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domingo, 19 de julho de 2020

O Integralismo e as Eleições


Sérgio de Vasconcellos
O regime liberal-democrático, ainda formalmente vigente em nosso País, caracteriza-se, entre outros atributos, pela rotatividade no Poder através de eleições periódicas, nas quais os Partidos Políticos disputam representatividade no Poder Legislativo e no Poder Executivo.
Exceto no período do totalitário Estado Novo (1937 – 1945), imposto ao Povo Brasileiro pelo nefando Getúlio Dornelles Vargas, o Integralismo sempre esteve presente em todos os pleitos eleitorais.
Em quase nove décadas de existência, o Movimento Integralista participou de todas as eleições, quer lançando Candidatos Integralistas, quer traçando orientações seguras sobre em quem votar em determinada situação Municipal e Estadual, ou mesmo Nacional, caso não houvesse um Candidato nosso.
O Movimento Integralista é a parcela mais esclarecida da Opinião Pública Brasileira. Cada Integralista ao dirigir-se à Urna Eletrônica tem perfeita consciência que seu Voto não é meramente quantitativo, mas, também e principalmente qualitativo. Todo Integralista sabe que seu Voto é um instrumento precioso. O Voto é como diz o Chefe Nacional Plínio Salgado, a “Arma do Integralista”, de fundamental importância para a nossa Revolução, que é unicamente realizada dentro da ordem legal vigente. Assim, nenhum Integralista pode fazer coro com a campanha anarquista e anarquizadora do Voto Nulo, nem pode furtar-se a exercer o seu Direito de Votar.
Assim, posso afirmar tranquilamente que a primeira obrigação de todo Soldado de Deus e da Pátria é sufragar o nome daquele Companheiro que estiver se candidatando, seja em um nosso Partido, caso ele exista, seja em um dos inúmeros Partidos existentes, que tenha acolhido sua candidatura.
Todavia, como admiti mais acima, pode acontecer que não haja um Candidato Integralista para ser votado, e aí surgem naturalmente as perguntas: Como votar? Em quem votar? Exatamente para responder tais questões que, ao longo das décadas, o Integralismo vem orientando os adeptos do Sigma, sempre de forma firme e clara.
Aqui talvez muitos julgassem oportuno passar em revista os diversos documentos oficiais orientativos, mas, está longe de ser este o meu propósito, deixando tal missão aos Historiadores do Integralismo. O que me proponho é apontar aqueles elementos de nossa Doutrina que podem nos iluminar no momento do voto. Ora, dentro do nosso vasto corpo doutrinário, existem três princípios que são universalmente aplicáveis em todas as Eleições, válidos nas votações municipais, estaduais e até mesmo na esfera nacional (Presidência da República), e vou expô-los nos parágrafos subsequentes.
O Integralismo, como todos os Camisas Verdes o sabem, tem como um de seus alicerces primordiais o “Princípio da Intangibilidade da Pessoa Humana”. Tal intocabilidade é extensiva às Projeções do Homem no espaço, no tempo e na Eternidade, isto é, a Propriedade e os Grupos Naturais (a Família, o Município, o Grupo Profissional, o Grupo Político, o Grupo Cultural, a Nação e a Sociedade Religiosa). O Integralismo não reconhece como legítimo nenhum ato, proceda de onde proceder, que atente contra a integridade física, intelectual e moral da Pessoa Humana e de suas Projeções.
Um Direito Humano absolutamente necessário para que a Intangibilidade seja uma realidade é o DIREITO À VIDA. Assim, o Integralismo defende intransigentemente a Vida desde a Concepção, posicionando-se de forma radical contra o abortamento. O Poder Econômico há décadas vem desenvolvendo um vasto projeto mundial de controle demográfico visando descartar-se de bilhões de seres humanos – já nascidos e por nascer -, que se tornaram desnecessários ao Capitalismo. Desde o simplório mito da “explosão demográfica” até campanhas milionárias pró-aborto justificadas por um suposto direito da mulher de decidir se quer ou não ter aquele filho, sem falar na banalização de perversões sexuais, etc., o liberalismo econômico vai conduzindo esta Humanidade até a imposição de um Estado Totalitário Mundial, ideologicamente “socialista e igualitário”, mas, de fato, conduzido por uns poucos indivíduos e grupos de indivíduos que controlarão a Economia planetária. Diante do exposto, fica claro que o Integralismo não poderia deixar de defender a Liberdade, a autêntica Liberdade Humana em face deste coletivismo totalitário que vem sendo construído paulatinamente, com pertinácia diabólica, desde o século passado.
Consequentemente, aponto aos Integralistas – o primeiro critério de seleção:
Votar naqueles Candidatos que já demonstraram de forma cabal e insofismável que sustentam o Direito à Vida desde a concepção.
Antecipo a objeção dos eternos críticos de plantão, de que tal critério não é universalmente válido como afirmo, porque, por exemplo, ele não se aplica as Eleições Municipais, uma vez que o tema do aborto é da esfera dos Legisladores Federais. Improcedente tal objeção. Todos somos testemunhas da luta pelo Direito à Vida e contra o abortamento que se realiza por todo o País, inclusive ao nível dos executivos e legislativos municipais e estaduais, esferas políticas onde supostamente seria um tema estranho. Quanto à esfera municipal propriamente dita, lembro que um Candidato a Vereador ou Prefeito que já tenha se manifestado favorável ao aborto pode estar no início de uma carreira política e quanto antes seja eleitoralmente derrotado melhor, impedindo-o de causar estragos à República.
O segundo critério de escolha:
Não votar em Candidatos socialistas e comunistas.
Não seriam necessárias maiores explicações para este segundo item, pois é fato mais do que sabido que o Integralismo é anti-comunista, porém, para os que se espantam com tal intransigência explico: O Integralismo filosoficamente parte de uma Concepção Espiritualista do Universo e do Homem. Não sendo um Movimento Religioso, nem Confessional, mesmo assim, o Integralismo afirma a existência de Deus e tem o Ser Supremo como o Fundamento de toda a Ordem Social. Assim, creio que tenha ficado claro que nenhum Integralista poderá apoiar, direta ou indiretamente, o socialismo em todas as suas variações ideológicas. Fica vedado, portanto, aos Integralistas, o voto aos candidatos de “esquerda”. Evidentemente, supostos ou reais não-comunistas e anti-comunistas que tenham manifestado também posições materialistas (ateísmo e agnosticismo), não poderão ser sufragados pelos Integralistas.
Terceiro critério:
Não votar em Candidatos a serviço do capitalismo financeiro internacional.
Ressalto que aqueles Candidatos comprometidos parcial ou totalmente à agenda globalista do capitalismo financeiro internacional, em hipótese alguma poderão ser sufragados pelos Integralistas. O Integralismo é visceralmente contrário ao liberalismo, em todas as formas que possa assumir, com seu amoralismo dissolvente, o seu falso conceito de liberdade, seu individualismo exacerbado que é incompatível com o autêntico Conceito de Pessoa Humana, com a plutocracia se fingindo de Democracia, com seu agnosticismo (a forma mais torpe de materialismo), enfim, com o seu espírito burguês corruptor de todas as Nacionalidades.
Tenho certeza que os critérios apontados são suficientes como orientação aos Integralistas - não importando qual seja a Eleição de que estejam participando -, naquelas situações em que não tenhamos nossos próprios Candidatos.
Pelo Bem do Brasil!
Anauê!

sábado, 27 de dezembro de 2014

Chega de Politicagem!

Sérgio de Vasconcellos

Companheiros.

Serenadas as paixões políticas suscitadas pelas últimas Eleições, ao menos em parte... , permito-me levar a consideração de todos uma constatação pouco agradável.

Nunca foi tão evidente a veracidade daquele velho Axioma Integralista: Os partidos políticos dividem a Nação. E assinalo para algum eventual leitor não Integralista, que não vai em tal máxima qualquer condenação à Democracia, pelo contrário, nós, Integralistas, somos visceralmente democráticos, apenas sustentamos uma nova forma de representatividade, que não trará a Nação em sobressaltos, isto é, uma representação que parta das categorias econômicas, culturais e morais da Nação, e que designamos por “Democracia Orgânica”.

Mas voltemos ao ponto: Assistimos Brasileiros se digladiarem de forma brutal, particularmente no 2º Turno. E para quê? Para nada! Agora, o que me surpreendeu foi que Integralistas se deixaram contaminar por essa histeria coletiva. Que a maior parte da população, que é massa de manobra, se deixasse conduzir pelos meios de comunicação, controlados pelo Banqueirismo, era de se esperar, mas, que os Camisas Verdes, que deviam ser a parcela consciente do Eleitorado se deixassem dominar pela passionalidade e discutissem entre si por causa de candidatos burgueses de direita e esquerda (todos são burgueses) é chocante!

Não podemos de forma alguma permitir que este espírito divisionário penetre em nosso Movimento. Integralismo é soma, união. É intolerável que os Soldados de Deus e da Pátria se desentendam por causa de políticos burgueses. Que os laços de Companheirismo fiquem estremecidos por conta de uma simples Eleição é o que não pode tornar a acontecer.

Companheiros. O populacho ignorante e os carreiristas dos partidos reduzem a Política às campanhas eleitorais. Tal estreiteza de vistas não é compartilhada pelo Integralismo, razão pela qual devem os Integralistas tratar os pleitos burgueses pelo que são: Um espetáculo que dá a ilusão ao Povo de que é soberano e livre, quando quem governa de fato é Capitalismo Financeiro Internacional.  

Vamos nos dedicar à Revolução Integralista e deixar essa politicagem sórdida para os que se locupletam e os tolos.


Anauê!

domingo, 6 de outubro de 2013

Urnas Eletrônicas

Explicação necessária: Este Artigo foi originalmente publicado no Portal Oficial da Frente Integralista Brasileira:  http://www.integralismo.org.br/?cont=911&ox=5  .


Sérgio de Vasconcellos

Desde suas primeiras utilizações na última década do século passado, as Urnas Eletrônicas tem sofrido críticas e acusações de fraude. No que me concerne, a primeira apreciação consistente e bem fundamentada das Urnas Eletrônicas li no hoje extinto Portal da Associação Deus, Pátria e Família, administrado pelo nosso Companheiro e Jornalista combativo Dario Di Martino, em 2005. De lá para cá, as increpações se avolumaram e a polêmica generalizou-se. Sendo que defensores e impugnadores lançam mão de conhecimentos técnicos especializados que a maioria de nós pobres mortais não compreende bulhufas.

Assim, entendi que deveria dar minha opinião de leigo em tal assunto. Aos que se antecipando ao que vou escrever já me julgam incapacitado de exarar um juízo correto por ser um ignorante em “software”, “hardware” e quejandos replico: 1º) O que alguém não sabe, aprende, mesmo superficialmente, afinal, como dizia Santo Agostinho, tudo o que um homem faz, outro é capaz de fazer; 2º) sou Cidadão Brasileiro, com minhas obrigações eleitorais perfeitamente em dia, e, portanto, inteiramente dentro do meu direito de manifestar meu ponto de vista sobre o processo eleitoral vigente; 3º) recuso-me em transferir para outrem – Juízes Eleitorais, Analistas de Sistemas, e quaisquer outros – a capacidade de pensar por mim. Assentado o meu direito, como o de qualquer outro Nacional, de dar pitaco, passemos finalmente às Urnas.

As opiniões sobre as Urnas Eletrônicas, grosso modo, assim se dividem:
- Os que as impugnam totalmente por considerá-las um sistema de fraude oficializado, em que os resultados já  estão programados, e querem voltar às cédulas;
-  Os que aceitam a inovação tecnológica, porém, alertam que sem um método de verificação autônomo (o equivalente à recontagem de votos das antigas cédulas de papel), as Urnas Eletrônicas se prestam à fraude eleitoral;
- Os que, a soldo ou não da Justiça Eleitoral, acreditam que em matéria de Urnas Eletrônicas estamos no melhor dos mundos possíveis, que o sistema é inviolável e perfeito, e quem disser o contrário não sabe o que está dizendo.

Começando pelo último item afirmo com inteira tranquilidade: Sustentar que um Programa de Computador, qualquer que seja, é inviolável, não condiz com a realidade, e só pode ser produto de má fé ou bisonha ingenuidade. Não é preciso ser nenhum gênio da Informática para se saber que QUALQUER programa pode ser invadido, quando muito com grande dificuldade, o que poderia até ser o caso das nossas Urnas, mas, Programa inalterável é coisa que não existe.

Mas, a entrada não autorizada em tais PCs – para quem não sabe, aquelas feias geringonças são microcomputadores -, está longe de ser o fulcro da questão, e gastar rios de dinheiro contratando “hackers” para tentar violar o sistema, como o fez a própria Justiça Eleitoral, no afã de provar que as Urnas são confiáveis é, além de desperdício do erário público, uma demonstração de querer tapar o sol com a peneira, de engambelar a opinião pública. O fato concreto e crucial da questão toda é: Antes da própria confiabilidade das Urnas, o que está sendo posto em dúvida é a Confiabilidade da Justiça Eleitoral, não se trata de nenhuma invasão do processo, mas, de manipulação dos dados por parte dos próprios responsáveis pela lisura e integridade das Eleições. Antes que venham me acusar de por em dúvida o caráter e a honorabilidade de homens e mulheres que gozam de ilibada reputação, deixo claro que não estou imputando ninguém, pelo contrário, o que estou dizendo é que o processo eleitoral brasileiro está por tal forma configurado, tornado uma caixa preta inacessível, que permite tais suspeitas, e o primeiro interessado em afastar tais desconfianças deveria ser o próprio Tribunal Eleitoral. Como disse Cesar a sua esposa, não basta ser sério, é preciso aparentar ser sério. Mas, deixando de lado a Justiça Eleitoral e o Sistema Eleitoral, que tratarei em outra oportunidade, voltemos ao assunto das Urnas propriamente dito.

Indiscutivelmente, a impossibilidade de recontagem de voto terá que ser revista, pois, a cada eleição a acusação de fraude através da transferência de votos de um ou mais Candidatos derrotados para Candidatos vencedores vai se avolumando, e como tal roubo só poderia se dar na programação das próprias Urnas Eletrônicas, então, são os próprios responsáveis pela organização e apuração (Funcionários e Juízes do TE) que estariam a frente de tal armação. Logo, para silenciar de vez tais inculpações, a própria Justiça Eleitoral deverá adotar um método que possibilite a recontagem.

Tal método evidentemente não pode ser o que uns ingênuos propuseram, que o Eleitor saia da Cabine Eleitoral com o seu Voto impresso, dando o seu nome, número do título e o Candidato que sufragou. Isto seria um convite para a reabilitação do Voto de cabresto nos Grandes Centros Urbanos. Disse “nos Grandes Centros Urbanos” porque todos sabem que no interior do Brasil, o Voto de Cabresto e a Fraude Eleitoral são uma realidade, e a “decisão soberana do Povo” é decidida com antecedência em churrascos ou em reuniões de lojas maçônicas... Sem falar que o conceito de voto secreto com a ingênua proposta iria para o espaço se fosse adotada.

Já a outra proposta, em que o Voto Eletrônico seria concomitantemente impresso, checado pelo Eleitor e então depositado numa Urna, o que permitiria sua recontagem em caso de necessidade, parece ser bastante razoável. Todavia, os seus propositores esquecem-se que antes das Urnas Eletrônicas TODOS os Votos eram manuais e devidamente depositados em Urnas, o que nunca impediu qualquer fraude... Logo se vê que a impressão do Voto Eletrônico ou o retorno à votação em cédulas de papel se equivalem e não resolvem a questão.

Então, o Leitor que estiver me acompanhando até aqui poderá se perguntar: Afinal o que cargas d’água eu proponho? Não proponho nada, por enquanto...  

O que afirmo simplesmente é que a questão toda está mal colocada. O grave problema não é a possibilidade ou impossibilidade da recontagem de Votos, mas, a CREDIBILIDADE da própria Justiça Eleitoral que organiza e apura as Eleições. O Eleitor Brasileiro não confia mais na Justiça Eleitoral. Antigamente, quando se falava em fraude eleitoral, o Brasileiro entendia que era um problema localizado, nesta ou naquela Zona Eleitoral. Agora, é a instituição como um todo que não goza da confiança do Eleitor Brasileiro.

Fingir que isto não é um fato, e iniciar uma campanha biométrica de alistamento eleitoral é subestimar a inteligência dos Cidadãos Brasileiros. Não só as fraudes prosseguirão como alguém deve estar ganhando muito dinheiro para implantar a identificação digital...

Consequentemente, se os honoráveis membros da Justiça Eleitoral quiserem impedir o progressivo esvaziamento eleitoral, e recuperar a confiança do Povo Brasileiro na Democracia terão que fazer uma autocrítica severa e tomar medidas sérias e não paliativos ridículos como o recadastramento digital.


Anauê!

sábado, 21 de agosto de 2010

Eleições Presidenciais de 2010

Integralistas.

Os Candidatos à Presidência da República, no pleito que se realizará - 1º turno - em 3 de Outubro de 2010, são os seguintes:
Dilma Rousseff – PT (Coligação “Para o Brasil Seguir Mudando”: PT-PMDB-PRB-PDT-PTN-PSC-PR-PTC-PSB-PC do B).
Ivan Pinheiro - PCB.
José Maria de Almeida - PSTU.
José Maria Eymael – PSDC.
José Serra – PSDB – (Coligação “O Brasil pode mais" – PSDB-DEM-PTB-PPS-PMN-PT do B).
Levy Fidélix - PRTB.
Marina Silva – PV.
Plínio de Arruda Sampaio – P-SOL.
Rui Costa Pimenta - PCO.

De todos estes, somente os Candidatos José Maria Eymael e Levy Fidélix podem ser sufragados no 1º turno, pois, são os únicos não-comunistas. Todos os demais são comunistas, ostensiva ou disfarçadamente.

Lembrem-se que o voto nulo ou em branco, diminuindo o volume dos votos válidos, favorece a eleição dos Candidatos majoritários, porque altera drasticamente o coeficiente eleitoral.

Não se deixe iludir por pesquisas de opinião e noticiários, pois, a polarização entre os dois comunistas (Dilma Rousseff e José Serra) está sendo artificialmente criada.

Portanto, Companheiros, insisto que apenas os Candidatos José Maria Eymael – Nº 27 -, e Levy Fidélix – Nº 28 -, podem ser Votados pelos Integralistas nas próximas Eleições Presidenciais.
Pelo bem do Brasil!
Anauê!
Sérgio de Vasconcellos.