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terça-feira, 25 de novembro de 2025

O INTEGRALISMO É BRASILEIRO

 

O INTEGRALISMO É BRASILEIRO

Sérgio de Vasconcellos

Uma das mais equivocadas bobagens afirmadas sobre o Integralismo é que ele seria de inspiração estrangeira ou até mesmo cópia pura e simples de ideologias europeias, e, quer num caso, quer no outro, as “matrizes” seriam o Integralismo Lusitano, o Nacionalismo integral (França), o fascismo e o n.-socialismo. Somente indivíduos que jamais puseram os olhos num Livro de autoria de Plínio Salgado ou de outro Escritor Integralista poderia insistir nestas origens alienígenas para a nossa Doutrina.

Um exame comparativo – superficial, que fosse – das quatro correntes políticas mencionadas com o Integralismo já seria mais que suficiente para comprovar a completa falta de base desta suposta origem, que é uma fantasia.

Além do Pensamento originalíssimo de Plínio Salgado, o Integralismo alicerça-se nas Ideias de genuínos Pensadores Brasileiros, entre os quais e cito apenas uns poucos: Alberto Torres, Oliveira Vianna, Jackson de Figueiredo, Farias Brito, Eduardo Prado, Tavares Bastos, Domingos Jaguaribe, Olavo Bilac, José de Alencar, Gonçalves Dias, Couto de Magalhães, Joaquim Nabuco, Elysio de Carvalho, Euclides da Cunha, Oliveira Lima, Conde Affonso Celso, Gonçalves de Magalhães, Machado de Assis, Soriano de Souza, Ruy Barbosa, Pandiá Calógeras, Pires do Rio e tantos outros que seriam necessárias páginas e páginas tão somente para arrolar os seus nomes e diversos volumes para assinalar aquilo em que cada um influenciou Plínio Salgado e demais Doutrinadores do Integralismo. Definitivamente, a nossa Doutrina nunca precisou de aporte ideológico estrangeiro.

Curiosamente, uma nova origem para o Integralismo está sendo aventada: Plínio Salgado não teria criado nada e apenas trazido para o Brasil o Integralismo, que seria uma corrente que estava avassalando o Mundo então... Bom, qualquer um que acredite nesta incomensurável besteira demonstra ser ainda mais ignorante do Integralismo e do que se passava no Mundo nas décadas de 20 e 30 do Século XX, que a turma que afirma a nossa origem em ideologias estrangeiras. Nunca existiu este “Integralismo Mundial” e há uma palavra que serve perfeitamente para classificar esta baboseira: necedade.

sexta-feira, 14 de novembro de 2025

Plínio Salgado

 

Cartaz da Campanha Presidencial (1955)

PLÍNIO SALGADO

Sérgio de Vasconcellos

No Artigo anterior expus de forma ultrassumária a História do Integralismo. Agora, dando prosseguimento aos Esclarecimentos(1) tratarei em formato igualmente sintético da Vida de Obra de Plínio Salgado, para que os jovens que ingressam em nosso Movimento conheçam de fato quem foi o Fundador do Integralismo.

Plínio Salgado nasceu em São Bento do Sapucaí (SP), em 22 de Janeiro de 1895.

Em 1911, com a morte de seu Pai, Plínio Salgado foi obrigado a interromper seus estudos e tornou-se arrimo de Família, trabalhando para sustentar sua Mãe e seus Irmãos menores. Continuou a estudar por conta própria, acabando por tornar-se com o passar dos anos o mais brilhante autodidata já surgido no Brasil.

Tendo uma forte vocação política, em 1913, funda o Partido Municipalista

Fez-se em pouco tempo uma figura de destaque em sua Cidade Natal: realizando palestras, escrevendo Artigos para os periódicos da Região e até da Capital de São Paulo, fundando o Jornal de sua Cidade, O Correio de São Bento, etc. Em 1919 lança o seu primeiro Livro, que é de Poesias, Tabor.

Ainda em 1919 muda-se para São Paulo e passa a trabalhar no Jornal Correio Paulistano. Consolida-se a sua presença na elite intelectual da Capital Bandeirante.

Na década de 20 participa da Semana de Arte Moderna (1922); publica O Estrangeiro (1926), o primeiro romance social modernista; em 1927 lança Literatura e Política; torna-se uma figura nacionalmente conhecida como Literato de primeira grandeza. Elege-se Deputado Estadual (1927) pelo Partido Republicano Paulista.

Em 1930, Plínio Salgado faz uma viagem de vários meses visitando a África, o Oriente Médio e a Europa. Ao retornar ao Brasil, já com a intenção de criar um movimento político de feição completamente diferente de tudo o que até então existia no Brasil e no Mundo, deparou-se com a Revolução de 30, o que o obrigou a adiar seus planos. Cessada a luta e derrubada a República Velha, ele funda o Jornal A Razão (1931), no qual, em associação com jovens intelectuais, passa a divulgar novas Ideias Sociais, Políticas e Econômicas. No ano de 1932 funda a Sociedade de Estudos Políticos – S.E.P. -, em que reúne uma plêiade de pensadores nacionalistas e lança as bases do que seria a Doutrina Integralista. É do seio da S.E.P. que surge a Ação Integralista Brasileira – A.I.B. -, cujo lançamento público se dá com a divulgação nacional do Manifesto de Outubro, em 07 de Outubro de 1932. Como partido político, a A.I.B. teve um Deputado Federal e elegeu vários Prefeitos e Vereadores. Na década de 30 publicou diversas Obras: O Esperado, O Cavaleiro de itararé, A Voz do Oeste, O que é o Integralismo, Psicologia da Revolução, A Quarta Humanidade, O Sofrimento Universal, Despertemos a Nação, A Doutrina do Sigma, Palavra Novas dos Tempos Novos, Páginas de Combate, etc.

Durante aquela década, a A.I.B. cresceu vertiginosamente e tudo indicava que chegaria ao Poder da República nas Eleições Presidenciais de 1938, o que contrariava as oligarquias governantes e os interesses do Capitalismo Internacional. Assim, em 10 de Novembro de 1937, houve um golpe de Estado, que implantou o totalitário Estado Novo. A perseguição aos Integralistas foi brutal e aqueles que não foram mortos acabaram superlotando as masmorras, onde permaneceram por oito anos, e muitos foram amargar o exílio. Plínio Salgado acabou exilado em Portugal, em 1939.

Durante o exílio, Plínio Salgado continuou escrevendo e publicando: Vida de Jesus, Aliança do Sim e do Não, A Mulher do Século XX, O Rei dos Reis, O Conceito Cristão da Democracia, Primeiro, Cristo!, A Tua Cruz, Senhor, Como surgiram as cidades brasileiras, O Integralismo perante a Nação, Madrugada do Espírito, etc.

Em 1945, o regime fascista do Estado Novo é derrubado. Plínio Salgado retorna do exílio e assume a Presidência Nacional do Partido de Representação Popular – P.R.P.-, organização partidária integralista. Durante os vinte anos de sua movimentada existência o P.R.P. foi crescendo paulatinamente elegendo Senadores, Deputados Federais, Governadores, Deputados Estaduais, Prefeitos e Vereadores. Plínio Salgado percorreu todo o Brasil em campanha de divulgação da Doutrina do Integralismo e abrindo Diretórios do P.R.P. por todo o País e associações cívico-culturais. Candidatou-se a Presidente da República em 1955 e obteve perto de 800 mil votos; elegeu-se Deputado Federal por quatro mandatos sucessivos. Então, um novo golpe de Estado derrubou o Regime Democrático da Constituição de 1946 e fechou o P.R.P. Os Integralistas continuaram atuando através de organizações cívico-culturais, bem como infiltrados na ARENA e no MDB, os dois únicos partidos políticos que o Estado Novíssimo permitia existir.

Neste longo período, de 1946 em diante, Plínio Salgado, Jornalista Profissional que sempre foi, não só colaborou em periódicos Integralistas, como a Idade Nova, A Marcha e muitos outros por todo o País, bem como em jornais não Integralistas, como por exemplo, A Cruz (do Rio de Janeiro) e outros, inclusive, a cadeia de periódicos dos Diários Associados; também publicou novos Livros: Mensagem às Pedras do Deserto, Diretos e Deveres do Homem, Extremismo e Democracia, O Ritmo da História, Discursos, São Judas Tadeu e São Simão Canaanita, Espírito da Burguesia, O Integralismo na Vida Brasileira, Atualidades Brasileiras, Páginas de Ontem, Mensagem ao Povo Brasileiro, Livro Verde da Minha Campanha, Doutrina e Tática Comunistas, Reconstrução do Homem, Palestras com o Povo, Discursos na Câmara dos Deputados, Poemas do Século Tenebroso, A Crise Parlamentar, Trepandé, 13 Anos em Brasília, etc.

Plínio Salgado era um Escritor muito prolífico e além dos quarenta títulos que mencionei ao longo deste Artigo, outros quarenta ele publicou desde 1919 até a década de 70, e mais alguns publicados postumamente.

Plínio Salgado faleceu em 07 de Dezembro de 1973.  Está enterrado no Cemitério do Morumbi, em São Paulo (SP).

__________

(1)- Esclarecimentos:

Violênciahttps://integralismohistoriaedoutrina.blogspot.com/2025/10/alguns-esclarecimentos-sobre-o.html

Os Segredos do Integralismohttps://integralismohistoriaedoutrina.blogspot.com/2025/10/alguns-esclarecimentos-sobre-o_22.html

O Integralismo monárquicohttps://integralismohistoriaedoutrina.blogspot.com/2025/10/alguns-esclarecimentos-sobre-o_24.html

A legalização das drogashttps://integralismohistoriaedoutrina.blogspot.com/2025/10/alguns-esclarecimentos-sobre-o_28.html


quinta-feira, 6 de novembro de 2025

Brevíssima História do Integralismo

 

Brevíssima História do Integralismo

Sérgio de Vasconcellos

De alguns dias para cá tenho escrito Artigos em que desminto as adulterações cínicas da nossa Doutrina que têm sido feitas por indivíduos que se dizem Integralistas. Por enquanto publiquei os seguintes: Violência, Os Segredos do Integralismo, O Integralismo é monárquico e A legalização das drogas.

Mas, acontece que apenas focar nos erros pontuais de meia dúzia de pseudo-Integralistas, não me parece o suficiente e por isso farei abaixo um breve escorço da História do nosso Movimento, ainda e sempre com a finalidade de não permitir que os jovens que estão procurando o Integralismo sejam enganados por indivíduos que ficam posando de líderes, mas, que nada sabem da História e Doutrina do Integralismo.

Após um périplo de vários meses pela África, Oriente Médio e Europa, Plínio Salgado retorna ao Brasil já com a intenção de lançar um Movimento Político em novos moldes, completamente diferente do que havia no Brasil e no restante do Mundo. Mas, ao desembarcar no Rio de Janeiro em 03 de Outubro de 1930 deparou-se com a chamada Revolução de 30, o que o obrigou a adiar a criação dessa organização política.

Derrubada a República Velha, as diversas correntes políticas do País começam a arrumar-se no novo estado de coisas, mas, ainda guardando a feição regionalista herdada do regime defunto. Apenas Plínio Salgado e alguns dos seus seguidores compreendiam que era a hora de um Partido Nacional, que visasse o Bem Comum de todos os Brasileiros e não mais os interesses meramente regionais e seus Partidos Estaduais.

Em 1931, com a finalidade de divulgar suas Ideias Revolucionárias, Plínio Salgado lança, em São Paulo, o jornal A Razão, no qual colaboravam diversos novos intelectuais, todos antenados com o Pensamento Novo propagado pelo já célebre Autor de “O Estrangeiro”. No ano de 1932 dá mais um passo em direção a sua meta e cria a Sociedade de Estudos Políticos – S.E.P. -, em que firma as bases do que será a Doutrina Integralista. É do seio da S.E.P. que surge finalmente o tão sonhado Movimento, a Ação Integralista Brasileira- A.I.B.

No dia 07 de Outubro de 1932, Plínio lança aquele que é até hoje o mais impressionante Documento Político Brasileiro, o famoso Manifesto de Outubro, com o qual principia a divulgar a Doutrina do Integralismo. Ao longo de cinco anos, a A.I.B. fez um gigantesco apostolado por todo o Brasil, o que não agradava a camarilha que estava no Poder, bem como contrariava os interesses do Capitalismo Internacional, que obviamente não via com bons olhos a mais do que provável possibilidade do Integralismo chegar ao Poder nas eleições de 1938. Assim, em 10 de Novembro de 1937 foi dado um golpe de Estado e implantado o totalitário Estado Novo e a A.I.B foi fechada.

Durante  oito anos os Integralistas foram brutalmente perseguidos: os que não foram assassinados, superlotaram as masmorras estadonovistas, muitos amargaram um prolongado Exílio, o Movimento foi empurrado para a clandestinidade. Neste período trevoso da História do Brasil, os Integralistas, burlando a vigilância do criminoso Regime, criaram algumas organizações: AFE – Auxílio às Famílias Empobrecidas (Socorro Verde), Apollo Sport Club, Cruzada Juvenil da Boa Imprensa, e outras.

Em 1945, finalmente, o Ditador e sua camarilha foram apeados do Poder. Chegou ao fim o período mais sanguinário da História do Brasil. Os Integralistas se reorganizaram as claras, fundando em Setembro de 1945 o Partido de Representação Popular – P.R.P. Voltando de seu amargo Exílio em Portugal, Plínio Salgado assume a Presidência Nacional do P.R.P., em memorável Convenção Nacional, realizada no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, em Outubro de 1946.

O P.R.P. elegeu Senadores, Governadores, Deputados Federais e Estaduais, Prefeitos e Vereadores, crescendo exponencialmente a cada Eleição até que foi golpeado com a implantação do Estado Novíssimo em Março de 1964, que fechou todos os Partidos Políticos existentes, inclusive o nosso.

Mas, a partir de 1946, paralelamente ao P.R.P., os Integralistas foram criando várias outras organizações ampliando assim a área de atuação do Movimento: o Instituto Brasileiro de Cultura, o Guanabara Football Club, os Centros Culturais e a sua Confederação, a União Operária e Camponesa do Brasil, a Organização dos Serviços de Imprensa e Propaganda, a Minuano, etc. E depois do encerramento do P.R.P., os Integralistas prosseguiram com a atividade nas organizações não-partidárias, bem como, abriram novas entidades: a Cruzada de Renovação Nacional, a nova Ação Integralista Brasileira, a Ação Integralista do Brasil, a Ação da Juventude Integralista, a Casa de Plínio Salgado, o Centro Cultural Plínio Salgado, o Centro de Estudos Políticos, Tecnológicos e Culturais, o Centro de Estudos e Debates Integralistas, e outras tantas. E, mais modernamente, não poderíamos deixar de mencionar a Frente Integralista Brasileira – F.I.B., fundada em 2005. A Casa de Plínio Salgado – CPS – e a FIB, somando-se com Organizações Integralistas espalhadas por todo o Território Nacional, estão levando adiante o Movimento Integralista Rumo ao Sigma.


segunda-feira, 13 de março de 2023

MIL NOVECENTOS E TRINTA E OITO

 

Mil Novecentos e Trinta e Oito

Sérgio de Vasconcellos

Na Madrugada de 11 de Maio de 1938 foi deflagrada uma Revolução que é conhecida por diversas designações: Revolução Integralista, Revolução Integralista de 11 de Maio de 1938, Levante Integralista, Intentona Integralista, “putsch” Integralista e outras denominações, todas igualmente erradas. Todavia, o nome correto para o alçamento é aquele que lhe foi atribuído pelo Prof. Victor Emanuel Vilela Barbuy: Revolução Constitucionalista de 11 de Maio de 1938.

 

Para que se compreenda o que motivou a Revolução, que malogrou, faz-se necessário uma vista d’olhos nos acontecimentos que a antecederam.

 

Em 03 de Janeiro de 1938 realizar-se-iam Eleições para a Presidência da República. Três eram os que disputavam o pleito: Armando Salles de Oliveira (candidato da plutocracia paulista), José Américo de Almeida (candidato da esquerda, dos latifundiários nordestinos e apoiado por Getúlio Vargas) e Plínio Salgado, Candidato da Acção Integralista Brasileira). Ora, enquanto os dois primeiros foram escolhidos pelas respectivas oligarquias, Plínio Salgado foi escolhido pelo sufrágio direto dos Integralistas, num plebiscito interno da A.I.B., no qual votaram aqueles Camisas Verdes que estavam habilitados com Título de Eleitor e que podiam optar por quaisquer Brasileiros, ou seja, se assim o decidissem os Integralistas um não-Integralista poderia ter sido o Candidato da A.I.B. Mas, Plínio Salgado venceu essas “primárias” com mais de 800.000 votos. Tudo indicava que Plínio Salgado era um concorrente com grande perspectiva de sair vitorioso.

 

Em trabalho ainda inédito, Matheus Batista, um notável pesquisador do Integralismo, levantou que importante jornal diário do Rio de Janeiro, em fins de 1936, fez entre os seus leitores aquela que seria a primeira pesquisa eleitoral do Brasil, na qual Plínio Salgado foi o mais votado, com mais de 80% das intenções de voto, como diríamos hoje.

 

Evidentemente, a entrada de um “player” novo, que colocava em xeque toda a politicagem tradicional, não agradou as oligarquias políticas e financeiras, bem como, também desagradou aos interesses geopolíticos estadunidenses.

 

Assim, para impedir a possível eleição de Plínio Salgado, o sr. Getúlio Vargas apresentou-se tanto às oligarquias, quanto ao imperialismo estadunidense, como uma solução que agradaria a todos, inclusive, ele mesmo, pois permaneceria no Poder da República. Então, com o aval do Poder Econômico, por todo o ano de 1937, enquanto os três Candidatos faziam suas propagandas, ele articulava um golpe de Estado, que vedaria o pleito de 03 de Janeiro de 1938.

 

Em 10 de Novembro de 1937 é implantado o Estado Novo. Uma nova Constituição é outorgada, que passou a ser conhecida como “a Polaca”, por ser um pastiche da Constituição Polonesa; o Legislativo foi fechado; os Governadores foram metamorfoseados em Interventores nos Estados; Prefeitos foram destituídos e outros foram nomeados para substituí-los; o Judiciário foi manietado; as cadeias se superlotaram com todos aqueles que se suspeitava poderiam se insurgir contra a nova ordem de coisas. No dia 03 de Dezembro de 1937 um decreto extinguiu TODOS os Partidos Políticos, colocando uma definitiva pá de cal na vida partidária.

 

Então, líderes civis e militares de diversas correntes partidárias iniciaram confabulações para derrubar o Ditador e restaurar as liberdades democráticas. Eram estes próceres da política nacional, entre outros, o seguintes: General Castro Junior, Cel. Euclides de Figueiredo, Cel Ayrton Plaisant, General Flores da Cunha, João Daré, os irmãos Francisco e Julio de Mesquita Filho, Armando Sales de Oliveira, Eduardo Gomes, Lindolfo Collor, Otávio Mangabeira, Luis de Toledo Pisa, Carlos Bernadino de Aragão Bozano, gal. Guedes da Fontoura, Gen. Basílo Taborda, José Paranhos do Rio Branco, etc.

 

A conspiração avançava entre todos os descontentes com o desmantelamento da Democracia e suas Instituições. Otávio Mangabeira, testemunhando a perseguição brutal ao Integralismo em todo o Brasil, foi procurar Plínio Salgado, com quem se reuniu algumas vezes, acabando por acertar a participação dos Integralistas.

 

O que fora pactuado entre os revolucionários?

 

A derrubada pura e simples do Ditador e da camarilha que com ele assumira violentamente o Poder da República em 10 de Novembro de 1937; restauração da Constituição de 1934; anistia política, “ampla, geral e irrestrita”, como se diz hoje; o estabelecimento de uma Junta Militar, presidida pelo General Castro Junior, que governaria interinamente e que convocaria Eleições Gerais. O líder civil da Revolução era Otávio Mangabeira e o Militar era o General Castro Junior, dois conhecidos liberais.

 

Como se vê, a Revolução de 11 de Maio de 1938 não foi uma tentativa de tomada do Poder pelos Integralistas, mas, um levante do qual participavam todas as forças democráticas do País visando reconduzir o Brasil a normalidade democrática, de restaurar o Estado de Direito.

 

Assim, cabe total razão ao Jurista Prof. Victor Emanuel Vilela Barbuy quando afirma que se tratava de Revolução Constitucionalista.

sábado, 26 de setembro de 2020

DESFAZENDO CONFUSÕES

 


Sérgio de Vasconcellos

Muitos jovens aproximam-se do Movimento Integralista com uma ideia bastante equivocada a nosso respeito. É comum ouvir perguntas do gênero: “Onde compro uma bandeira?”, “onde compro uma Camisa?”, quais são os postos da Milícia?”, e outras indagações igualmente distantes da realidade.

Vou aqui desfazer confusões e ilusões.

Integralismo é a Doutrina criada pelo gênio insuperável de Plínio Salgado. O Movimento Integralista é o conjunto de Brasileiros que foram e são seguidores e continuadores das Ideias de Plínio Salgado.

Ao longo das quase nove décadas de História do Movimento Integralista, este se corporificou em diversas Organizações, desde a Acção Integralista Brasileira - antes até, pois, a Sociedade de Estudos Políticos é anterior a A.I.B. – até nossos dias.

Assim, os que pretendem ingressar no nosso Movimento julgando que estão se filiando, por exemplo, a antiga A.I.B., estão completamente errados. A Acção Integralista Brasileira foi fechada ilegalmente pelo facínora Getúlio Vargas, quando da implantação do totalitário Estado Novo, em 1937 (a A.I.B passou a atuar na clandestinidade); e, para nós, Integralistas, foi encerrada quando o Chefe Nacional Plínio Salgado devolveu o Juramento aos Integralistas, no célebre discurso de 27 de Outubro de 1946, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Aquela Organização Integralista não existe mais.

Ao longo de nossa História, inúmeras foram as Organizações Integralistas que serviram de veículos ao Ideal Integralista: A já citada Acção Integralista Brasileira, o Sigma Club, a Cruzada Juvenil da Boa Imprensa, o Auxílio às Famílias Empobrecidas, o Apollo Sport Club, o Instituto Brasileiro de Cultura, o Guanabara Football Club, o Partido de Representação Popular, os Centros Culturais e a sua Confederação, a União Operária e Camponesa do Brasil, a Organização dos Serviços de Imprensa e Propaganda, a Cruzada de Renovação Nacional, a nova Ação Integralista Brasileira, a Ação Integralista do Brasil, a Ação da Juventude Integralista, a Casa de Plínio Salgado, o Centro Cultural Plínio Salgado, o Centro de Estudos Políticos, Tecnológicos e Culturais, o Centro de Estudos e Debates Integralistas, a Frente Integralista Brasileira, e tantas outras que não mencionarei para não prolongar exageradamente o texto. Todas as Organizações que existiram, e as que existem, possuíram, e possuem, seus Estatutos, Regulamentos, Regimentos Internos, Praxes Institucionais – algumas com Rituais, uniformes, saudações, etc., e outras, não -, jornais, revistas, boletins – todos com variada periodicidade -, enfim, cada Organização era e é a adequação do Movimento à Realidade Brasileira.

Veja que tal adequação não se refere à Doutrina Integralista, que permanece invariável, mas, a parte programática e as exterioridades do Movimento. Eis um exemplo esclarecedor:

O P.R.P. – Partido de Representação Popular (1945 – 1965), nos seus primórdios utilizava os termos “populismo” e “populista” como sinônimos de Integralismo e Integralista, inclusive, em publicações oficiais, mas, tal praxe caiu em desuso com o tempo; o mesmo P.R.P. não usava o Sigma como Símbolo Oficial, mas, o Sino de Prata, que foi utilizado por dez anos, de 1945 até 1955, quando numa Convenção Nacional do Partido de Representação Popular, em Vitória (ES), a unanimidade dos Convencionais aprovou a adoção do Sigma como Símbolo Oficial do Partido. Naquela ocasião, o Chefe Nacional levantou-se e perguntou à assistência: “Vocês sabem o que significa isto?” E de todos os lados prorromperam: “Sim”, “Sabemos”, e o Chefe então respondeu: “Se sabem, que assim seja”.

Quanto à programática basta um exemplo facilmente verificável: A comparação do Programa da Acção Integralista Brasileira com o do Partido de Representação Popular.

Insisto: A adequação do Integralismo à Realidade Nacional ditou as formas institucionais que o Movimento foi adotando, não existindo, portanto, nenhuma fórmula organizacional que tenha permanecido fixa ao longo das décadas. Só a Doutrina permanece a mesma.

Os que ingressam, por exemplo, na Frente Integralista Brasileira sonhando que vão fazer parte de uma Milícia, que vão participar daqueles belos e elaborados rituais da antiga A.I.B., que vão participar de Marchas com milhares de Camisas Verdes, devem acordar, pois, a FIB não é uma Milícia e jamais o será. Aliás, Milícia é proibida por Lei e o Integralismo, exceto no Tempo das Catacumbas, sempre timbrou em atuar dentro da legalidade. A FIB não tem Rituais propriamente ditos e se vier a tê-los, até pode inspirar-se nos da antiga AIB ou de outras entidades Integralistas, mas, serão Rituais da Frente Integralista Brasileira e não de organizações já desaparecidas. A própria FIB adotou recentemente a Camisa Verde, porém, algo diferente da que se adotava nos anos 30. Mesmo no período da Acção Integralista Brasileira, a Camisa foi originalmente verde oliva e depois passou a ser verde inglês, o que demonstra mais uma vez que as Exterioridades podem e devem ser alteradas em função das circunstancias.

Enfim, que os Integralistas neófitos se compenetrem que estamos no Século XXI. Manter a Tradição do nosso Movimento é correto e necessário. Todavia, Tradição não é saudosismo. O saudosismo é querer marchar para trás, e como isto é impossível, acaba por conduzir a estagnação e esteriliza a capacidade Revolucionária do Indivíduo que o adota. O Integralismo é Revolucionário, isto é, uma permanente mudança de atitude em face dos problemas humanos, nacionais e universais, logo, incompatível com os devaneios propiciados pelo saudosismo. Não se pode ser Integralista e saudosista. O saudosista não é verdadeiramente Integralista, é apenas um Indivíduo que fantasia ser Integralista.

Companheiros, continuemos nossa Marcha Revolucionária rumo ao Sigma.

O mesmo Chefe, a mesma Ideia, a mesma Luta.

Pelo Bem do Brasil!

Anauê!

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Brevíssimos esclarecimentos sobre a Doutrina e História do Integralismo

Integralistas junto com membros do MV-Brasil no final de um "Arrastão Cultural" (Leme, Rio de Janeiro - RJ), em Junho de 2005.
Sérgio de Vasconcellos

1º) O Chefe Nacional Plínio Salgado e os Integralistas jamais apoiaram um suposto projeto de Getúlio Vargas, porque tinham o seu próprio Projeto, explanado em diversos Livros e resumidamente exposto pelo próprio Plínio no famoso Manifesto Programa de 1936. Se, eventualmente, apoiamos esta ou aquela iniciativa do Governo getulista, o fizemos por entender que era bom para o Brasil. Agora mesmo, numa hipótese absurda, se o Governo Dilma tomar uma iniciativa que beneficie a Nação, terá o apoio dos Integralistas para tal iniciativa, apesar do divórcio ideológico que nos separa do PT. Para nós, o Brasil está acima de tudo.

Integralistas junto com outras organizações na "Marcha da Família pela Liberdade" (Copacabana,  Rio de Janeiro - RJ), em Março de 2008.
2º) O Integralismo não é, nunca foi e jamais será de direita. Sobre isso o Chefe foi bastante claro em “Verdades da direita e da esquerda” e “Direitas e esquerdas”. Gustavo Barroso já no seu primeiro Livro Integralista -  O Integralismo em Marcha (1933) - deixa isso também perfeitamente estabelecido: “Na situação a que atingimos, não podemos consentir que o nosso país se incline para a Direita ou para a Esquerda, porque ambas são situações de desequilíbrio, porém devemos força-lo a seguir para a Frente”. Palavras que até soam proféticas para nós que militamos na Frente Integralista Brasileira. Não obstante, estamos abertos ao diálogo e ações conjuntas com quaisquer outras correntes que se reconheçam como patrióticas e nacionalistas, e temos ido às ruas muito antes disso virar moda. Aliás, ao contrário do que muitos supõem, os Integralistas têm participado, em todo o Brasil, das manifestações impedimentistas e intervencionistas. Mas, desde março de 2015, curiosamente, começamos a ser hostilizados, quer nas manifestações impedimentistas, quer nas intervencionistas, parecendo que, de algum lugar, veio uma ordem nesse sentido... As imagens que ilustram este Artigo são uma pequena amostra do registro fotográfico existente, e todas, com exceção da última, anteriores a  2013, isto é, de antes das Jornadas  de Junho de 2013, das quais participamos e sobre as quais eu – “Os Integralistas nas recentes manifestações populares” - e outros Companheiros escrevemos, e que mereceu um belo Artigo do conhecido Pensador Católico, Paulo Le Chevalier, e que pode ser lido aqui. Mais documentação fotográfica pode ser consultada nos seguintes “links”: Frente  Integralista Brasileira - Imagens Atuais, Integralismo!, IntegralismoRio, Grupo Integralista da Guanabara - Pós 1975
 
Integralistas em Festividade Cívica (São Paulo - SP), em Julho de 2008.

3º) Não seguimos a cartilha leninista pela simples razão que somos Integralistas, e seguimos a Cartilha de Plínio Salgado. O Chefe expôs nosso ponto de vista no Artigo “Técnica de Sorel e Técnica de Cristo”, publicado originalmente n'A Offensiva (1935) e enfeixado no Livro "Palavra  Nova dos Tempos Novos" (1936).

4º) O Integralismo não será o braço armado de qualquer revolução. O Integralismo não acredita na violência como arma política. Somos pela Revolução de Ideias. Desde o Manifesto de Outubro de 1932, com o qual Plínio Salgado Fundou o Integralismo, isto está perfeitamente assente. Como a Acção Integralista Brasileira – A.I.B. – teve uma Milícia até 1935, muitos, sem se dar o trabalho de consultar a Literatura Integralista, supõem que pretendíamos ou ainda pretendemos chegar ao Poder da República através de um Golpe. Nada mais distante do Ideário Pliniano. Portanto, o Integralismo não será bucha de canhão para a “direita capitalista”.

Alguns dos Integralistas que participaram da bem sucedida  Panfletagem na Praça Saens Peña (Tijuca, Rio de Janeiro - RJ), em Agosto de 2009.
5º) Enquanto existir um Regime Econômico Capitalista no Brasil,  não cessaremos a luta, pois, somos tão anticapitalistas, quanto anticomunistas.

6º) O Integralismo já ultrapassou a casa dos 83 nos de existência. Nesse período, partidos, correntes, políticos, etc., que nos combateram a ferro e fogo, desapareceram e nós prosseguimos a nossa Jornada em direção à Idade Nova. De nossos adversários ideológicos, só os comunistas subsistiram, mas, de forma melancólica, como caricatura de um ideal revolucionário, que criticávamos, porém, respeitávamos.

Integralistas em Solenidade Cívica (São Paulo - SP), em Setembro de 2010.
7º) O País, na ótica de uma classe média aburguesada e decadente, está em polvorosa. A grande maioria, a massa, ignora essa pretensa convulsão social em vias de acontecer... Perguntamos a esses iludidos pequenos e grandes burgueses: A Revolução vai acontecer? Que Revolução? A da “direita capitalista”? Ora, isso não é Revolução, mas, mera substituição de indivíduos no Poder. Se não houver mudança do Estado, não houve Revolução. Exemplos de Revolução: Revolução Francesa, Revolução Comunista, Revolução Fascista. No Brasil, por exemplo, fala-se em Revolução 1964, nada mais errado, porquanto a “revolução” limitou-se a retirar uma facção do Poder e colocou outra, a sombra das baionetas, o Estado Brasileiro permaneceu o mesmo.

Manifestação em Brasília (DF), com 50.000 pessoas presentes, e onde usou da palavra o conhecido Líder Integralista, Companheiro Paulo Costa, em Junho de 2011.
8º) A Literatura Integralista no referente à Economia tem uma grande falha: Infelizmente, está dispersa pelos Periódicos Integralistas, e os Livros Integralistas voltados para a área são poucos: O de Américo Ribeiro de Araújo (cujo título não me recordo), o de Gustavo Barroso, “Brasil, Colônia de Banqueiros”, o de Affonso de Carvalho, “O Brasil não é dos Brasileiros”. Estes dois últimos voltados mais para denunciar  a nossa situação de espoliados pelo Capitalismo. Ainda temos, Miguel Reale, com sua Obra “O Capitalismo Internacional”, em que faz a crítica ao capitalismo internacional para em seguida expor as bases da Economia Nova, a Economia Integralista. Na Literatura Integralista, da década de 30 aos nossos dias, os nossos diversos Autores dedicam um ou mais Capítulos à questão econômica. Na nossa época virtual, muitos Artigos têm sido publicados a respeito. Todavia, forçoso é reconhecer que uma exposição definitiva da Economia Integralista ainda está por ser feita. Indico aos curiosos que desejam conhecer a profundidade do Pensamento Econômico Integralista a leitura de “Império de Mamon e Império Cristão”, do brilhante Companheiro Victor Emanuel Vilela Barbuy, Presidente Nacional da Frente Integralista  brasileira – FIB.

Integralistas presentes na Manifestação em Brasília (DF), Junho de 2011.
9º) Aos bisonhos que teimam em vir nos “ajudar”, e que não sendo Integralistas, querem nos ensinar a nossa Doutrina e orientar a nossa ação, digo que o Integralismo dispensa tal cooperação. Sugiro que estudem mais sobre a História e Doutrina Integralistas. Ressalto que Integralismo só se aprende com Integralistas, e não com esta caterva de comunistas travestidos de historiadores, sociólogos, cientistas políticos, etc.

10º) A atual pouca penetração do nosso Movimento junto às “massas” não se deve a qualquer indigência teórica, simplesmente porque as massas não dão a mínima a teorias políticas ou quaisquer outras, completamente imbecilizadas por décadas de lavagem cerebral feita pelos meios de comunicação, todos pertencentes ao Poder Econômico. A nossa fraca presença junto às “massas” deve-se, entre outros motivos, a nossa falta de recursos materiais, em português claro, dinheiro, para podermos fazer frente à ideologia alienante de liberais e marxistas. Nós, da FIB, não temos financiadores. Por nossa acendrada posição crítica ao capitalismo, os Empresários obviamente não nos dão um centavo. Nossos recursos financeiros saem do bolso dos próprios Camisas Verdes, e como, neste momento, a maioria é de jovens, ainda sem recursos próprios, o dinheiro que dispomos para a difusão das nossas Ideias está muito aquém do que necessitaríamos. Outro motivo é a própria condição de imbecilização coletiva, pois, o que comunicamos, o que dizemos, o que propomos, é tão diferente do que a massa está acostumada a ouvir que é muito difícil convencer. No Prefácio do 2º volume de “Integralismo – Um novo paradigma” escrevi francamente: “Não escapa a nenhum Integralista a constatação que, com o passar dos anos, foi “se tornando progressivamente mais difícil explicar o que é o Integralismo àqueles que ainda não o conhecem, pois, além da campanha de desinformação de que somos vítimas, a nossa Mensagem de Reconstrução Pessoal e Nacional não encontra receptividade numa sociedade em que a degeneração intelectual e moral é avassaladora”. Portanto, todos os Integralistas estão perfeitamente cientes dos esforços brutais a que estão obrigados para difundir o nosso Ideal Revolucionário. Quando conquistamos um Brasileiro é maravilhoso, mas, aí ele não faz mais parte da massa, tornou-se um Brasileiro Consciente de seus Direitos e Deveres.

Integralistas em Fortaleza (CE), em Junho de 2011.
11º) Apesar de rejeitar a tomada do Poder pelo Golpe, o Integralismo cooperará com qualquer Governo, se for chamado para tal, e desde que tal cooperação não violente os Princípios Doutrinários do Sigma.

Integralistas  participando de uma Marcha pela Vida (Fortaleza - CE), em Novembro de 2012).
12º) De qualquer forma, historicamente, nenhuma “revolução” foi vitoriosa no Brasil sem o apoio das Forças Armadas. Portanto, qualquer insurreição popular em que, no mínimo, as FFAA fiquem neutras e assistam sem interferir a derrubada do Governo, não terá a menor possibilidade de sucesso.

Anauê!
Integralistas em Festividade Cívica (São Paulo - SP), em Julho de 2013. 

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Breve resumo sobre a História do Manifesto de Outubro

MANIFESTO DE OUTUBRO

Breve Resumo Histórico
Sérgio de Vasconcellos

Em 24 de Fevereiro de 1932, no Salão Nobre do Jornal “A Razão”, na Rua José Bonifácio, em São Paulo, realiza-se uma reunião de intelectuais paulistas, convocada por Plínio Salgado, com a finalidade de criar uma organização, que partindo do estudo da realidade brasileira, estabelecesse uma orientação política segura, face ao caos que se instalara no País, após a Revolução de 30. Compareceram: Ataliba Nogueira, Cândido Motta Filho, Mário Graciotti, José de Almeida Camargo, Alpinolo Lopes Casale, José Maria Machado, Francisco Stela, Gabriel Vendomi de Barros, João Leães Sobrinho, Mário Zaroni, Fernando Callage, Iracy Igayara, Carvalho Pinto, Sebastião Pagano, Arlindo Veiga dos Santos, João de Oliveira Filho, James Alvim, Fausto Campos, Eduardo Rossi, Dutra da Silva e outros. Aprovada a criação da entidade pelos presentes, Plínio Salgado marcou para 12 de Março, a assembleia de fundação. Enquanto este pequeno  e  seleto   grupo  tomava  uma   decisão da qual brotaria o maior movimento de massas do Brasil republicano, a Ação Integralista Brasileira, naquele mesmo dia, um gigantesco comício, na Praça da Sé, com perto de 50 mil pessoas, organizado pela Liga Pró-Constituinte, preludiava à Revolução Constitucionalista.

             No dia 12 de Março de 1932, no Salão de Armas do Clube Português, de São Paulo, obtido graças à intervenção de Eurico Guedes de Araújo, ocorre a Assembleia de Fundação da Sociedade de Estudos Políticos – S.E.P. Mais de uma centena de pessoas compareceram: Alfredo Buzaid, Antonio de Toledo Piza, Rui de Arruda, Pimenta de Castro, Ângelo Simões de Arruda, Roland Corbisier Cavalcanti de Albuquerque, Francisco de Almeida Prado, Ernâni da Silva Bruno, Lauro Escorel, Almeida Salles, Rui Ferreira dos Santos, Waldir da Silva Prado, Luis Saia, os irmãos Ignácio e Goffredo da Silva Telles, Azib Buzaide e muitos outros. Plínio Salgado, Ex-deputado Estadual pelo Partido Republicano Paulista, jornalista profissional e romancista consagrado, assume a Presidência e abre a sessão com um discurso, do qual destaco a seguinte passagem:
             “Senhores, por toda a parte ouço a palavra revolução; de todos os lados nos chegam os écos de ingentes reclamos que, em meio à confusão dominante no País desde Outubro de 1930, apelam para o ‘espírito revolucionário’. Na verdade, tudo indica que o Brasil quer renovar-se, quer tomar posse de si mesmo, quer marchar resolutamente na História. Clama-se por justiça social e por uma mais humana distribuição dos bens; exige-se do Estado que intervenha, com poderes mais amplos, tendentes a moderar os excessos do individualismo e a atender aos interesses da coletividade. Neste momento, congrego-vos para estudarmos os problemas nacionais e traçarmos em conseqüência destes estudos, os rumos definitivos de uma política salvadora. No entanto, quero frisar, com a maior veemência, que procede das profundas convicções espiritualistas inspiradoras do meu pensamento e da minha ação, o seguinte: fala-se de revolução, pedem-se revoluções; pois bem: façamos as que forem necessárias à justiça humana e à saúde da Pátria, mas não nos esqueçamos um instante sequer dos intangíveis direitos da pessoa humana. Peço-vos, senhores, que havendo de reformar, de modificar, de revolucionar, tudo façais se assim vos ditar vossa consciência; mas por favor, meus amigos, não toquemos no Homem. O Homem é livre, Deus o fez livre e responsável, e o seu maior tesouro é a sua liberdade, a intangível expressão da sua própria consciência, o caráter que imprime ao que faz e ao que possui, o escudo com que se defende do arbítrio do Estado e da Coletividade e é constituído pelo grupos naturais em que se integra. Assim, repito-vos: não toquemos no Homem e na sua Liberdade”.

             Em seguida, Plínio Salgado, apresentou os nove princípios básicos que norteariam os estudos e ações da S.E.P., que são:
            “- Somos pela unidade da Nação.
            “- Somos pela expressão de todas as suas forças produtoras no Estado.
         “- Somos pela implantação do princípio da autoridade, desde que ele traduza forças reais e diretas dos agentes da produção material, intelectual e da expressão moral do nosso povo.
            “- Somos pela consulta das tradições históricas e das circunstâncias geográficas, climatéricas e econômicas que distinguem nosso país.
            “- Somos por um programa de coordenação de todas as classes produtoras.
            “- Somos por um ideal de justiça humana, que realize o máximo de aproveitamento dos meios de produção, em benefício de todos, sem atentar contra o princípio da propriedade, ferido tanto pelo socialismo, como pelo democratismo, nas expressões que aquele dá à coletividade e este ao indivíduo.
             “- Somos contrários a toda tirania exercida pelo Estado contra o Indivíduo e as suas projeções morais; somos contra a tirania dos Indivíduos contra a ação do Estado e os superiores interesses da Nação.

             “- Somos contrários a todas  as doutrinas que pretendem criar privilégios de raças, de classes, de indivíduos, grupos financeiros ou partidários, mantenedores de oligarquias econômicas ou políticas.
             “- Somos pela afirmação do pensamento político brasileiro baseado nas realidades da terra, nas circunstâncias do mundo contemporâneo, nas superiores finalidades do Homem e no aproveitamento das conquistas científicas e técnicas do nosso século.”
            Tais Princípios Básicos foram aprovados pela unanimidade dos presentes.

            A S.E.P. passa a funcionar regularmente na mencionada Sala de Armas do Clube Português de São Paulo (na Av. São João, esquina com Anhangabaú, hoje, Av. Prestes Maia), que fora emprestada para tal fim, por intermediação de José Maria Machado. Imediatamente, Plínio Salgado cria uma série de comissões e subcomissões de estudos, indicando seus membros de acordo com as vocações pessoais. As comissões reuniam-se diariamente e, duas ou três vezes por semana, realizavam-se sessões plenárias.

             Na Assembleia de 06 de Maio de 1932, diante dos excelentes resultados das comissões, Plínio Salgado propõe a criação de uma seção, que teria a finalidade de difundir, em linguagem simples, as novas Ideias, buscando criar uma consciência popular. Eis um trecho da Ata:
             “Expondo em rápidas palavras a grave situação que o país atravessa, o sr. presidente propôs que se organizasse, subordinada e paralela à S.E.P., uma campanha de ação prática, no sentido de se infiltrar em todas as classes sociais o programa político as S.E.P., decorrente de seus princípios fundamentais. Essa campanha seria denominada ‘Ação Integralista Brasileira’. Essa proposta foi unanimemente aprovada.”

            Mas, Plínio Salgado vai mais longe e propõe a elaboração de um Manifesto, o que também é aprovado, nomeando-se uma comissão para a sua redação, assim constituída: Motta Filho, Almeida Camargo, Ataliba Nogueira e Plínio Salgado, que foi designado Relator.

Enquanto  a  S.E.P.  prosseguia   no seu trabalho eminentemente  construtivo, paralelamente,   a insatisfação   dos  paulistas  com  o novo regime, aumentava  dia  a  dia. Tudo  indicava  que  Vargas pretendia  manter  o     chamado  ‘Governo Discricionário’, indefinidamente...

Em   23   de  Maio  de  1932,   à  noite,  o descontentamento   popular   atingiu   o    auge,  uma multidão   dirige-se    à  sede  do  Jornal   “A  Razão”, empastelando-o;    então,    ainda  não   saciada   de destruição,    a    massa    dirige-se para    a    Legião Revolucionária   de  São   Paulo,  tentando  invadir  e incendiar   sua  sede,    começa  uma batalha de rua,  tornada     mais    brutal   com   a   chegada  da  força  pública.     Terminado,  na  madrugada,  o  conflito,  o resultado fora, centenas de feridos e quatro estudantes mortos: Mário Martins de Almeida, Euclydes Bueno Miragaia, Dráusio Marcondes de Sousa e Antonio Américo de Camargo Andrade. Das iniciais dos nomes destes quatro jovens sacrificados, formou-se aquela sigla simbólica célebre – MMDC -, que viria a ser utilizada pelos revolucionários paulistas.

Do incêndio ateado no “A Razão” – que era dirigido por Plínio Salgado -, escaparam, milagrosamente incólumes, uma mesa e uma estante, justamente as que abrigavam os fichários e arquivos da S.E.P. e da Ação Integralista Brasileira. Podendo, assim, Plínio Salgado continuar sua obra de arregimentação das novas inteligências brasileiras.

Em Junho, a S.E.P. fez duas reuniões. Na primeira, Plínio Salgado leu o anteprojeto do Manifesto, que elaborara, em fins de Maio. Cópias datilografadas foram distribuídas a todos os associados, para que lessem e trouxessem na próxima reunião, suas propostas de melhoria do texto, acréscimos, emendas, etc. No segundo encontro daquele mês, o Manifesto de Outubro foi aprovado, quase sem modificações. A intenção era lançá-lo imediatamente, mas, Motta Filho e Almeida Camargo, insistiram que a publicação fosse adiada, pois, o momento não era oportuno, a revolução era iminente.

De fato, em 09 de Julho, inicia-se a Revolução Constitucionalista. Todas as reuniões da S.E.P. foram suspensas. Naquela ocasião, Plínio Salgado, reunido com um pequeno grupo, declarou:
“Que cada um cumpra o seu dever neste momento em que o Estado de São Paulo se encontra em armas: eu guardarei este documento para, quando terminar este trágico episódio da nossa História, vir com ele, porque talvez seja um  instrumento de salvação.”

Em 03 de Outubro de 1932, terminava a Revolução Paulista. Um grupo – Eurico Guedes de Araújo, Iracy Igayara, Alpinolo Lopes Casale, Antonio de Toledo Piza, Manoel Pinto da Silva, Lauro Pedroso -, que naqueles conturbados dias, frequentava a casa de Plínio Salgado, findo o conflito, concordara que era a hora de imprimir o Manifesto. Lauro Pedroso encarregou-se de mandá-lo para a gráfica, mas, não tinha como pagar a impressão... Então, Plínio Salgado. Iracy Igayara, Eurico Guedes da Fontoura e Alpinolo Lopes Casale, quotizaram-se, levantando 200$, e propondo pagar o restante a prestações, a tipografia aceitou e entregou os Manifestos na tarde de 06 de Outubro.

No dia seguinte, 07 de Outubro de 1932, à tarde e a noite, às escondidas numa sala da Secretaria de Segurança Pública, na mesa de trabalho de Eurico Guedes de Araújo, Plínio Salgado endereçou pessoalmente centenas de envelopes, nos quais o Manifesto seria remetido a todo o País, a distribuição na própria cidade de São Paulo foi feita por membros da S.E.P. Eis a razão pela qual, o documento de fundação do Integralismo, redigido em Maio, aprovado em Junho, veio a chamar-se “Manifesto de Outubro”.

domingo, 6 de abril de 2014

A Manipulação da História

Sérgio de Vasconcellos

O Movimento Integralista têm atraído muitos jovens as suas fileiras. Jovens ainda estudando e que, principalmente no chamado Ensino Médio, se defrontam com professores de história que foram (de)formados nas Faculdades de História, que são fábricas de marxistas. Ora, para tais professores o Integralismo é sinônimo de nazismo, fascismo ou comunismo (este último só é sustentando por aqueles que não se deixaram embair pelo canto da sereia marxista, mas, ficaram encantados pela melodia do Flautista de Hamelin...), e, tais Jovens ficam embaraçados, pois, mesmo sabendo pelo que ouvem em nossas reuniões ou leem nas nossas publicações que o Integralismo não é fascista, nazista e muito menos comunista, um professor é um professor, e deve saber do que está falando, o que cria uma situação de conflito interior, sem falar nas gozações de que acaba sendo alvo àquele que sai em defesa do Sigma em Sala de Aula.

Pois bem, venho aqui tranquilizar tais Jovens Companheiros: O Integralismo não é fascismo, não é comunismo, não é nazismo. E para comprovar que os que afirmam o contrário são mentirosos ou ignorantes transcrevo abaixo o que disse o nosso Chefe Plínio Salgado naqueles já distantes anos 20 e 30:

“Literatura e Política” (1927):
Aparecem duas tisanas para as doenças da Europa: O comunismo e o fascismo, ambos materialistas, decretam a falência das democracias. Por eles, ou triunfa o imperialismo econômico, baseado no nacionalismo, no fascismo, na ditadura militar, ou vence o imperialismo político da III Internacional.
Será este o dilema para os jovens povos da América?

“Manifesto da Legião Revolucionária de São Paulo” (1931):
Desde a monarquia temos vivido sob a preocupação de impor ao nosso País sistemas políticos estrangeiros...
Assim, não devemos transplantar para o Brasil nem o fascismo nem outros sistemas exóticos.

“Despertemos a Nação!” (1935):
O problema brasileiro é muito mais difícil do que os da Rússia, da Itália e da Alemanha. Os modelos de Lênin, de Mussolini e de Hitler, suas estratégias, seus processos, não valem nada no caso do Brasil.

“Palavra Nova dos Tempos Novos” (1936):
Somos a única coisa séria, impressionante, no Brasil, de hoje, porque somos A REVOLUÇÃO. Temos uma significação muito mais profunda que o “fascismo”, o “hitlerismo”, o “comunismo”, porque somos a consciência de uma época, porque nos libertamos dos velhos preconceitos, porque operamos ao mesmo tempo uma revolução objetiva, de recrutamento de massas humanas, e uma revolução do pensamento e das consciências.
E ainda do mesmo Livro, mais dois trechos:
O Homem no Estatismo Racista ou Imperialista, estandardiza-se, uniformiza-se nos movimentos de um todo que é a finalidade inumana do Estado.
Não pretendemos uma ditadura, só os povos bárbaros permitem ditaduras.

E poderíamos aumentar e MUITO as citações que comprovam a falácia das acusações de tais professores. E por que estas e outras passagens não são mencionadas nas Salas de Aula e nos péssimos Livros Didáticos? Evidentemente há uma perversa intenção em prover nossos Jovens de uma educação deficiente (e não apenas na área da disciplina histórica, infelizmente), impedindo-os de formar uma opinião própria e autônoma sobre o Integralismo, como de resto sobre todas as grandes questões nacionais. A finalidade desta deseducação é formar toda uma geração de bitolados, incapazes de juízos independentes.

Portanto, Jovem Companheiro, aqueles seus colegas de turma que riram de você, quando defendeu o Integralismo (e a Verdade estava contigo e não com o seu professor), não devem ser objeto de raiva ou ódio, pois, ao contrário de você, são manipulados, e dignos de pena. E quanto aos seus professores, ninguém dá o que não possui, isto é, sendo ignorantes, não podem transmitir qualquer forma de conhecimento válida. Não perca o seu tempo em bate-bocas com professores boçais e colegas imbecilizados. Estude e torne-se o que uns e outros talvez jamais serão, um Homem Superior, perfeitamente consciente de seus Direitos e Deveres para com Deus, a Pátria e a Família.

Pelo bem do Brasil!

Anauê!


quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Mais um texto anti-Integralista mascarado de estudo acadêmico.

Sérgio de Vasconcellos

Prezados Companheiros.

Fui avisado pelo Companheiro Marcelo Silveira – sempre bem informado – da existência deste Artigo. O  Autor, infelizmente, labora nos velhos equívocos históricos e doutrinários de sempre. Vejamos:

1º) O Integralismo NUNCA se assumiu como Movimento fascista durante a década de 30, e a única fonte que ele indica, o Livro “O Integralismo e o Mundo”, de Gustavo Barroso, não afirma tal coisa, o que nos leva a crer que o “pesquisador” tresleu a Obra, se é que a leu verdadeiramente... Eis o que escreveu de fato, impresso em boa letra de forma, perfeitamente compreensível para os que não são analfabetos funcionais o sempre injustiçado Gustavo Barroso: "Integralismo - nazismo - fascismo".

2º) A ABC não teve vida efêmera, porque não teve vida alguma, o Estado Novo jamais autorizou o funcionamento de tal Organização, tendo ficado o Movimento Integralista na sua maior parte na clandestinidade, apenas criando outras Organizações devidamente registradas para dar respaldo legal a ações setoriais, como, por exemplo, o Apollo Sport Club, o Auxílio às Famílias Empobrecidas (apelidada internamente de “Socorro Verde”), a Cruzada Juvenil da Boa Imprensa, etc.

3º) O Integralismo não se transformou em Partido por nenhuma decisão tomada no 2º Congresso Nacional da AIB, em Petrópolis, em 1935. Desde que o boçal do Hélgio Trindade afirmou naquele lixo que é o Livro dele tal inverdade, todo mundo sai repetindo esta bobagem. Já em 1933, logo após o Registro do seu 1º Estatuto como sociedade civil, a AIB entrou com um Pedido solicitando seu Registro como Partido Político. Por conta de exigências da Justiça Eleitoral é que foram feitas alterações nos Estatutos, tanto no 1º Congresso, em Vitória (1934), quanto no 2º já citado. A famosa 1ª Marcha Integralista foi para comemorar o lançamento da Candidatura de um Integralista à Constituinte, que não se elegeu infelizmente. O único Deputado Federal Integralista naquele período foi o Companheiro Jeová Mota, eleito pelo Ceará, pela Legião Cearense do Trabalho.

4º) Sobre o periódico “Renovação Nacional” e a Cruzada de Renovação Nacional, cabe esclarecer: O Jornal “Renovação Nacional” não surgiu em 1978, mas, em 1968; a Cruzada de Renovação Nacional foi fundada em 20 de Fevereiro de 1970 por Jáder Araújo de Medeiros, que já era Presidente da União Operária e Camponesa do Brasil – fundada na década de 50 -, e que a partir de 1971 passou a publicar o periódico “Renovação Trabalhista”. Quanto ao médium, o saudoso Companheiro Jáder era Espírita e, de fato, UMA VEZ POR ANO, recebia por intermédio de um psicógrafo comunicações que seriam de Plínio Salgado e que ele mostrava aqueles Companheiros que fossem Espíritas e que manifestassem interesse. JAMAIS o Companheiro Jáder Araújo de Medeiros orientou suas ações Políticas por tais Psicografias, cujo conteúdo era espiritual segundo ele mesmo sempre me dizia, quando muito, falando do futuro grandioso do Brasil, e nada mais. Portanto, é má fé e uma tentativa repugnante de desrespeitar uma Religião esta leviana acusação. Mas, o que esperar de outro boçal comunista como este tal Calil?

5º) A Casa de Plínio Salgado não foi fundada apenas por águias brancas e perrepistas, mas, também, por Militantes da Velha Guarda, e outros bem mais novos na época, como eu, que nunca fui da antiga AIB, do PRP, nem Águia Branca, e que estive presente na Fundação. Esta Márcia Carneiro é outra que não entende patavina de Integralismo e teima em continuar escrevendo sobre o que não conhece.

6º) A nova AIB não foi registrada em nome do Companheiro Anésio de Lara Campos Júnior, mas, como sociedade civil. O seu primeiro Estatuto, considerado provisório, foi datilografado lá em casa pelo Companheiro Anésio e além de nós dois, teve também a assinatura de minha saudosa Mãe, Iracema Lopes de Vasconcellos. Portanto, não se tratava de propriedade privada do Companheiro Anésio como idiotamente supõe o Autor.

7º) O Dreyffus é outro boçal. O Partido de Ação Nacional, fundado pelo brilhante Companheiro Rômulo Augusto Romero Fontes, não teve qualquer relação oficial ou oficiosa com a nova Ação Integralista Brasileira. Quando muito, alguns de seus integrantes também faziam parte da nova AIB e o seu periódico, o Ação Nacional, veiculava noticiário sobre a nova Ação Integralista Brasileira, mas, isto também o fazia a imprensa burguesa (Jornal do Brasil, O Globo, etc.).

8º) O PAN jamais foi financiado pela tal Causa. Os comunistas sempre com esta velha ladainha que nós Integralistas recebemos dinheiro de fora. Como eles são traidores da Pátria, julgam os outros por eles mesmos.

9º) A não efetivação do PAI – Partido de Ação Integralista -, nada tem com uma suposta resistência à liderança do Companheiro Anésio, simplesmente porque ele não era mais Presidente naquela ocasião, mas, o saudoso Companheiro Sebastião Cavalcante de Almeida, que não ficou efemeramente no cargo, mas, por longo tempo, sendo substituído pelo Companheiro Ubiratan Pimentel da Silva, que é o seu Presidente até hoje. Não sendo o Integralismo uma monarquia hereditária, nem propriedade de uma Família, não haveria porque consultar a viúva do Chefe, a saudosa Companheira Dª Carmela Patti Salgado, nem a Filha, Netos, Irmãos, Sobrinhos, Primos ou quaisquer outros parentes, herdeiros e sucessores de Plínio Salgado para se fundar uma nova AIB ou qualquer outra Organização Integralista.

10º) Sobre o suposto antissemitismo do Integralismo já me externei em duas ocasiões, de forma IRREFUTÁVEL, e, portanto não acrescentarei nada. Recomendo aos interessados a leitura dos seguintes: "Gustavo Barroso, racista?" e "O Integralismo foi o introdutor do antissemitismo no Brasil?".

11º) O Congresso Nacional Integralista para o Século XXI foi um grande sucesso. É pura fantasia do Autor a afirmação de que dias após o Congresso foram registrar uma nova Organização com o nome de Movimento Integralista Brasileiro e que não o puderam fazer porque ela já estava registrada pelo Companheiro Anésio. Vamos aos Fatos: Não se registra uma sociedade civil sem os Estatutos. Foram elaborados quaisquer Estatutos durante o Congresso? Não. Foi tomada a decisão de se fundar o  MIB? Não. Decidiu-se pela criação de uma nova organização de âmbito nacional. Num primeiro momento, durante o Congresso, cogitou-se de se chamar de Movimento Integralista Brasileiro, porém, tal entidade já existia, fundada pelo Companheiro Anésio (e de cuja criação também participei, sendo um dos signatários dos Estatutos, em 1983), e que, portanto, não poderia ser utilizado. O Companheiro Anésio com total desprendimento concordou em abrir mão da Presidência do MIB, cedendo a entidade aos Congressistas, mas, optou-se pela criação de uma organização inteiramente nova. Então, em 22 de Janeiro de 2005, em Assembleia de Fundação, em São Paulo, cumprindo as decisões do Congresso, foi criada a Frente Integralista Brasileira - FIB.

12°) O Integralismo não é e nunca se considerou de direita. Veja-se a Palavra Autorizada do próprio Chefe Nacional: "'Direitas' e 'esquerdas'" e "Verdades da 'direita' e da 'esquerda'".

13º) Sobre o suposto trauma pela perda do nosso líder só cabe responder com o próprio Plínio Salgado: “O Chefe não é uma pessoa, o Chefe é uma Ideia”.

Finalizando, muitas outras críticas poderiam ser feitas ao Texto, que está cheio de erros, porém, as que acima enumerei são suficientes para demonstrar o hiato entre o que é de fato o Integralismo e o Integralismo imaginado e fantasiado pelos nossos detratores.

Pelo Bem do Brasil!

Anauê!