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quinta-feira, 6 de novembro de 2025

Brevíssima História do Integralismo

 

Brevíssima História do Integralismo

Sérgio de Vasconcellos

De alguns dias para cá tenho escrito Artigos em que desminto as adulterações cínicas da nossa Doutrina que têm sido feitas por indivíduos que se dizem Integralistas. Por enquanto publiquei os seguintes: Violência, Os Segredos do Integralismo, O Integralismo é monárquico e A legalização das drogas.

Mas, acontece que apenas focar nos erros pontuais de meia dúzia de pseudo-Integralistas, não me parece o suficiente e por isso farei abaixo um breve escorço da História do nosso Movimento, ainda e sempre com a finalidade de não permitir que os jovens que estão procurando o Integralismo sejam enganados por indivíduos que ficam posando de líderes, mas, que nada sabem da História e Doutrina do Integralismo.

Após um périplo de vários meses pela África, Oriente Médio e Europa, Plínio Salgado retorna ao Brasil já com a intenção de lançar um Movimento Político em novos moldes, completamente diferente do que havia no Brasil e no restante do Mundo. Mas, ao desembarcar no Rio de Janeiro em 03 de Outubro de 1930 deparou-se com a chamada Revolução de 30, o que o obrigou a adiar a criação dessa organização política.

Derrubada a República Velha, as diversas correntes políticas do País começam a arrumar-se no novo estado de coisas, mas, ainda guardando a feição regionalista herdada do regime defunto. Apenas Plínio Salgado e alguns dos seus seguidores compreendiam que era a hora de um Partido Nacional, que visasse o Bem Comum de todos os Brasileiros e não mais os interesses meramente regionais e seus Partidos Estaduais.

Em 1931, com a finalidade de divulgar suas Ideias Revolucionárias, Plínio Salgado lança, em São Paulo, o jornal A Razão, no qual colaboravam diversos novos intelectuais, todos antenados com o Pensamento Novo propagado pelo já célebre Autor de “O Estrangeiro”. No ano de 1932 dá mais um passo em direção a sua meta e cria a Sociedade de Estudos Políticos – S.E.P. -, em que firma as bases do que será a Doutrina Integralista. É do seio da S.E.P. que surge finalmente o tão sonhado Movimento, a Ação Integralista Brasileira- A.I.B.

No dia 07 de Outubro de 1932, Plínio lança aquele que é até hoje o mais impressionante Documento Político Brasileiro, o famoso Manifesto de Outubro, com o qual principia a divulgar a Doutrina do Integralismo. Ao longo de cinco anos, a A.I.B. fez um gigantesco apostolado por todo o Brasil, o que não agradava a camarilha que estava no Poder, bem como contrariava os interesses do Capitalismo Internacional, que obviamente não via com bons olhos a mais do que provável possibilidade do Integralismo chegar ao Poder nas eleições de 1938. Assim, em 10 de Novembro de 1937 foi dado um golpe de Estado e implantado o totalitário Estado Novo e a A.I.B foi fechada.

Durante  oito anos os Integralistas foram brutalmente perseguidos: os que não foram assassinados, superlotaram as masmorras estadonovistas, muitos amargaram um prolongado Exílio, o Movimento foi empurrado para a clandestinidade. Neste período trevoso da História do Brasil, os Integralistas, burlando a vigilância do criminoso Regime, criaram algumas organizações: AFE – Auxílio às Famílias Empobrecidas (Socorro Verde), Apollo Sport Club, Cruzada Juvenil da Boa Imprensa, e outras.

Em 1945, finalmente, o Ditador e sua camarilha foram apeados do Poder. Chegou ao fim o período mais sanguinário da História do Brasil. Os Integralistas se reorganizaram as claras, fundando em Setembro de 1945 o Partido de Representação Popular – P.R.P. Voltando de seu amargo Exílio em Portugal, Plínio Salgado assume a Presidência Nacional do P.R.P., em memorável Convenção Nacional, realizada no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, em Outubro de 1946.

O P.R.P. elegeu Senadores, Governadores, Deputados Federais e Estaduais, Prefeitos e Vereadores, crescendo exponencialmente a cada Eleição até que foi golpeado com a implantação do Estado Novíssimo em Março de 1964, que fechou todos os Partidos Políticos existentes, inclusive o nosso.

Mas, a partir de 1946, paralelamente ao P.R.P., os Integralistas foram criando várias outras organizações ampliando assim a área de atuação do Movimento: o Instituto Brasileiro de Cultura, o Guanabara Football Club, os Centros Culturais e a sua Confederação, a União Operária e Camponesa do Brasil, a Organização dos Serviços de Imprensa e Propaganda, a Minuano, etc. E depois do encerramento do P.R.P., os Integralistas prosseguiram com a atividade nas organizações não-partidárias, bem como, abriram novas entidades: a Cruzada de Renovação Nacional, a nova Ação Integralista Brasileira, a Ação Integralista do Brasil, a Ação da Juventude Integralista, a Casa de Plínio Salgado, o Centro Cultural Plínio Salgado, o Centro de Estudos Políticos, Tecnológicos e Culturais, o Centro de Estudos e Debates Integralistas, e outras tantas. E, mais modernamente, não poderíamos deixar de mencionar a Frente Integralista Brasileira – F.I.B., fundada em 2005. A Casa de Plínio Salgado – CPS – e a FIB, somando-se com Organizações Integralistas espalhadas por todo o Território Nacional, estão levando adiante o Movimento Integralista Rumo ao Sigma.


quinta-feira, 23 de fevereiro de 2023

DOUTRINA, OBJETIVOS HISTÓRICOS E PROGRAMAS

 

DOUTRINA, OBJETIVOS HISTÓRICOS E PROGRAMAS.

Sérgio de Vasconcellos

Juridicamente, a Frente Integralista Brasileira – F.I.B. – é uma sociedade civil. Para nós, Camisas Verdes, enquanto organização Integralista é um Movimento Político e Social, compartilhando com as demais entidades Integralistas, existentes ou que já existiram, Princípios e Objetivos.

 

Princípios Doutrinários:

1. A existência de Deus.

2. A Providência de Deus dirigindo os destinos dos Povos.

3. A Concepção Espiritualista do Universo e do Homem.

4. A Intangibilidade da Pessoa Humana e de suas Projeções no espaço, no tempo e na Eternidade: A Propriedade particular e os Grupos Naturais (a Família, a Profissão, o Município, os Grupos Cultural e Político, a Nação e a Religião).

5. A Axiologia Integralista: O primado do Espiritual sobre o Moral, do Moral sobre o Social, do Social sobre o Nacional e do Nacional sobre o Particular.

6. A Correlação Fenomênica, que embasa a Criteriologia Integralista.

 

Objetivos Históricos:

1. Difusão do Ideal Integralista.

2. Revolução Integralista.

3. Ascenção ao Poder da República.

4. Instauração do Estado Integral: A Nação moral, política, econômica e juridicamente organizada; de estrutura corporativa, com centralização política e descentralização administrativa, e, organicamente Democrático.

 

Agora, uma importante distinção entre Doutrina e Programa, no Integralismo:

 

A Doutrina Integralista é aquele conjunto de Princípios sistematizados pela Filosofia Integralista, que sumarizei acima. O Programa Integralista é o projeto que contêm as nossas soluções para os Problemas Nacionais, e que resulta da interação de nossa Doutrina com a realidade concreta. Assim, enquanto a Doutrina Integralista permanece inalterável, o nosso Programa deve ser objeto de constante atualização.

 

Ao longo de suas mais de nove décadas de intensa atividade política e social, o Movimento Integralista apresentou inúmeras soluções conjunturais para os Problemas Nacionais, algumas aproveitadas até por Autoridades Governamentais anti-Integralistas...

 

Mas, aqui surge uma questão importante para a atual geração dos Soldados de Deus e da Pátria: Um é o Programa para execução em PLENA vigência do Estado Integral, outro é o conjunto de nossas propostas ainda na vigência do Estado liberal, pois, a Nação sofre e soluções imediatas são requeridas. Essa distinção pode ser observada até mesmo na História do Movimento: O Manifesto Programa de 1936 é claramente orientado para o Estado Integral, e o Manifesto do Partido de Representação Popular (1946) é nitidamente voltado para as circunstâncias de um Brasil Pós-guerra e bem distante da instauração do Estado Integral.

 

Sendo realista, o Estado Integral, meta de toda a nossa ação política, não está próximo. Assim, o Programa que está sendo elaborado pela FIB necessariamente trará soluções factíveis dentro do atual regime liberal, abordando não só os temas considerados prementes pela Opinião Pública, educação, saúde, segurança, etc., mas, também aqueles pouco visíveis, mas, igualmente vitais ao futuro do Brasil, como as Relações Internacionais, por exemplo. Uma vez que esteja finalizado o Programa, a FIB, com a cooperação de todos os Integralistas, tornará tais soluções conhecidas para a População Brasileira, através de campanha o quanto possível massiva, com impacto positivo em nossa imagem.

 

Pelo bem do Brasil!

 

Anauê!

terça-feira, 7 de fevereiro de 2023

A MESMA IDEIA

 

A MESMA IDEIA

Sérgio de Vasconcellos

Ao longo de mais de 90 anos de sua História, uma característica permanente do Integralismo é a invariabilidade das Ideias sustentadas pelas diversas Organizações Integralistas.

Um exame da farta Literatura do Sigma comprovaria o que afirmo. Mas, sem estender-me em demasia vamos examinar apenas o conteúdo de quatro Estatutos, documentos oficiais e necessários para a existência legal. Muitas foram as Organizações Integralistas ao longo das décadas, mas, as quatro a seguir são suficientes.

A Acção Integralista Brasileira teve três Estatutos. Vejamos os seus Objetivos conforme aqueles aprovados no 2º Congresso Nacional Integralista (Petrópolis, 1935):

Art. 3º) Como Partido Político, a  Acção Integralista Brasileira objetiva a reforma do Estado, por meio da formação de uma nova cultura filosófica e jurídica, de sorte que o povo brasileiro, livremente, dentro das normas da Constituição de Julho de 1934 e das leis em vigor, possa assegurar, de maneira definitiva, evitando lutas entre Províncias, entre classes, entre raças, entre grupos de qualquer natureza, e principalmente, evitando rebeliões armadas:

a) — O culto de Deus, da Pátria e da Família;

b) — A Unidade Nacional;

c) — O princípio da Ordem e da Autoridade;

d) — O prestígio do Brasil no Exterior;

e) — A Justiça Social, garantindo-se aos trabalhadores a remuneração correspondente às suas necessidades e à contribuição que cada qual deve dar à Economia Nacional;

f) — A paz entre as famílias brasileiras e entre as forças vivas da Nação, mediante o sistema orgânico e cristão das corporações;

g) — A economia que garanta a intangibilidade da propriedade até ao limite imposto pelo bem comum; a iniciativa particular, orientada no sentido da maior eficiência da produção nacional; a soberania financeira da Nação; a circulação das riquezas e aproveitamento dos nossos recursos naturais em benefício do povo brasileiro; a prosperidade e a grandeza da Pátria

h) — A liberdade da pessoa humana dentro da ordem e da harmonia social;

i) — A Grandeza e o prestígio das Classes Armadas;

j) — A União de todos os brasileiros.[1]

Extinto o funesto e totalitário Estado Novo, os Integralistas, sob a orientação de Plínio Salgado, ainda exilado em Portugal, fundaram o Partido de Representação Popular, em 1945. Eis o que está disposto nos Estatutos do PRP:

Art. 2º - A Carta de Princípios e o Programa do Partido têm os seguintes fundamentos:

I – O conceito espiritualista da vida, em conformidade com as tradições do povo brasileiro e em oposição a todas as ideologias materialistas.

II – O respeito à intangibilidade da pessoa humana e consequentemente, aos princípios democráticos de liberdade e justiça, assegurando, para todos os cidadãos a igualdade de direitos e deveres perante a lei.

III – A afirmação da unidade orgânica da Pátria que se formou e se perpetuará pelo entendimento e esforço conjugados de todos os cidadãos, sem distinção de raças ou classes.

IV – O engrandecimento moral, intelectual e econômico da Nação, garantida a educação de todos, a melhoria das condições de vida dos trabalhadores e o amparo aos elementos produtores.

V – O combate contra todas as ideologias totalitárias inimigas da dignidade do homem, da soberania nacional e da harmonia entre os povos.

VI – O aperfeiçoamento, pelos meios constitucionais, do sistema representativo vigente, fundamentado no sufrágio universal e no pluripartidarismo, complementando-o, também, através da representação dos grupos econômicos, profissionais e culturais, de caráter corporativo.

§ 1º - Os fundamentos da Carta de Princípios acima expressos induzem às seguintes definições:

I – Nacionalismo é a consciência da Unidade da Pátria, como território, povo, cultura, tradição histórica e espiritualidade cristã, e exprimindo-se em instituições políticas próprias, e criando o Estado, como instrumento de manutenção da ordem interna e das relações externas;

II – O Estado, como criatura da Nação, não pode a esta sobrepor-se, ferindo os legítimos direitos dos grupos naturais e pessoas que a compõem;

III – O Estado não poderá contrariar a índole nacionalista e cristã do povo brasileiro, mantendo relações de dependência ou permitindo que pessoas isoladas ou grupos as mantenham, com Nações estrangeiras;

IV – As relações do Estado Brasileiro com outros Estados serão as expressas nos tratados e convenções a que a Nação aderir, no interesse da sua própria integridade e da manutenção dos princípios que orientam a posição nacionalista e cristã da Pátria, assim como no interesse de recíprocos benefícios econômicos e culturais entre o Brasil e outros povos, ressalvados sempre aqueles princípios de cristianismo e brasilidade;

V – Entende-se por Democracia o regime em que o povo, constituindo a Nação, eleja livremente os seus mandatários, assegurando-se os direitos e liberdades da pessoa humana, baseados nos princípios cristãos.

§ 2º - Em consequência das alíneas supras, o Partido de Representação Popular luta contra todas as concepções do Estado, das Estruturas Sociais, e da Economia inspiradas pelo materialismo, tais como o marxismo, sob todas as suas formas, e o imperialismo econômico. [2]

No ano de 1975, o saudoso Companheiro Jáder Araújo de Medeiros, seguindo a orientação de Plínio Salgado, funda a Cruzada de Renovação Nacional, cujos princípios eram:

Art. 1º - A Cruzada de Renovação Nacional, é uma sociedade civil, com personalidade jurídica, de caráter solidarista, educacional, cívico-cultural, assistencial, recreativo e esportivo, de duração ilimitada, com sede na capital do Estado do Rio de Janeiro e ação em todo o território do País, constituída de núcleos que funcionarão em todos os municípios brasileiros, tanto na zona urbana como rural, propondo-se a sustentar, defender e propagar os seguintes princípios básicos:

a)      – O conceito espiritualista da existência humana, com fundamento na crença em Deus e definição do Homem como ser composto de Corpo e Alma, feito à imagem e semelhança de seu Criador;

b)       – A intangibilidade da pessoa humana e sustentação dos seus direitos naturais como condição do cumprimento de seus deveres, bem como sustentação da liberdade do Homem e da autonomia dos grupos naturais, como projeção da própria personalidade humana;

c)      – A restauração dos valores morais e hierarquização dos homens segundo suas virtudes e funções e sua contribuição à obra do Bem Comum;

d)      – A concepção espiritualista e cristã da Família, do Trabalho, da Economia, da Cultura, da Sociedade, do Município, da Nação e do Estado;

e)      – A concepção do verdadeiro Nacionalismo e o culto das tradições brasileiras, como condição da própria existência nacional;

f)       – A formação de uma profunda consciência das realidades nacionais, alicerçada no espírito cristão e no sentimento de brasilidade, bem como de defesa da Unidade Nacional, da Independência e da Soberania da Pátria Brasileira;

g)      – A revolução espiritual no sentido da reforma e regeneração dos costumes;

h)      – A elevação cultural do Brasil, através de uma orientação racional da Educação e do Ensino, em todos os seus graus, acessíveis a todas as classes;

i)        – A vigilância permanente em relação às atividades ostensivas ou disfarçadas de nações estrangeiras ou grupos capitalistas internacionais, tendentes ao domínio do nosso território e à absorção de nossas indústrias, bem como no tocante à influência de culturas e costumes alienígenas e o cosmopolitismo nocivo às tradições nacionais, principalmente as perversões importadas para o efeito de corromper a juventude e abalar os alicerces cristãos da família brasileira;

j)        – O combate ao espírito burguês baseado no agnosticismo religioso, no subjetivismo filosófico, no estetismo artístico, no individualismo econômico e no liberalismo político;

k)       - A necessidade urgente de despertar no povo brasileiro, o interesse pelos nobres e elevados ideais de grandeza da Pátria, em contraposição à apatia, à descrença, a desilusão e à inércia que dominam os corações, numa época do mais grosseiro materialismo.[3]

Em 22 de Janeiro de 2005, dando cumprimento a decisão tomada pelo I Congresso Integralista para o Século XXI, presidido pelo saudoso Companheiro Prof. José Baptista de Carvalho, Presidente da Casa de Plínio Salgado, e realizado em 04 e 05 de Dezembro de 2004, foi fundada a Frente Integralista Brasileira. Cujas finalidades são:

Capítulo I – Da declaração, sede, fins e duração.

Artigo 1º – A Frente Integralista Brasileira (F.I.B.) é uma associação civil sem fins lucrativos, com sede e fórum na cidade de São Paulo, e abrangência em todo território nacional.

Parágrafo Único – É um movimento cultural e político que pretende resgatar a herança cultural, cívica, política e ideológica da Ação Integralista Brasileira, principalmente no que se refere à sua tradição cristã, patriótica e nacionalista.

Artigo 2º – O prazo de duração da F.I.B. é por tempo indeterminado.

Artigo 3º – O presente Estatuto destina-se a regulamentar as atividades do movimento até que este se estabeleça em bases mais sólidas.

Capítulo II – Dos princípios gerais

Artigo 4º – A F.I.B. se intitula um movimento cristão, porém aberto a todas pessoas de todas denominações religiosas, desde que respeitem os princípios da moral e dos costumes cristãos e brasileiros.

Artigo 5º – A F.I.B. reconhece o Estado de Direito e o ordenamento jurídico em vigor, mas considera, acima de qualquer outra prerrogativa, a família como “célula mater” da sociedade. Além disso, a F.I.B. defende incondicionalmente a vida desde a concepção até a morte natural.

Artigo 6º – A F.I.B. reconhece como fundamentos do Estado Nacional Brasileiro:

a)         A defesa da soberania nacional;

b)         O exercício da cidadania plena;

c)         A defesa da dignidade da pessoa humana;

d)        O reconhecimento dos valores sociais do trabalho e da livre iniciativa;

e)         A defesa do pluralismo político.

Artigo 7º – A F.I.B. reconhece como objetivos do Estado brasileiro:

a)         A construção de uma sociedade justa e solidária;

b)         A busca do desenvolvimento nacional;

c)         A erradicação da pobreza e da marginalização bem como, a redução das desigualdades sociais e regionais;

d)        A promoção do bem-estar de todos sem preconceitos de qualquer natureza.

Artigo 8º–A F.I.B. reconhece que o Estado Brasileiro será regido pelos seguintes princípios nas suas relações na órbita internacional:

a)         A independência nacional;

b)         A prevalência dos direitos humanos;

c)         A auto-determinação dos povos;

d)        A igualdade entre os estados;

e)         A defesa da paz;

f)         A solução pacífica dos confrontos;

g)         O repúdio ao terrorismo;

h)         A cooperação entre os povos para o progresso da humanidade;

i)          A concessão de asilo político.

Parágrafo Único – Além disso, a F.I.B. defenderá a integração do Estado brasileiro com todas as nações latino-americanas e com a comunidade internacional.

Artigo 9º – A F.I.B. reconhece a existência e defenderá o exercício do direito da propriedade privada desde que atendida a sua função social.

Artigo 10º – A F.I.B. reconhece como direitos individuais básicos:

a)         O direito à vida;

b)         O direito à liberdade;

c)         O direito à igualdade;

d)        O direito à segurança;

e)         O direito à propriedade.

f)         O direito à livre locomoção.

Artigo 11º – A F.I.B. reconhece a existência dos direitos sociais e a obrigação que tem o Estado Brasileiro de procurar efetivá-los.

Parágrafo Único – A F.I.B. reconhece como direitos sociais, aqueles prestados pelo Estado a fim de auxiliar nas classes economicamente fracas.

Capítulo III – Dos princípios específicos

Artigo 12º – A F.I.B. pretende:

a)         Funcionar como escola de cultura e civismo, consoante os ditames do Código de Ética do Estudante elaborado por Plínio Salgado em 1946;

b)         Funcionar como escola política no sentido de procurar desenvolver uma nova mentalidade nacional;

c)         Defender o resgate da tradição cristã do povo brasileiro, bem como o resgate e o desenvolvimento da cultura nacional.[4]

Muitos outros documentos legais do Movimento poderiam ser examinados, mas, os artigos transcritos acima, de apenas quatro Estatutos, são mais que suficientes para provar cabalmente a unidade doutrinária do Integralismo. Da década de 30 do século passado ao século XXI, as Organizações Integralistas estão sustentando os mesmos Princípios e assim prosseguiremos pelo futuro adiante Rumo ao Sigma.

Anauê!



NOTAS:

[1] Estatutos da Acção Integralista Brasileira (1935); págs. 1 e 2. Reprografia (xerox) que me foi gentilmente presenteada pelo saudoso Companheiro Anésio de Lara Campos Júnior.

[2] Partido de Representação Popular – Estatutos – s/l: Secretaria Nacional, 1960; págs. 3 e 4.

[3] Estatutos da Cruzada de Renovação Nacional (Movimento Cívico-Cultural) – Rio de Janeiro. 1975; págs. 1 e 2.

[4] Estatutos Sociais da Frente Integralista Brasileira. São Paulo: 2005; págs. 1 e 2.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Brevíssimos esclarecimentos sobre a Doutrina e História do Integralismo

Integralistas junto com membros do MV-Brasil no final de um "Arrastão Cultural" (Leme, Rio de Janeiro - RJ), em Junho de 2005.
Sérgio de Vasconcellos

1º) O Chefe Nacional Plínio Salgado e os Integralistas jamais apoiaram um suposto projeto de Getúlio Vargas, porque tinham o seu próprio Projeto, explanado em diversos Livros e resumidamente exposto pelo próprio Plínio no famoso Manifesto Programa de 1936. Se, eventualmente, apoiamos esta ou aquela iniciativa do Governo getulista, o fizemos por entender que era bom para o Brasil. Agora mesmo, numa hipótese absurda, se o Governo Dilma tomar uma iniciativa que beneficie a Nação, terá o apoio dos Integralistas para tal iniciativa, apesar do divórcio ideológico que nos separa do PT. Para nós, o Brasil está acima de tudo.

Integralistas junto com outras organizações na "Marcha da Família pela Liberdade" (Copacabana,  Rio de Janeiro - RJ), em Março de 2008.
2º) O Integralismo não é, nunca foi e jamais será de direita. Sobre isso o Chefe foi bastante claro em “Verdades da direita e da esquerda” e “Direitas e esquerdas”. Gustavo Barroso já no seu primeiro Livro Integralista -  O Integralismo em Marcha (1933) - deixa isso também perfeitamente estabelecido: “Na situação a que atingimos, não podemos consentir que o nosso país se incline para a Direita ou para a Esquerda, porque ambas são situações de desequilíbrio, porém devemos força-lo a seguir para a Frente”. Palavras que até soam proféticas para nós que militamos na Frente Integralista Brasileira. Não obstante, estamos abertos ao diálogo e ações conjuntas com quaisquer outras correntes que se reconheçam como patrióticas e nacionalistas, e temos ido às ruas muito antes disso virar moda. Aliás, ao contrário do que muitos supõem, os Integralistas têm participado, em todo o Brasil, das manifestações impedimentistas e intervencionistas. Mas, desde março de 2015, curiosamente, começamos a ser hostilizados, quer nas manifestações impedimentistas, quer nas intervencionistas, parecendo que, de algum lugar, veio uma ordem nesse sentido... As imagens que ilustram este Artigo são uma pequena amostra do registro fotográfico existente, e todas, com exceção da última, anteriores a  2013, isto é, de antes das Jornadas  de Junho de 2013, das quais participamos e sobre as quais eu – “Os Integralistas nas recentes manifestações populares” - e outros Companheiros escrevemos, e que mereceu um belo Artigo do conhecido Pensador Católico, Paulo Le Chevalier, e que pode ser lido aqui. Mais documentação fotográfica pode ser consultada nos seguintes “links”: Frente  Integralista Brasileira - Imagens Atuais, Integralismo!, IntegralismoRio, Grupo Integralista da Guanabara - Pós 1975
 
Integralistas em Festividade Cívica (São Paulo - SP), em Julho de 2008.

3º) Não seguimos a cartilha leninista pela simples razão que somos Integralistas, e seguimos a Cartilha de Plínio Salgado. O Chefe expôs nosso ponto de vista no Artigo “Técnica de Sorel e Técnica de Cristo”, publicado originalmente n'A Offensiva (1935) e enfeixado no Livro "Palavra  Nova dos Tempos Novos" (1936).

4º) O Integralismo não será o braço armado de qualquer revolução. O Integralismo não acredita na violência como arma política. Somos pela Revolução de Ideias. Desde o Manifesto de Outubro de 1932, com o qual Plínio Salgado Fundou o Integralismo, isto está perfeitamente assente. Como a Acção Integralista Brasileira – A.I.B. – teve uma Milícia até 1935, muitos, sem se dar o trabalho de consultar a Literatura Integralista, supõem que pretendíamos ou ainda pretendemos chegar ao Poder da República através de um Golpe. Nada mais distante do Ideário Pliniano. Portanto, o Integralismo não será bucha de canhão para a “direita capitalista”.

Alguns dos Integralistas que participaram da bem sucedida  Panfletagem na Praça Saens Peña (Tijuca, Rio de Janeiro - RJ), em Agosto de 2009.
5º) Enquanto existir um Regime Econômico Capitalista no Brasil,  não cessaremos a luta, pois, somos tão anticapitalistas, quanto anticomunistas.

6º) O Integralismo já ultrapassou a casa dos 83 nos de existência. Nesse período, partidos, correntes, políticos, etc., que nos combateram a ferro e fogo, desapareceram e nós prosseguimos a nossa Jornada em direção à Idade Nova. De nossos adversários ideológicos, só os comunistas subsistiram, mas, de forma melancólica, como caricatura de um ideal revolucionário, que criticávamos, porém, respeitávamos.

Integralistas em Solenidade Cívica (São Paulo - SP), em Setembro de 2010.
7º) O País, na ótica de uma classe média aburguesada e decadente, está em polvorosa. A grande maioria, a massa, ignora essa pretensa convulsão social em vias de acontecer... Perguntamos a esses iludidos pequenos e grandes burgueses: A Revolução vai acontecer? Que Revolução? A da “direita capitalista”? Ora, isso não é Revolução, mas, mera substituição de indivíduos no Poder. Se não houver mudança do Estado, não houve Revolução. Exemplos de Revolução: Revolução Francesa, Revolução Comunista, Revolução Fascista. No Brasil, por exemplo, fala-se em Revolução 1964, nada mais errado, porquanto a “revolução” limitou-se a retirar uma facção do Poder e colocou outra, a sombra das baionetas, o Estado Brasileiro permaneceu o mesmo.

Manifestação em Brasília (DF), com 50.000 pessoas presentes, e onde usou da palavra o conhecido Líder Integralista, Companheiro Paulo Costa, em Junho de 2011.
8º) A Literatura Integralista no referente à Economia tem uma grande falha: Infelizmente, está dispersa pelos Periódicos Integralistas, e os Livros Integralistas voltados para a área são poucos: O de Américo Ribeiro de Araújo (cujo título não me recordo), o de Gustavo Barroso, “Brasil, Colônia de Banqueiros”, o de Affonso de Carvalho, “O Brasil não é dos Brasileiros”. Estes dois últimos voltados mais para denunciar  a nossa situação de espoliados pelo Capitalismo. Ainda temos, Miguel Reale, com sua Obra “O Capitalismo Internacional”, em que faz a crítica ao capitalismo internacional para em seguida expor as bases da Economia Nova, a Economia Integralista. Na Literatura Integralista, da década de 30 aos nossos dias, os nossos diversos Autores dedicam um ou mais Capítulos à questão econômica. Na nossa época virtual, muitos Artigos têm sido publicados a respeito. Todavia, forçoso é reconhecer que uma exposição definitiva da Economia Integralista ainda está por ser feita. Indico aos curiosos que desejam conhecer a profundidade do Pensamento Econômico Integralista a leitura de “Império de Mamon e Império Cristão”, do brilhante Companheiro Victor Emanuel Vilela Barbuy, Presidente Nacional da Frente Integralista  brasileira – FIB.

Integralistas presentes na Manifestação em Brasília (DF), Junho de 2011.
9º) Aos bisonhos que teimam em vir nos “ajudar”, e que não sendo Integralistas, querem nos ensinar a nossa Doutrina e orientar a nossa ação, digo que o Integralismo dispensa tal cooperação. Sugiro que estudem mais sobre a História e Doutrina Integralistas. Ressalto que Integralismo só se aprende com Integralistas, e não com esta caterva de comunistas travestidos de historiadores, sociólogos, cientistas políticos, etc.

10º) A atual pouca penetração do nosso Movimento junto às “massas” não se deve a qualquer indigência teórica, simplesmente porque as massas não dão a mínima a teorias políticas ou quaisquer outras, completamente imbecilizadas por décadas de lavagem cerebral feita pelos meios de comunicação, todos pertencentes ao Poder Econômico. A nossa fraca presença junto às “massas” deve-se, entre outros motivos, a nossa falta de recursos materiais, em português claro, dinheiro, para podermos fazer frente à ideologia alienante de liberais e marxistas. Nós, da FIB, não temos financiadores. Por nossa acendrada posição crítica ao capitalismo, os Empresários obviamente não nos dão um centavo. Nossos recursos financeiros saem do bolso dos próprios Camisas Verdes, e como, neste momento, a maioria é de jovens, ainda sem recursos próprios, o dinheiro que dispomos para a difusão das nossas Ideias está muito aquém do que necessitaríamos. Outro motivo é a própria condição de imbecilização coletiva, pois, o que comunicamos, o que dizemos, o que propomos, é tão diferente do que a massa está acostumada a ouvir que é muito difícil convencer. No Prefácio do 2º volume de “Integralismo – Um novo paradigma” escrevi francamente: “Não escapa a nenhum Integralista a constatação que, com o passar dos anos, foi “se tornando progressivamente mais difícil explicar o que é o Integralismo àqueles que ainda não o conhecem, pois, além da campanha de desinformação de que somos vítimas, a nossa Mensagem de Reconstrução Pessoal e Nacional não encontra receptividade numa sociedade em que a degeneração intelectual e moral é avassaladora”. Portanto, todos os Integralistas estão perfeitamente cientes dos esforços brutais a que estão obrigados para difundir o nosso Ideal Revolucionário. Quando conquistamos um Brasileiro é maravilhoso, mas, aí ele não faz mais parte da massa, tornou-se um Brasileiro Consciente de seus Direitos e Deveres.

Integralistas em Fortaleza (CE), em Junho de 2011.
11º) Apesar de rejeitar a tomada do Poder pelo Golpe, o Integralismo cooperará com qualquer Governo, se for chamado para tal, e desde que tal cooperação não violente os Princípios Doutrinários do Sigma.

Integralistas  participando de uma Marcha pela Vida (Fortaleza - CE), em Novembro de 2012).
12º) De qualquer forma, historicamente, nenhuma “revolução” foi vitoriosa no Brasil sem o apoio das Forças Armadas. Portanto, qualquer insurreição popular em que, no mínimo, as FFAA fiquem neutras e assistam sem interferir a derrubada do Governo, não terá a menor possibilidade de sucesso.

Anauê!
Integralistas em Festividade Cívica (São Paulo - SP), em Julho de 2013. 

domingo, 29 de novembro de 2015

Alguns poucos elementos para o Estudo do Corporativismo (2015)


Sérgio de Vasconcellos
Ao Companheiro Eduardo Ferraz.
Origens

Evidentemente, o Integralismo não é o criador do Corporativismo, que vinha sendo debatido por diversos Pensadores desde o Século XIX, bem antes, portanto, de Plínio Salgado propô-lo ao Povo Brasileiro no Manifesto de 07 de Outubro de 1932.

Segundo o brilhante Monsenhor Fino Beja, no seu magnífico Livro A Igreja, o Operário e o Corporativismo, agrupamentos de índole corporativa existiam desde a Antiguidade. Tal constatação histórica – também apontada por outros Autores -, coaduna-se, aliás, perfeitamente com o que sustenta a Sociologia Integralista, que os Homens tendem naturalmente a unir-se para obtenção de interesses e aspirações comuns, daí resultando o surgimento dos Grupos Naturais da Sociedade. O futuro Estado Integral, que ergueremos no Brasil, é exatamente a Organização moral, política, econômica e jurídica das Forças Vivas da Nação.

Mas, fugiria ao escopo deste arrazoado o enveredar pelas origens e desenvolvimento do corporativismo através dos tempos, e por isso limito-me a indicar a leitura da muito bem elaborada Obra de Mons. Beja mencionada.

Surgimento do Corporativismo Moderno

É inteiramente falso que o Corporativismo Moderno seja um produto do fascismo. Na verdade, com o progressivo desmantelo da sociedade medieval e a paulatina ascensão das ideias e instituições do liberalismo e do capitalismo, particularmente, após as Revoluções Industrial, Americana e Francesa, a situação social tornou-se brutalmente opressiva. Para lutar contra a exploração capitalista, os Trabalhadores passaram a organizar-se, a despeito da legislação burguesa que os proibia de fazê-lo, e desencadeia-se a luta entre o Capital e o Trabalho. Também não seria aqui o local apropriado para tratar da Luta Econômica como um dos dínamos da História, e que Plínio Salgado expõe com clareza em O que é o Integralismo e em outras de suas Obras.

O fato é que a Questão Social não seria resolvida dentro dos marcos tradicionais do liberalismo, e as soluções propostas por anarquistas e socialistas (utópicos ou não) só agravariam o problema, como a História encarregou-se de provar naqueles Países onde a “ditadura do proletariado” foi imposta (URSS, China, Mongólia, Coréia do Norte, Vietnam, Laos, Camboja, Cuba, Moçambique, Angola, Polônia, Etiópia, Romênia, Hungria, Tchecoslováquia, Bulgária, Guiné-Bissau, Iugoslávia, etc.), instaurando-se um regime totalitário, com o genocídio sistemático de milhões de Trabalhadores, campos de concentração, trabalho escravo e todo um cortejo de horrores. Reconhecendo a impossibilidade de se manter um regime social, político e econômico dos mais iníquos, e por outro lado, percebendo os absurdos das propostas socialistas, autonomamente, em diferentes Países, alguns Pensadores buscaram outra alternativa e a encontraram no Corporativismo.

São os Teóricos que reabilitaram, no Século XIX, o Corporativismo, e passaram a História com a designação de “Católicos Sociais”: Von Ketteler, Albert de Mun, La Tour du Pin, Von Vogelsang, Toniolo e tantos outros, e que não se limitaram a teorizar, mas, lançaram-se as lutas sociais do seu tempo, e criaram a ambiência intelectual que possibilitou a Rerum Novarum de Leão XIII e o surgimento da Doutrina Social da Igreja.

Passando ao Século XX, o Corporativismo foi apropriado por sociólogos, juristas, economistas, políticos, que o abordaram não só de seus peculiares ângulos de visada, mas, também de variegadas correntes interpretativas desse novo fenômeno social, político e econômico. Uma vastíssima Literatura Corporativa foi publicada em variados idiomas, num debate que gerou inclusive Congressos Internacionais sobre Corporativismo, como os de Ferrara e Roma, respectivamente em 1932 e 1934. Esse interesse manteve-se até a II Guerra Mundial. Eis alguns dos vultos do Corporativismo de então: Alfredo Rocco, António Sardinha, Carlos Costamagna, Carlo Emilio Ferri, Carlos Ibarguren, Charles Maurras, Eduardo Aunós, Émile Durkheim, Francisco Rolão Preto, Georges Valois, Gino Arias, Giuseppe Bottai, Guido Bortolotto, Henry de Man, Hipólito Raposo, Joaquin Azpiazu, Joseph Piller, Marcel Déat, Michel Lancelotti, Mihail Manoilesco, Nicolau Berdiaeff, Othmar Spann, Pedro Teotónio Pereira, Roger Bonnard, Roland de Pré, Salvador de Madariaga, Sanchez Sorondo, Sergio Panunzio, Ugo Spirito, e muitos outros. Particularmente, recomendo a leitura de El Estado Corporativo, de Azpiazu, e do clássico O Século do Corporativismo, de Manoilesco.

O Corporativismo no pós-guerra

Enganam-se os que pensam que o Corporativismo não sobreviveu a 2ª Guerra Mundial.
“Há uma ilusão enorme da parte dos que, pensando nos resultados da última guerra, presumem que as instituições sindicais e as instituições corporativas irão desaparecer no mundo novo, que surgiu com a vitória das democracias. Muito ao contrário, estas instituições irão ter uma expansão vitoriosa. Disse Manoilesco que este é o século do corporativismo. Eu acrescentaria: e do sindicalismo. Ou melhor: das organizações profissionais; dos grupos econômicos; das categorias profissionais organizadas. Estas associações irão florescer, no novo clima do pós-guerra, com a exuberância da flora dos trópicos.” (OLIVEIRA VIANNA, Francisco José. Problemas de Organização e Problemas de Direção (1952). 2ª edição. Rio de Janeiro: Record, 1974; páginas 86 e 87.)

Paradoxalmente, gozando de mais difusão e prestígio que no período entre Guerras, o Corporativismo galvanizou o interesse de brilhantes intelectuais. Também realizou Congressos. Eis alguns dos estudiosos da matéria, que a enfocaram sob variados ângulos (corpos intermediários, grupos de pressão, grupos de interesse, representação econômica, neocorporativismo, etc.): Amitai Etzione, Avery Leiserson, Benjamin Akzin, C. B. MacPherson, Chisolm Webb, David Truman, Dayton McKean, Donald C. Blaisdell, Edward Litchfield, Elmer Eric Schattschneider, Francesco Vito, Fulton J. Sheen, Gabriel Almond, George Lavau, Georges Burdeau, Georges Gurvitch, George Steiner, Gunar Heckscher, Harold Laski, Henrique Barrilaro Ruas, Henry W. Ehrmann, James K. Pollock, João Pereira Bastos, John Goormaghtigh, Jovan Djordjevic, Juan Vallet de Goytisolo, Kenkichiro Iwanaga, Kenneth Thompson, Leo Panitch, Lolo Krusius-Ahrenberg, Louis Salleron, Marcel Merle, Masamichi Inoki, Michel Creuzet, Michele Federico Sciacca, Norman Chester, Pendleton Herring, Phillippe Schmitter, Pierre Mendès France, Pitirim Sorokin, Robert MacKenzie, Sam Eldersveld, Samuel Beer, S. E. Finner, Sigmund Newmann, Taylor Colb, V. O. Key Jr., W. A. Towsley, Wolfgang Hirsch-Weber, e poderia estender muito a lista, mas, fico por aqui.

O Corporativismo no Brasil

O Integralismo tem sido a mais longa e consistente corrente corporativista em nosso País, porém, não somos os introdutores das ideias corporativistas no Brasil.

Antes do Integralismo, o Corporativismo já tinha os seus estudiosos devido à influência da Literatura Corporativa em língua francesa que circulava entre nós, da inegável influência do fascismo, que era a última moda em todo o Mundo (não possuía a imagem negativa que adquiriu após a 2ª Guerra) e, é claro, da Doutrina Social da Igreja. Além de Artigos de estudo e divulgação esparsos em Jornais e Revistas da época, pelo menos dois Livros foram publicados: A República Sindicalista dos Estados Unidos do Brasil (1931), de Olbiano de Mello, e O Conceito Cristão do Trabalho (1932), de Pandiá Calógeras. Eis alguns nomes de não Integralistas que propunham o Corporativismo: Agamenon Magalhães, Arlindo Veiga dos Santos, Azevedo Amaral, Francisco Campos, João Camilo de Oliveira Torres, José Pedro Galvão de Souza, Juarez Távora, Oliveira Vianna, Sebastião Pagano, Themistocles Brandão Cavalcante, Waldir Niemeyer e muitos mais.

Integralismo e Corporativismo

O Integralismo desde sua Fundação sempre sustentou o Corporativismo, e hoje, mais do que nunca, diante da completa falência do Capitalismo Internacional, que vive seus estertores com a fracassada Globalização; e do rotundo fracasso do marxismo, que levou à estagnação econômica e subsequente miséria a todos aqueles Países em que chegou ao Poder. O Corporativismo mantem-se como uma alternativa econômica, política e social perfeitamente válida.

Nossos Documentos Oficiais indicam-no claramente: Manifesto de Outubro, Diretrizes Integralistas, Manifesto Programa, Carta de Princípios do Partido de Representação Popular, Manifesto de Vitória, etc. Igualmente, a nossa Literatura. Abaixo alguns Títulos e Autores que esclarecem as nossas Ideias sobre Corporativismo, Estado Integral, Democracia Orgânica, Grupos Naturais, Voto, etc.:

- Cartilha Integralista. [s.l.]: Acção Integralista Brasileira, [s.d.]. Páginas 3 e seguintes.

- Cartilha Integralista. Belo Horizonte: Diretório do Partido de Representação Popular de Minas Gerais, [s.d.]. Páginas 3 e seguintes.
Obs.: Os dois Escritos acima não são a mesma Obra, apenas os Títulos são idênticos.

- Democracia Orgânica – Solução para os Problemas Brasileiros. Rio de Janeiro: Diretório Nacional do Partido de Representação Popular, [s.d.]. Páginas 7 e seguintes.


         
- SALGADO, Plínio. O que é o Integralismo (1933). 4ª edição. São Paulo: Editora das Américas, 1955. Obras Completas de Plínio Salgado – Volume 9. Páginas 74 e seguintes.

- SALGADO, Plínio. Psicologia da Revolução (1933). 6ª edição. São Paulo: Editora das Américas, 1957. Obras Completas de Plínio Salgado – Volume 7. Páginas 67 e seguintes.

- BARROSO, Gustavo. O Integralismo em Marcha (1933). 1ª edição. Rio de Janeiro: Schmidt, 1933. Páginas 108 e seguintes.

- SALGADO, Plínio. A Quarta Humanidade (1934). 5ª edição. São Paulo/São Bento do Sapucaí: Edições GRD/Espaço Cultural Plínio Salgado, 1995. Páginas 72 e seguintes.

- REALE, Miguel. O Estado Moderno (1934). 4ª edição. Brasília: UnB, 1983. Obras Políticas de Miguel Reale – Tomo II. Páginas 125 e seguintes.

- BARROSO, Gustavo. O Integralismo de Norte a Sul (1934). 2ª edição. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1935. Páginas 55 e seguintes.
Obs.: Esta Capa é a da 1ª edição.
- MOURÃO FILHO, Olympio. Instrução da Milícia – Noções Elementares da Doutrina (para uso dos Milicianos) (1934).  EM: BARROSO, Gustavo. O que o Integralista deve saber (1935). 1ª edição. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1935. Páginas 189 e seguintes.

SANTIAGO DANTAS, F. C. Programa do Curso de Noções de Direito Corporativo (1934). EM: O INTEGRALISMO E A EDUCAÇÃO (1959). Rio de Janeiro: Livraria Clássica Brasileira/Edições GRD, [s.d.]. Páginas 154, 155 e 156. Enciclopédia do Integralismo – Volume IX.

- SALGADO, Plínio. A Doutrina do Sigma (1935). 2ª edição. Rio de Janeiro: Schmidt, 1937. Páginas 19 e seguintes.

- REALE, Miguel. O Capitalismo Internacional (1935). 2ª edição. Brasília: UnB, 1983. Obras Políticas de Miguel Reale – Tomo II. Páginas 262 e seguintes.

- REALE, Miguel. Perspectivas Integralistas (1935). 3ª edição. Brasília: UnB, 1983. Obras Políticas de Miguel Reale – Tomo III. Páginas 19 e seguintes; páginas 61 e segs.

- REALE, Miguel. ABC do Integralismo (1935). 2ª edição. Brasília: UnB, 1983. Obras Políticas de Miguel Reale – Tomo III. Páginas 196 e seguintes.

- REALE, Miguel. O que é o Integralismo (1935). EM: Estudos e Depoimentos (1958). Rio de Janeiro: Livraria Clássica Brasileira/Edições GRD, 1958. Páginas 13 e seguintes. Enciclopédia do Integralismo – Volume V.

- MOURÃO FILHO, Olympio. Do Liberalismo ao Integralismo (1935). Rio de Janeiro: Schmidt, 1935. Páginas 71 e seguintes; 175 e segs.

- VENCESLAU JR., J. O Integralismo ao alcance de todos (1935). 1ª edição. Rio de Janeiro: Mundo Médico, 1935. Páginas 129, 130 e 131.

- MELLO, Olbiano de. Razões do Integralismo (1935). Rio de Janeiro: Schmidt, 1935. Páginas 68 e seguintes; 97 e segs.

- MELLO, Olbiano de. Concepção do Estado Integralista (1935). Rio de Janeiro: Schmidt, 1935.

- BARROSO, Gustavo. O que o Integralista deve saber (1935). 2ª edição. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1935. Páginas 156 e 157.

- PUJOL, Victor. Rumo ao Sigma (1935). 3ª edição. Rio de Janeiro: Livraria H. Antunes, 1936. Páginas 177 e seguintes.

- PUJOL, Victor. O Estado Integralista (1935). EM: Estudos e Depoimentos (1958). Rio de Janeiro: Livraria Clássica Brasileira/Edições GRD, [s.d.]. Páginas 129 e seguintes. Enciclopédia do Integralismo – Volume II.

- PAUPÉRIO, A. Machado e MOREIRA, J. Rocha. Introdução ao Integralismo (1935). Rio de Janeiro: Record, 1935. Páginas 148 e seguintes.

 - SALGADO, Plínio. Palavra Nova dos Tempos Novos (1936). 5ª edição. São Paulo: Editora das Américas, 1957. Obras Completas de Plínio Salgado – Volume 7. Páginas 316 e seguintes.

- BARROSO, Gustavo. O Espírito do Século XX (1936). 1ª edição. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1936. Páginas 184 e seguintes.

- BARROSO, Gustavo. Integralismo e Catolicismo (1936). 1ª edição. Rio de Janeiro: ABC, 1936. Páginas 93 e seguintes; páginas 281 e segs.

- REALE, Miguel. Corporativismo e Unidade Nacional (1936). Brasília: UnB, 1983. Obras Políticas de Miguel Reale – Tomo 3. Páginas 235 e segs.

- GOUVÊA, Oswaldo. BRASIL INTEGRAL (1936). Rio de Janeiro: Schmidt, 1935. Páginas 15 e seguintes; páginas 26 e segs.; e, págs. 99 e segs.


- PEREIRA, Jaime Regalo. Democracia Integralista (1936). Rio de Janeiro: José Olympio, 1936. Páginas 62 e seguidores.

- MACIEL, Anor Butler. O Estado Corporativo (1936). Porto Alegre: Livraria do Globo, 1936.

- SALGADO, Plínio. Páginas de Combate (1937). Rio de Janeiro: Livraria H. Antunes, 1937. Páginas 171 e seguintes.

- REALE, Miguel. Integralismo e Democracia (1937). Brasília: UnB, 1983. Obras Política de Miguel Reale – Tomo 3. Páginas 243 e seguintes.

- SILVEIRA, Tasso da. Estado Corporativo (1937). Rio de Janeiro: Joé Olympio, 1937.

- SILVEIRA, Tasso. Limiar (1937). EM: Estudos e Depoimentos (1958). Rio de Janeiro: Livraria Clássica Brasileira/Edições GRD, 1958. Páginas 56 e seguintes; 63 e segs. Enciclopédia do Integralismo – Volume III.

- PENA, Belisário. A Candidatura de Plínio Salgado (1937). EM: Estudos e Depoimentos (1958). Rio de Janeiro: Livraria Clássica Brasileira/Edições GRD, [s.d.]. Páginas 56 e seguintes. Enciclopédia do Integralismo – Volume II.

- SANTOS, Lúcio José dos. Consulta sobre o Integralismo (1937). EM: Estudos e Depoimentos (1958). Rio de Janeiro: Livraria Clássica Brasileira/Edições GRD, [s.d.]. Páginas 32 e seguintes. Enciclopédia do Integralismo – Volume II.

- DELAMARE, Alcibíades. Programa do Curso de Economia Política nos Moldes de uma Concepção Coorporativa do Estado (1937). EM: O INTEGRALISMO E A EDUCAÇÃO (1959). Rio de Janeiro: Livraria Clássica Brasileira/Edições GRD, [s.d.]. Páginas 207 e seguintes. Enciclopédia do Integralismo – Volume IX.

- MACIEL, Anor Butler. Subsídios para o Estudo da Estrutura Política do Estado Novo (1937). Porto Alegre: Livraria do Globo, 1937.

- BARROSO, Gustavo. Comunismo, Cristianismo e Corporativismo (1938). Rio de Janeiro: ABC, 1938.

- COTRIM NETO, A. B. Doutrina e Formação do Corporativismo (1938). Rio de Janeiro: Coelho Branco Fº, 1938.

- RODRIGUES, F. Contreiras. Conceitos de Valor e Preço (1942). 2ª edição. Rio de Janeiro: Gráfica Olímpica, 1951. Páginas 463 e seguintes.

- RODRIGUES, Felix Contreiras. A Economia e a Organização Integral (1942). EM: Estudos e Depoimentos (1958). Rio de Janeiro: Livraria Clássica Brasileira/Edições GRD, 1958. Páginas 89 e seguintes. Enciclopédia do Integralismo – Volume III.

- SALGADO, Plínio. Conceito Cristão da Democracia (1945). 5ª edição. São Paulo: Editora das Américas, 1955. Obras Completas de Plínio Salgado – Volume 8.

- SILVA, Jayme Ferreira da. A Verdade sobre o Integralismo (1947). São Paulo: Edições GRD, 1996. Páginas 25 e seguintes.

- SALGADO, Plínio. Extremismo e Democracia (1948). São Paulo: Guanumby, [s.d.]. Páginas 35 e seguintes; 47 e segs.

- SALGADO, Plínio. Democracia (1948). Rio de Janeiro: Alberto Silvares, 1948.


      - SALGADO, Plínio. O Ritmo da História (1949). 3ª edição: São Paulo/Brasília: Voz do Oeste/INL-MEC, 1978. Páginas 72 e seguintes. Obs.: Por um equívoco do Editor, constou na Folha de Rosto como 3ª edição, mas, na verdade é a 5ª edição.

- CHAVES, René Pena. Estudo da Significação e Função dos Municípios e das Câmaras Municipais (1949). Campinas: Casa do Livro Azul, 1949. Páginas 10 e seguintes.

- SALGADO, Plínio. Direitos e Deveres do Homem (1950). 3ª edição. São Paulo: Editora das Américas, 1955. Obras Completas de Plínio Salgado – Volume 5. Páginas 247 e seguintes; 267 e segs.; 278 e segs.; e, 300 e segs.

- COTRIM NETO, A. B. Bases do Pensamento Político Integralista (1950). EM: Estudos e Depoimentos (1958). Rio de Janeiro: Livraria Clássica Brasileira/Edições GRD, 1958. Páginas 21 e seguintes. Enciclopédia do Integralismo – Volume IV.

- RODRIGUES, Felix Contreiras. Formas de Estado. Regimes de Governo. Sistemas Constitucionais (1953). EM: Estudos e Depoimentos (1958). Rio de Janeiro: Livraria Clássica Brasileira/Edições GRD, 1958. Páginas 115 e seguintes. Enciclopédia do Integralismo – Volume III.

- Fairbanks, João Carlos. A Impossibilidade Matemática do Sufrágio Universal Direto (1953). EM: Estudos e Depoimentos (1958). Rio de Janeiro: Livraria Clássica Brasileira/Edições GRD, 1958. Páginas 199 e seguintes. Enciclopédia do Integralismo – Volume III.

- FERRAZ, Ernani Lomba. Democracia e Sufrágio (1954). EM: Estudos e Depoimentos (1958). Rio de Janeiro: Livraria Clássica Brasileira/Edições GRD, 1958. Páginas 139 e seguintes. Enciclopédia do Integralismo – Volume V.

- PORTO, J. A. de Lima. Este é o Homem! (1955). Rio de Janeiro: [s.ed.], 1955. Páginas 64 e seguintes.

- SACERDOS (pseud.). O ESTADO INTEGRAL (1957). 2ª edição: São Paulo: Voz do Oeste, 1987.

- SALGADO, Plínio. O Integralismo na Vida Brasileira (1958). Rio de Janeiro: Livraria Clássica Brasileira/Edições GRD, [s.d.]. Páginas, 87 e seguintes; 153 e segs.; 175 e segs. Enciclopédia do Integralismo – Volume I.

- SALGADO, Plínio. Palestras com o Povo (1959). Rio de Janeiro: Livraria Clássica Brasileira, [s.d.]. Páginas 155 e seguintes.


- CASTRO, Francisco Galvão. Os Quatro Pontos Cardiais do Integralismo (1960). Rio de Janeiro: Livraria Clássica Brasileira, 1960. Páginas 85 e seguintes. Enciclopédia do Integralismo – Volume Suplementar.

- SALGADO, Plínio. Discursos na Câmara dos Deputados (1961). Rio de Janeiro: Livraria Clássica Brasileira, [1961]. Páginas 90 e seguintes; 156 e segs.

SALGADO, Plínio. Projeto de Emenda Constitucional Nº 609 (1966). São Paulo: Voz do Oeste, [s.d.].

- CUNHA, João Hollanda. Trabalho, Fator Político (1977). 2ª edição. Rio de Janeiro: [s.ed.], 1981.

- LOUREIRO, Maria Amélia Salgado. O Integralismo – Síntese do Pensamento Político Doutrinário de Plínio Salgado (1981). São Paulo: Voz do Oeste, 1981. Páginas 41 e seguintes.

- SALGADO, Plínio. Discursos Parlamentares (1982). Brasília: Câmara dos Deputados, 1982. Páginas 128 e seguintes.

- DOREA, Augusta Garcia Rocha. O Pensamento Revolucionário de Plínio Salgado (1983). 2ª edição ampliada. São Paulo: Voz do Oeste, 1988. Páginas 105 e seguintes; 284 e segs.

- NOGUEIRA, Rubem. O Homem e o Muro (1997) São Paulo: Edições GRD, 1997. Páginas 102 e seguintes.

- VASCONCELLOS, Sérgio de. Integralismo: um novo paradigma – Volume I (2014). São Paulo: Agbook, 2014. Páginas 210 e seguintes; 69 e segs.

- BARBUY, Victor Emanuel Vilela e OUTROS. Existe um pensamento político brasileiro? Existe, sim, Raymundo Faoro: O Integralismo! (2015). São Paulo: Edições GRD, 2015.                                                                               
As referências acima estão longe de abranger toda a Literatura Integralista. Aliás, nos Periódicos Integralistas estão esparsos um número incalculável de Artigos sobre o Tema.

E, como estamos numa época virtual:


SALGADO, Plínio. Estado totalitário e Estado Integral (1937): http://aquartahumanidade.blogspot.com.br/2015/01/estado-totalitario-e-estado-integral.html

SALGADO, Plínio. A Verdadeira Democracia (1949): http://www.integralismo.org.br/?cont=-5022

BRIGIDO, Gaspar. Bases do Corporativismo (1956): http://integralismo.blogspot.com.br/2012/06/bases-do-corporativismo.html
MEDEIROS, Jáder Araújo de. Na Hora de Distinguir e Decidir: O Caminho é uma Democracia Orgânica (1974): http://integralismo.blogspot.com.br/2015/11/na-hora-de-distinguir-e-decidir-o.html

MEDEIROS, Jáder Araújo de. Revolução, Democracia Orgânica e Sindicalismo (1974): http://integralismo.blogspot.com.br/2015/11/revolucao-democracia-organica-e.html

LOUREIRO, Maria Amélia Salgado. Democracia Orgânica (1981): http://integralismo.blogspot.com.br/2008/02/democracia-orgnica.html

VASCONCELLOS, Sérgio de. A Concepção Integralista da Sociedade (1989): http://integralismohistoriaedoutrina.blogspot.com.br/2012/05/concepcao-integralista-da-sociedade.html

MEDEIROS, Jáder Araújo de. Democracia Orgânica para o Brasil (1993): http://integralismo.blogspot.com.br/2015/11/democracia-organica-para-o-brasil-1993.html

BRANDÃO, Euro. O Conceito Cristão de Democracia na Obra de Plínio Salgado (1995): http://integralismo.blogspot.com.br/2013/08/o-conceito-cristao-de-democracia-na.html

MAGALHÃES, Marcelo de Albuquerque. A Democracia Integral (2000): http://integralismo.blogspot.com.br/2011/04/democracia-integral.html

BARBUY, Victor Emanuel Vilela. Concepção Integral do Estado e do Direito em Miguel Reale (2006): http://victoremanuelvilelabarbu.blogspot.com.br/2011/09/concepcao-integral-do-estado-e-do.html  

BARBUY, Victor Emanuel Vilela. Grupos Naturais, Sociedade e Estado (2009): http://victoremanuelvilelabarbu.blogspot.com.br/2011/05/grupos-naturais-sociedade-e-estado.html

VASCONCELLOS, Sérgio de. Os Corporativismos Integralista e fascista na Obra “O Estado Moderno” de Miguel Reale (2009): http://integralismo.blogspot.com.br/2010/06/os-corporativismos-integralista-e.html

FERREIRA, Luiz Gonçalves Alonso. O que é a Democracia Orgânica (2010): http://integralismo.blogspot.com.br/2015/04/o-que-e-democracia-organica.html

MATOS, Leonardo. O Integralismo e o Sistema de Voto Distrital (2012): http://sigmaintegralista.blogspot.com.br/2012/05/o-integralismo-e-o-sistema-de-voto.html  

BENTZION, Baruch. O Voto Poli-Corporativo (2013): http://integralismo.blogspot.com.br/2013/06/o-voto-poli-corporativo.html

Conclusão

As indicações deixadas acima, longe de ser exaustivas ou completas, permitem perceber que o assunto é vasto, vastíssimo.

Aos que pretendem lançar-se ao estudo deste palpitante Tema só posso dizer: Mãos à Obra!

Anauê!