quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

A Revolução Redentora de 31 de Março de 1964.

Sérgio de Vasconcellos.

Nem todos os Integralistas valorizam a Revolução de 1964. Existem muitos Companheiros que criticam a Revolução de 31 de Março. Pessoalmente, tenho uma visão bem diferente do episódio.

A chamada Revolução de 64 pode ser abordada por muitos ângulos, tanto favoráveis, quanto desfavoráveis. Existe vasta literatura, publicada desde Abril de 1964 até hoje, e certamente muita documentação deve ser trazida a tona nos próximos anos.

Farei uma síntese do meu ponto de vista pessoal:

Em 1º de Maio de 1964, os comunistas desfechariam sua revolução no Brasil, tendo como líder civil o latifundiário e nada proletário Miguel Arraes (Governador de Pernambuco). Imediatamente, os anti-comunistas iniciariam seu contra-golpe, tendo como líder civil o ex-comunista Carlos Lacerda (Governador da Guanabara). Para apoiar este último, "mariners" estadunidenses desembarcariam no solo sagrado da nossa Pátria, provenientes de uma esquadra estadunidense que, coincidentemente, estava fazendo manobras e exercícios próximos ao nosso litoral... A Guerra Civil instalar-se-ia, e o Brasil seria dividido em Brasil do Norte e Brasil do Sul (a exemplo da Coréia e do Vietnam). O bobalhão do João Goulart ficaria reduzido ao Distrito Federal. Para impedir que a Guerra se alastrasse mais ainda e diante da incapacidade do Governo Central do Brasil de restabelecer a Ordem, a ONU votaria em toque de caixa uma resolução colocando a Amazônia provisoriamente sob sua imediata tutela, garantida também pelos "mariners", é claro... Com o esfacelamento do Brasil, os Estados Unidos e a União Soviética teriam ganhos colossais: Os Estados Unidos destruiriam o único País que poderia emergir no futuro como seu rival; os inimagináveis recursos da Amazônia seriam finalmente seus; o controle do Sul, Sudeste e Centro-Oeste, bem como da Amazônia, garantiria não só o controle do nosso Parque Industrial, mas, das matérias primas, bem como formavam um cinturão que isolava a área controlada pelos comunistas (o Nordeste) do restante da América do Sul; já a União Soviética, ainda presa a velha e superada visão Geopolítica de que o Nordeste do Brasil é a chave para a Conquista da África, achava que estava passando a perna nos ianques...

Lamentavelmente, forçoso é reconhecer que muitos Brasileiros, civis e miltares, cooperavam para a concretização desse plano anti-Brasil. E tudo isso se cumpriria, se um pugilo de Militares e Civis, autenticamente Nacionalistas, não resolvesse iniciar a Contra-Revolução antes que a Revolução fosse desferida, frustrando assim os planos traçados em Wasshington e Moscou.

Então, Mourão Filho sai com tropas de Juiz de Fora e marcha em direção ao Rio de Janeiro. O imprevisto de tal ação corajosa paralisa a ação dos apátridas, nem em Brasília (Castelo Branco), nem no Rio (Costa e Silva), o governo toma providência contra o Militar revoltoso, em Recife, Miguel Arraes nem desconfia que dali há pouco, deixará de ser o futuro governante comunista do Brasil para ser preso político, menosprezando a importância daquela pequena tropa nos acontecimentos. Em breve, com a adesão do 1º Exército, a Revolução de 31 de Março estava vitoriosa. E aí acontece o mais surpreendente, o Líder da Revolução, entrando pelo Palácio Duque de Caxias, ao invés de dar ordem de prisão ao Gal. Costa e Silva, que estava escondido debaixo da mesa de seu Gabinete e alcoolizado, simplesmente APRESENTOU-SE E SOLICITOU NOVAS ORDENS!!! Mal acreditando no que ouvia, o futuro Marechal diz ao Mourão que recolha sua tropa a Vila Militar e vá descansar, no dia seguinte ele receberia instruções. O ingênuo do Mourão obedece e num dos erros mais crassos da história, ao invés de ficar com sua Tropa na Vila Militar (da qual ele era o chefe de fato), resolve ir passar a noite com sua Família em Copacabana... Controlando-se a custo, pois bebera muito whisky (sua bebida predileta), telefonou para o seu cúmplice de Brasília, o General Castelo Branco, e narrou o ocorrido. No dia seguinte, quando o Mourão voltou ao Palácio da Guerra não comandava mais Tropa nenhuma, era um zero a esquerda.

Um grupo de manipanços de farda, que não desferira um tiro, que não saíra dos seus Gabinetes, que não fizera rigorosamente nada, assumiu o Comando da Revolução num golpe de sorte, graças a ingenuidade de um homem que se levantara contra o comunismo e para evitar uma Guerra Civil, e que nunca pensou em tomar o Poder. O Resultado é que uma quadrilha de militares e civis apossou-se do Brasil, e aí o nosso País foi administrado por tipos como o suposto ex-comunista Roberto Campos, o cripto-comunista Jarbas Passarinho e outros. As perseguições começaram.

Ora, tendo o grupo pró-estadunidense assumido imprevistamente todo o País, o que contrariava os acordos secretos entre Moscou e Washington, foi necessário que Tio Sam desse em compensação a África à URSS, daí a explosão de repúblicas socialistas no Continente Negro naquela época. A Rússia achava que saíra lucrando, os Estados Unidos sabiam perfeitamente que a URSS jamais teria condições de aproveitar-se eficientemente de todos aqueles recursos naturais e de modernizar aqueles países. Basta lembrar que a Angola Comunista acabou tendo que vender o seu Petróleo (estatizado) para os E.U.A...

No Brasil, a camarilha civil-militar passou a mandar e desmandar, com pleno apoio dos Estados Unidos.

Enfim, entre os méritos da Revolução de 64, reconheço o de impedir a divisão do Brasil e o avanço do comunismo em nosso País.

Um comentário:

  1. Na minha opinião, o golpe anticomunista mais marcante foi o do Chile. O Pinochet fez aquilo que o General Mourão Filho deveria ter feito. Cercar o palácio das Laranjeiras aonde o Jango se encontrava e ordenado bombardear tudo aquilo. O grande problema do brasileiro, é que nós somos muito ponderados e calmos com quem não merece. Mas mesmo assim, viva o eterno General Olympio Mourão Filho!

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