelo materialismo, tais como o marxismo, sob todas as suas formas, e o imperialismo econômico. [2]

No ano de 1975, o saudoso Companheiro Jáder Araújo de Medeiros, seguindo a orientação de Plínio Salgado, funda a Cruzada de Renovação Nacional, cujos princípios eram:

Art. 1º - A Cruzada de Renovação Nacional, é uma sociedade civil, com personalidade jurídica, de caráter solidarista, educacional, cívico-cultural, assistencial, recreativo e esportivo, de duração ilimitada, com sede na capital do Estado do Rio de Janeiro e ação em todo o território do País, constituída de núcleos que funcionarão em todos os municípios brasileiros, tanto na zona urbana como rural, propondo-se a sustentar, defender e propagar os seguintes princípios básicos:

a)      – O conceito espiritualista da existência humana, com fundamento na crença em Deus e definição do Homem como ser composto de Corpo e Alma, feito à imagem e semelhança de seu Criador;

b)       – A intangibilidade da pessoa humana e sustentação dos seus direitos naturais como condição do cumprimento de seus deveres, bem como sustentação da liberdade do Homem e da autonomia dos grupos naturais, como projeção da própria personalidade humana;

c)      – A restauração dos valores morais e hierarquização dos homens segundo suas virtudes e funções e sua contribuição à obra do Bem Comum;

d)      – A concepção espiritualista e cristã da Família, do Trabalho, da Economia, da Cultura, da Sociedade, do Município, da Nação e do Estado;

e)      – A concepção do verdadeiro Nacionalismo e o culto das tradições brasileiras, como condição da própria existência nacional;

f)       – A formação de uma profunda consciência das realidades nacionais, alicerçada no espírito cristão e no sentimento de brasilidade, bem como de defesa da Unidade Nacional, da Independência e da Soberania da Pátria Brasileira;

g)      – A revolução espiritual no sentido da reforma e regeneração dos costumes;

h)      – A elevação cultural do Brasil, através de uma orientação racional da Educação e do Ensino, em todos os seus graus, acessíveis a todas as classes;

i)        – A vigilância permanente em relação às atividades ostensivas ou disfarçadas de nações estrangeiras ou grupos capitalistas internacionais, tendentes ao domínio do nosso território e à absorção de nossas indústrias, bem como no tocante à influência de culturas e costumes alienígenas e o cosmopolitismo nocivo às tradições nacionais, principalmente as perversões importadas para o efeito de corromper a juventude e abalar os alicerces cristãos da família brasileira;

j)        – O combate ao espírito burguês baseado no agnosticismo religioso, no subjetivismo filosófico, no estetismo artístico, no individualismo econômico e no liberalismo político;

k)       - A necessidade urgente de despertar no povo brasileiro, o interesse pelos nobres e elevados ideais de grandeza da Pátria, em contraposição à apatia, à descrença, a desilusão e à inércia que dominam os corações, numa época do mais grosseiro materialismo.[3]

Em 22 de Janeiro de 2005, dando cumprimento a decisão tomada pelo I Congresso Integralista para o Século XXI, presidido pelo saudoso Companheiro Prof. José Baptista de Carvalho, Presidente da Casa de Plínio Salgado, e realizado em 04 e 05 de Dezembro de 2004, foi fundada a Frente Integralista Brasileira. Cujas finalidades são:

Capítulo I – Da declaração, sede, fins e duração.

Artigo 1º – A Frente Integralista Brasileira (F.I.B.) é uma associação civil sem fins lucrativos, com sede e fórum na cidade de São Paulo, e abrangência em todo território nacional.

Parágrafo Único – É um movimento cultural e político que pretende resgatar a herança cultural, cívica, política e ideológica da Ação Integralista Brasileira, principalmente no que se refere à sua tradição cristã, patriótica e nacionalista.

Artigo 2º – O prazo de duração da F.I.B. é por tempo indeterminado.

Artigo 3º – O presente Estatuto destina-se a regulamentar as atividades do movimento até que este se estabeleça em bases mais sólidas.

Capítulo II – Dos princípios gerais

Artigo 4º – A F.I.B. se intitula um movimento cristão, porém aberto a todas pessoas de todas denominações religiosas, desde que respeitem os princípios da moral e dos costumes cristãos e brasileiros.

Artigo 5º – A F.I.B. reconhece o Estado de Direito e o ordenamento jurídico em vigor, mas considera, acima de qualquer outra prerrogativa, a família como “célula mater” da sociedade. Além disso, a F.I.B. defende incondicionalmente a vida desde a concepção até a morte natural.

Artigo 6º – A F.I.B. reconhece como fundamentos do Estado Nacional Brasileiro:

a)         A defesa da soberania nacional;

b)         O exercício da cidadania plena;

c)         A defesa da dignidade da pessoa humana;

d)        O reconhecimento dos valores sociais do trabalho e da livre iniciativa;

e)         A defesa do pluralismo político.

Artigo 7º – A F.I.B. reconhece como objetivos do Estado brasileiro:

a)         A construção de uma sociedade justa e solidária;

b)         A busca do desenvolvimento nacional;

c)         A erradicação da pobreza e da marginalização bem como, a redução das desigualdades sociais e regionais;

d)        A promoção do bem-estar de todos sem preconceitos de qualquer natureza.

Artigo 8º–A F.I.B. reconhece que o Estado Brasileiro será regido pelos seguintes princípios nas suas relações na órbita internacional:

a)         A independência nacional;

b)         A prevalência dos direitos humanos;

c)         A auto-determinação dos povos;

d)        A igualdade entre os estados;

e)         A defesa da paz;

f)         A solução pacífica dos confrontos;

g)         O repúdio ao terrorismo;

h)         A cooperação entre os povos para o progresso da humanidade;

i)          A concessão de asilo político.

Parágrafo Único – Além disso, a F.I.B. defenderá a integração do Estado brasileiro com todas as nações latino-americanas e com a comunidade internacional.

Artigo 9º – A F.I.B. reconhece a existência e defenderá o exercício do direito da propriedade privada desde que atendida a sua função social.

Artigo 10º – A F.I.B. reconhece como direitos individuais básicos:

a)         O direito à vida;

b)         O direito à liberdade;

c)         O direito à igualdade;

d)        O direito à segurança;

e)         O direito à propriedade.

f)         O direito à livre locomoção.

Artigo 11º – A F.I.B. reconhece a existência dos direitos sociais e a obrigação que tem o Estado Brasileiro de procurar efetivá-los.

Parágrafo Único – A F.I.B. reconhece como direitos sociais, aqueles prestados pelo Estado a fim de auxiliar nas classes economicamente fracas.

Capítulo III – Dos princípios específicos

Artigo 12º – A F.I.B. pretende:

a)         Funcionar como escola de cultura e civismo, consoante os ditames do Código de Ética do Estudante elaborado por Plínio Salgado em 1946;

b)         Funcionar como escola política no sentido de procurar desenvolver uma nova mentalidade nacional;

c)         Defender o resgate da tradição cristã do povo brasileiro, bem como o resgate e o desenvolvimento da cultura nacional.[4]

Muitos outros documentos legais do Movimento poderiam ser examinados, mas, os artigos transcritos acima, de apenas quatro Estatutos, são mais que suficientes para provar cabalmente a unidade doutrinária do Integralismo. Da década de 30 do século passado ao século XXI, as Organizações Integralistas estão sustentando os mesmos Princípios e assim prosseguiremos pelo futuro adiante Rumo ao Sigma.

Anauê!



NOTAS:

[1] Estatutos da Acção Integralista Brasileira (1935); págs. 1 e 2. Reprografia (xerox) que me foi gentilmente presenteada pelo saudoso Companheiro Anésio de Lara Campos Júnior.

[2] Partido de Representação Popular – Estatutos – s/l: Secretaria Nacional, 1960; págs. 3 e 4.

[3] Estatutos da Cruzada de Renovação Nacional (Movimento Cívico-Cultural) – Rio de Janeiro. 1975; págs. 1 e 2.

[4] Estatutos Sociais da Frente Integralista Brasileira. São Paulo: 2005; págs. 1 e 2.