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domingo, 19 de julho de 2020

O Integralismo e as Eleições


Sérgio de Vasconcellos
O regime liberal-democrático, ainda formalmente vigente em nosso País, caracteriza-se, entre outros atributos, pela rotatividade no Poder através de eleições periódicas, nas quais os Partidos Políticos disputam representatividade no Poder Legislativo e no Poder Executivo.
Exceto no período do totalitário Estado Novo (1937 – 1945), imposto ao Povo Brasileiro pelo nefando Getúlio Dornelles Vargas, o Integralismo sempre esteve presente em todos os pleitos eleitorais.
Em quase nove décadas de existência, o Movimento Integralista participou de todas as eleições, quer lançando Candidatos Integralistas, quer traçando orientações seguras sobre em quem votar em determinada situação Municipal e Estadual, ou mesmo Nacional, caso não houvesse um Candidato nosso.
O Movimento Integralista é a parcela mais esclarecida da Opinião Pública Brasileira. Cada Integralista ao dirigir-se à Urna Eletrônica tem perfeita consciência que seu Voto não é meramente quantitativo, mas, também e principalmente qualitativo. Todo Integralista sabe que seu Voto é um instrumento precioso. O Voto é como diz o Chefe Nacional Plínio Salgado, a “Arma do Integralista”, de fundamental importância para a nossa Revolução, que é unicamente realizada dentro da ordem legal vigente. Assim, nenhum Integralista pode fazer coro com a campanha anarquista e anarquizadora do Voto Nulo, nem pode furtar-se a exercer o seu Direito de Votar.
Assim, posso afirmar tranquilamente que a primeira obrigação de todo Soldado de Deus e da Pátria é sufragar o nome daquele Companheiro que estiver se candidatando, seja em um nosso Partido, caso ele exista, seja em um dos inúmeros Partidos existentes, que tenha acolhido sua candidatura.
Todavia, como admiti mais acima, pode acontecer que não haja um Candidato Integralista para ser votado, e aí surgem naturalmente as perguntas: Como votar? Em quem votar? Exatamente para responder tais questões que, ao longo das décadas, o Integralismo vem orientando os adeptos do Sigma, sempre de forma firme e clara.
Aqui talvez muitos julgassem oportuno passar em revista os diversos documentos oficiais orientativos, mas, está longe de ser este o meu propósito, deixando tal missão aos Historiadores do Integralismo. O que me proponho é apontar aqueles elementos de nossa Doutrina que podem nos iluminar no momento do voto. Ora, dentro do nosso vasto corpo doutrinário, existem três princípios que são universalmente aplicáveis em todas as Eleições, válidos nas votações municipais, estaduais e até mesmo na esfera nacional (Presidência da República), e vou expô-los nos parágrafos subsequentes.
O Integralismo, como todos os Camisas Verdes o sabem, tem como um de seus alicerces primordiais o “Princípio da Intangibilidade da Pessoa Humana”. Tal intocabilidade é extensiva às Projeções do Homem no espaço, no tempo e na Eternidade, isto é, a Propriedade e os Grupos Naturais (a Família, o Município, o Grupo Profissional, o Grupo Político, o Grupo Cultural, a Nação e a Sociedade Religiosa). O Integralismo não reconhece como legítimo nenhum ato, proceda de onde proceder, que atente contra a integridade física, intelectual e moral da Pessoa Humana e de suas Projeções.
Um Direito Humano absolutamente necessário para que a Intangibilidade seja uma realidade é o DIREITO À VIDA. Assim, o Integralismo defende intransigentemente a Vida desde a Concepção, posicionando-se de forma radical contra o abortamento. O Poder Econômico há décadas vem desenvolvendo um vasto projeto mundial de controle demográfico visando descartar-se de bilhões de seres humanos – já nascidos e por nascer -, que se tornaram desnecessários ao Capitalismo. Desde o simplório mito da “explosão demográfica” até campanhas milionárias pró-aborto justificadas por um suposto direito da mulher de decidir se quer ou não ter aquele filho, sem falar na banalização de perversões sexuais, etc., o liberalismo econômico vai conduzindo esta Humanidade até a imposição de um Estado Totalitário Mundial, ideologicamente “socialista e igualitário”, mas, de fato, conduzido por uns poucos indivíduos e grupos de indivíduos que controlarão a Economia planetária. Diante do exposto, fica claro que o Integralismo não poderia deixar de defender a Liberdade, a autêntica Liberdade Humana em face deste coletivismo totalitário que vem sendo construído paulatinamente, com pertinácia diabólica, desde o século passado.
Consequentemente, aponto aos Integralistas – o primeiro critério de seleção:
Votar naqueles Candidatos que já demonstraram de forma cabal e insofismável que sustentam o Direito à Vida desde a concepção.
Antecipo a objeção dos eternos críticos de plantão, de que tal critério não é universalmente válido como afirmo, porque, por exemplo, ele não se aplica as Eleições Municipais, uma vez que o tema do aborto é da esfera dos Legisladores Federais. Improcedente tal objeção. Todos somos testemunhas da luta pelo Direito à Vida e contra o abortamento que se realiza por todo o País, inclusive ao nível dos executivos e legislativos municipais e estaduais, esferas políticas onde supostamente seria um tema estranho. Quanto à esfera municipal propriamente dita, lembro que um Candidato a Vereador ou Prefeito que já tenha se manifestado favorável ao aborto pode estar no início de uma carreira política e quanto antes seja eleitoralmente derrotado melhor, impedindo-o de causar estragos à República.
O segundo critério de escolha:
Não votar em Candidatos socialistas e comunistas.
Não seriam necessárias maiores explicações para este segundo item, pois é fato mais do que sabido que o Integralismo é anti-comunista, porém, para os que se espantam com tal intransigência explico: O Integralismo filosoficamente parte de uma Concepção Espiritualista do Universo e do Homem. Não sendo um Movimento Religioso, nem Confessional, mesmo assim, o Integralismo afirma a existência de Deus e tem o Ser Supremo como o Fundamento de toda a Ordem Social. Assim, creio que tenha ficado claro que nenhum Integralista poderá apoiar, direta ou indiretamente, o socialismo em todas as suas variações ideológicas. Fica vedado, portanto, aos Integralistas, o voto aos candidatos de “esquerda”. Evidentemente, supostos ou reais não-comunistas e anti-comunistas que tenham manifestado também posições materialistas (ateísmo e agnosticismo), não poderão ser sufragados pelos Integralistas.
Terceiro critério:
Não votar em Candidatos a serviço do capitalismo financeiro internacional.
Ressalto que aqueles Candidatos comprometidos parcial ou totalmente à agenda globalista do capitalismo financeiro internacional, em hipótese alguma poderão ser sufragados pelos Integralistas. O Integralismo é visceralmente contrário ao liberalismo, em todas as formas que possa assumir, com seu amoralismo dissolvente, o seu falso conceito de liberdade, seu individualismo exacerbado que é incompatível com o autêntico Conceito de Pessoa Humana, com a plutocracia se fingindo de Democracia, com seu agnosticismo (a forma mais torpe de materialismo), enfim, com o seu espírito burguês corruptor de todas as Nacionalidades.
Tenho certeza que os critérios apontados são suficientes como orientação aos Integralistas - não importando qual seja a Eleição de que estejam participando -, naquelas situações em que não tenhamos nossos próprios Candidatos.
Pelo Bem do Brasil!
Anauê!

domingo, 8 de dezembro de 2013

REVOLUÇÃO AGRÁRIA: REVOLUÇÃO VERDE DO BRASIL.*

Sérgio de Vasconcellos

O Brasil poderá abrigar um bilhão e duzentos milhões de habitantes, segundo os estudos do geógrafo alemão Albrecht Penck, divulgados entre nós pelo Prof. Everardo Backheuser, Pai da Geopolítica Brasileira.

Assim, afirmar que o nosso País, com a minguada população de cento e trinta milhões, está sofrendo uma explosão demográfica, ou é ignorância ou má-fé.

O problema é outro: Uma errada distribuição populacional. Setenta por cento dos brasileiros reside nas grandes cidades, em geral, litorâneas, enquanto vastas áreas interioranas, são verdadeiros desertos demográficos.

O processo de despovoamento do campo, iniciado na década de 30, devido à péssima administração do ditador Vargas, acentuou-se nos últimos três decênios. É o tão falado êxodo rural que inchou as cidades, dotando-as de várias favelas, onde milhões de brasileiros vivem em condições sub-humanas.

Em nossa viciada estrutura agrária, presenciamos o típico processo de concentração capitalista, em que mais de 70% das propriedades, encontram-se nas mãos de meia dúzia de indivíduos e/ou grupos, inclusive inúmeras multinacionais, ao passo que dezenas de milhões de brasileiros, não têm sequer um palmo de chão, onde serem enterrados ao morrerem de inanição.

O Capitalismo, isto é, a hipertrofia do Capital sobre os demais elementos da produção, o Homem e a Natureza, é o único responsável por cinquenta milhões de brasileiros passarem fome, e, não importa o rótulo com que queira travestir-se, neocapitalismo, capitalismo social, ou o blasfemo capitalismo cristão, é e será sempre “a exploração do homem pelo homem”.

O Brasil precisa com urgência de uma radical transformação agrária, não uma simples “reforma agrária”, mas uma REVOLUÇÃO AGRÁRIA que erradique definitivamente os latifúndios improdutivos ou antissociais, os minifúndios insuficientes à subsistência familiar, e, também, os pequenos sítios de recreio, originados pelo loteamento insensato de antigas propriedades rurais, quase sempre em terras fertilíssimas, na periferia das cidades, e que por isto mesmo, deveriam ser destinados a formar um cinturão verde, ao invés de servirem para lazer em fins de semana ou serem abandonados, enquanto se aguarda a valorização.

O autentico Nacionalismo, não pode ser contra a propriedade privada, todavia, justamente por defendê-la integralmente, é contrário a sua utilização abusiva e egoísta.

Projeção do Homem no espaço, a Propriedade é um direito fundamental que, contudo, tem como limite o Bem-Comum. Sem o cumprimento de sua função social, torna-se iníqua. Ao lado do direito existe o rigoroso dever do proprietário para com a Sociedade e a Pátria.

Um certo movimento saudosista da Idade Média, que tem por mote, tradição, família e propriedade, pretextando proteger esta última, manifesta-se constantemente contra a  “reforma agrária”, invariavelmente identificada com uma “reforma agrária socialista e confiscatória”, pugnando pelo respeito absoluto ao direito de propriedade.
É uma aberração, defender-se o “direito” de meia dúzia de indivíduos, em prejuízo do direito de milhões de pessoas. Defender a atual organização social injusta, na qual um punhado de exploradores vive nababescamente, enquanto o povo brasileiro vive na miséria. O interesse social deve prevalecer sobre o particular, nunca o oposto.

Como doutrinou Plínio Salgado, só podemos defender verdadeiramente a instituição da propriedade privada, lutando por sua difusão entre todos dos brasileiros. Cada brasileiro deve ter a sua propriedade. Um ideal utópico e irrealizável? Não! Meta a ser conquistada, custe o que custar e doa a quem doer.

A Revolução Agrária instituirá a Média Propriedade Rural, que variará em suas dimensões, segundo a diversidade dos tipos de produção e as diferenciações geográficas e geológicas. Tecnicamente planejada, será autofinanciada, não criando qualquer ônus à Nação. Evidentemente, não será uma simples distribuição de terras. É preciso dotar o médio proprietário de financiamento, assistência técnica, transporte, instrução e saúde. Em outros termos, dentro do princípio da correlação fenomênica, em que não existem problemas isolados, mas interdependentes, os problemas particulares serão resolvidos mediante a solução do conjunto geral do problema nacional. A Revolução Agrária é uma subdivisão da Revolução Econômica, que por sua vez é um dos capítulos da Revolução Nacional.

Na Inglaterra, Estados Unidos, França, Itália, Japão, etc., a modificação da estrutura rural, com a adoção de uma propriedade equitativa, antecedeu a Revolução Industrial, sendo, aliás, condição necessária desta última. (1)

Mesmo nos países socialistas, onde a coletivização agrária é um dos dogmas da ideologia marxista, os fatos foram mais fortes. Na União soviética, após marchas e contramarchas, e o morticínio de milhões de camponeses, primeiro Lênin, e posteriormente Stálin, acabaram restabelecendo a propriedade particular no campo. Em Cuba, Fidel Castro, também voltou atrás, adotando a propriedade de até 30 ha. Na Iugoslávia, Tito redistribuiu as propriedades na base de 30 a 40 ha.

Pode-se afirmar categoricamente que, quer nos países capitalistas, quer nos comunistas, a realidade esmagadora, obrigou a implantação da média propriedade particular, entre 40 a 180 ha.

Porém, no Brasil, os latifundiários, uma força poderosíssima, opõem-se a qualquer mudança no campo, insurgindo-se contra todos os que a desejam. E essa situação vem de longa data. Quando, no século passado22, Sua Majestade o Imperador Senhor Dom Pedro II, planejou a abolição da escravatura e a extinção dos latifúndios, em 20 anos, a oligarquia rural, só tolerou a primeira, não consentindo na segunda, frustrando-a por intermédio de um golpe militar, a Proclamação da República.

Eis porque a chamada “revolução industrial brasileira” tem sido uma mentira, uma falácia, a indústria está totalmente enfeudada aos capitais latifundiários, inteiramente escravizada a estes, e por isto mesmo, vinculada aos interesses estrangeiros, presa ao mercado externo, as suas flutuações e crises.

Depreende-se daí, a importância da Revolução Agrária, para a Independência Econômica do Brasil:
- Definitiva consolidação da propriedade particular, resguardando-a do coletivismo capitalista e comunista.

- A redistribuição populacional, com a ocupação racional e efetiva de regiões ainda despovoadas do território nacional.

- A descentralização industrial.

- A urbanização rural, com o surgimento de pequenos e médios núcleos urbanos, e o esvaziamento dos grandes centros.

- A ampla difusão do cooperativismo.

- Os “boias-frias”, mão-de-obra móvel, garantidos por seus sindicatos e pela legislação.

- Vasto mercado de trabalho, em atividades não agrícolas, mas, indispensáveis ao campo, nos novos núcleos urbanos.

- Formação de uma ampla Classe Média no Campo, imenso mercado consumidor interno, esteio de uma real Revolução Industrial Brasileira.

- Uso de todas as áreas propícias à agricultura, inclusive ao redor das cidades, constituindo Cinturões Verdes.

E muito mais.

A nossa libertação do jugo da Plutocracia Latifundiária e do Capitalismo Financeiro Internacional.

Mas, as oligarquias que governam o Brasil, não querem nada disso, empenhados que estão em manter seus privilégios.

Todos os governos burgueses que se sucedem, sempre prometem a “reforma agrária”, porém, não passam da verborragia, ou quando muito, fazem como o atual, que deseja empregar as terras devolutas da União... , tocar nos latifúndios é que não se cogita.

Uma criminosa e subversiva campanha de desestímulo à vida no campo vem sendo feita, com a conivência, a cumplicidade dos governos, nestes cinquenta anos. Ou seja, salvo os raros projetos particulares de “reforma agrária”, os governantes liberais têm conspirado contra os autênticos interesses do povo brasileiro. O primeiro passo é o esvaziamento da zona rural, nos Distritos, com a concentração dos recursos nas Sedes Municipais, depois, pela corrupção, o empreguismo e a politicagem sórdida, concentrar os recursos nos polos de desenvolvimento urbano, provocando então, o abandono total das regiões rurais. Pergunto ao leitor: Não é exatamente isto o que está acontecendo no Brasil? Os Municípios não estão sendo pauperizados paulatinamente?

Deste modo, a Burguesia cria as condições para a atuação do Comunismo: Os 2.500.000 de brasileiros encerrados nos minifúndios, que constituem mais de 70% dos proprietários, somados aos rendeiros, meeiros e “boias-frias”, formam a massa de manobra ideal para o Marxismo- Leninismo, que fará a estes homens desesperados, todas as promessas de melhoria material, inclusive, a “reforma agrária”, utilizando-os na tomada do poder, na Revolução Bolchevista, para depois esmagá-los com o apoio do operariado fabril, cerne do Exército Vermelho, quando reagirem à coletivização agrária, como ocorreu na Rússia.

A defesa da ordem vigente, pelos reacionários, além de imoral, é inútil, pois o latifúndio está agonizante; por outro lado, perfilhar a solução socialista, é a capitulação final, a escravidão da Pátria, a destruição do Brasil.

O Brasil precisa e exige a Revolução Agrária, a REVOLUÇÃO VERDE.

* Originalmente publicado em “Ação Nacional” – São Paulo- Nº13 – Ano II – Junho de 1985 – pág. 16. O título do artigo foi dado pelo notável Jornalista e grande Companheiro Rômulo Augusto Romero Fontes, heroico editor do mensário “Ação Nacional”. Foi parcialmente republicado em “O Integralista” – Rio de Janeiro - Ano I – Nº 2 – Junho e Julho de 1989 – pág. 4.

1) O Companheiro Prof. Ubiratan Pimentel, historiador, chamou-nos a atenção de que, no caso da Inglaterra, houve uma concentração fundiária, que empurrou para as cidades um contingente que veio a ser mão-de-obra nas indústrias inglesas nascentes. De fato, o notável líder Integralista tem razão. No entanto, fica de pé o princípio geral, uma revolução econômica nacional é sempre precedida por uma radical transformação agrária.


Obs.: Já publiquei com o título “Revolução Agrária” outro Artigo de mesma temática, porém,  com outra abordagem.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

INTEGRALISMO?

Sérgio de Vasconcellos

Integralismo?

É possível que o Leitor não saiba o que seja. Talvez porque acredite que a política se reduz ao chamado “jogo democrático” e ao liberalismo; talvez porque ainda creia que o “mundo marcha para o socialismo” e só reconheça como válida a ideologia marxista (com suas variantes); ou, ainda, porque não entenda nada de Política e mesmo não se interesse pelo assunto.

Mas, agora inteirado que existe em Política algo denominado “Integralismo”, algum Leitor perguntará: O que é Integralismo?

Buscando responder, tal Leitor vai topar com o que “todo mundo sabe”, isto é, que o Integralismo é nazismo, fascismo, totalitarismo, antidemocrático, racista, guarda pretoriana do liberalismo, que está a serviço do capitalismo, etc.; se continuar com a pesquisa vai encontrar a opinião menos comum de que o Integralismo é socialista, comunista, contra a propriedade privada, contra a livre iniciativa, etc. Ora, diante de respostas tão díspares e até contraditórias, aquele  Leitor inteligente observará judiciosamente que, primeiro, tais opiniões por se originarem de anti-Integralistas são tendenciosas, preconceituosas; e, segundo, que a honestidade intelectual exige que se busque a resposta sobre o que é o Integralismo com os próprios Integralistas, única maneira de conseguir um ponto de vista autônomo e não parcial.

Se, então, for procurar a Literatura Integralista nas Livrarias, não a encontrará. No entanto, existem títulos Integralistas sendo ofertados pela Internet e publicados por Editoras independentes. Se este Leitor hipotético for um espírito atilado, perguntar-se-á: Mas, o Integralismo não é pró-capitalista, então, por que empresas capitalistas (editoras, distribuidoras e livrarias), não comercializam seus Livros? E mais, livros comunistas, anarquistas, etc. são abertamente vendidos no Mercado Livreiro, e se o Integralismo é de esquerda, como dizem alguns, por que não estão sendo vendidos em pé de igualdade com literatura vermelha? Só estas duas interrogações já são suficientes para deixar um Leitor inteligente com a pulga atrás da orelha.

Diante da dificuldade de encontrar os Livros do Sigma nas livrarias convencionais, enquanto não chegam os Livros que comprou no Mercado Virtual dos Livros, este meu Leitor inteligente percorrerá a Internet e encontrará – finalmente! – respostas satisfatórias dos próprios Integralistas as suas dúvidas:

- O Integralismo é liberal?
“A liberal democracia”, de Plínio Salgado:

- O Integralismo é fascista e nazista?
“O Integralismo e o hitlerismo na colônia”, de Mário F. Medeiros:

“Integralismo – nazismo – fascismo”, de Gustavo Barroso:

“Nazismo, fascismo, racismo”, de Maria Amélia Salgado Loureiro:

“Integralismo”, documento com diversos signatários:

“O Integralismo é fascismo?”, de Victor Emanuel Vilela Barbuy:

“Ismos”, de Sérgio de Vasconcellos:

“Os Corporativismos Integralista e fascista na Obra “O Estado Moderno” de Miguel Reale”, de Sérgio de Vasconcellos:

“Posição Oficial da F.I.B.: Neonazismo no Brasil”, de Victor Emanuel Vilela Barbuy:

“O Integralismo é igual ao nazi-fascismo?”, de Victor Emanuel Vilela Barbuy:

- O Integralismo é totalitário e antidemocrático?
“Estado totalitário e Estado Integral”, de Plínio Salgado:

“Democracia Orgânica”, publicação do Partido de Representação Popular – P.R.P.:

“Democracia Orgânica”, de Maria Amélia Salgado Loureiro”;

“O que é a Democracia Orgânica”, de Luiz Gonçalves Alonso Ferreira:

“O Brasil e a Democracia”, de Victor Emanuel Vilela Barbuy:

- O Integralismo é racista e antissemita?
“Trechos de uma Carta”, de Plínio Salgado:

“O Negro e o Integralismo”, de Victor Emanuel Vilela Barbuy:

“Manifesto de 13 de Maio”, de Victor Emanuel Vilela Barbuy:

“Os racistas e seu ódio ao Integralismo”, de Sérgio de Vasconcellos:

“Gustavo Barroso, racista?”, de Sérgio de Vasconcellos:

“O Integralismo foi o introdutor do antissemitismo no Brasil?”, de Sérgio de Vasconcellos:

“Reflexões na Morte de Abdias do Nascimento”, de Victor Emanuel Vilela Barbuy:

- O Integralismo é capitalista?
“Capitalismo “versus” comunismo”, de Gustavo Barroso:

“O Brasil – Eterna Colônia de Banqueiros?”, de Marcelo Silveira:

“Integralismo e capitalismo”, de Sérgio de Vasconcellos:

- O Integralismo é contra a propriedade e iniciativa privadas?
“Capitalismo – Propriedade – Burguesia”, de Gustavo Barroso:

- O Integralismo é comunista?
“Comunismo e Integralismo”, de Gustavo Barroso:

“Marx está Morto!”, de Victor Emanuel Vilela Barbuy:

- O Integralismo é Católico?
“Integralismo e Religião”, de Sérgio de Vasconcellos:

“Catolicismo e Integralismo”, de Sérgio de Vasconcellos:

“Deus no Integralismo”, de Sérgio de Vasconcellos:

“O Integralismo e as Religiões”, de Sérgio de Vasconcellos:

- O Integralismo é de “direita”?
“Verdades da “direita” e da “esquerda”, de Plínio Salgado":

“Direitas” e “esquerdas”, de Plínio Salgado:

“As duas faces de Satanás”, de Plínio Salgado:

Os  trinta e cinco “links” relacionados acima são uma pequeníssima parcela do vasto material histórico, doutrinal e conjuntural que está exposto hoje na Internet e disponível ao que possua ou possa acessar um Computador. São textos elaborados da década de 30 aos nossos dias, e que, não somente explicam o que é de fato o Integralismo, mas, demonstram de forma cabal a perfeita unidade do Pensamento Integralista ao longo de seus mais de oitenta anos de existência do Movimento. Espero que estas poucas indicações além de responder as dúvidas do meu Leitor Inteligente, também o estimulem a prosseguir nos estudos da Doutrina do Integralismo.

Pelo Bem do Brasil!


Anauê! 

domingo, 2 de janeiro de 2011

A Revolução Agrária*


Os Companheiros Carlos Eduardo Fernandes Teixeira, Sérgio de Vasconcellos, Leandro Silva e Marcus Ferreira em amena conversa sobre História do Brasil, após uma Reunião Integralista (Rio de Janeiro - RJ, Maio de 2009).

Sérgio de Vasconcellos

A imperiosa e vital necessidade de uma completa modificação da estrutura agrária brasileira é um fato indiscutível, negado apenas pelos latifundiários e pelos ingênuos que se deixaram iludir pela propaganda destes. Campanha esta, aliás, habilmente executada, pois não justifica diretamente o latifúndio, defende o “sagrado e inviolável” direito de propriedade, dando a entender que qualquer ataque a grande propriedade rural seria um atentado aquele “sacrossanto direito”. Aos Integralistas, tal argumentação não engana. O Integralismo defende intransigentemente o direito de propriedade, todavia, limitado pelo Bem Comum, isto é, ao lado do direito estabelecemos os deveres do proprietário para com a Sociedade. Assim, não reconhecemos a legitimidade de quaisquer propriedades que sejam fruto do roubo, ou visem apenas a especulação, ou não cumpram suas funções sociais.

A Revolução Agrária Integralista realizará a vontade do homem do campo, que é essencialmente: ser proprietário e ter o direito de comercializar sua produção. Mas, o Estado Integralista não se restringirá a uma simples distribuição de terras, pois, por mais eqüitativa que esta fosse, por si não solucionaria a questão agrária. Simultaneamente, serão resolvidos os problemas de educação, saúde, financiamento, assistência técnica, meios de transporte, armazenagem, florestamento e reflorestamento, etc.

A direção e execução da Revolução Agrária caberá diretamente às categorias econômicas interessadas, que constituirão a Corporação Agrária. Unicamente esse dado já seria suficiente para demonstrar o caráter inovador e revolucionário do Projeto Agrário do Integralismo.

Finalmente, chegamos a um ponto crucial: Como custear a implantação de tão vasto plano? No tocante aos latifúndios improdutivos ou anti-sociais, caso não haja dinheiro para as desapropriações, serão simplesmente confiscados. O Integralismo não sacrificará os direitos de 140 milhões de Brasileiros para salvaguardar o “direito de propriedade”, erigido em tabu, de meia dúzia de latifundiários. Quanto ao restante dos gastos, a solução já foi dada por Plínio Salgado: “Quem deve arcar com as despesas (...)? Quem deve pagar? Evidentemente, os que estão melhor de vida, os mais ricos, os mais abastados” (1).

Isto significa que diversas medidas de natureza fiscal serão tomadas pelo Estado Integralista para drenar recursos financeiros dos economicamente fortes, instituindo-se o fundo Nacional para a Revolução Agrária.

(1)  SALGADO, Plínio. Discursos Parlamentares.  Brasília: Câmara dos Deputados, 1982. Pág. 623.

* Este artigo foi publicado originalmente no Periódico "O Integralista", do Rio de Janeiro.

sábado, 28 de agosto de 2010

INTEGRALISMO E CAPITALISMO

Sérgio de Vasconcellos

Muitos julgam uma contradição o Integralismo afirmar-se anti-capitalista e, ao mesmo tempo, posicionar-se em defesa da propriedade privada. Ora, os que assim raciocinam, na verdade, estão adotando a definição erradíssima de capitalismo dada pelos marxistas.

Como já foi estabelecido pelos Teóricos Integralistas desde os anos 30, o que caracteriza o capitalismo não é a existência da propriedade, mas, o predomínio do capital móvel, do capital financeiro, em português claro, do dinheiro sobre todos os demais elementos da Economia. O dinheiro não é mais um instrumento de cálculo ou medida, nem tampouco simples intermediário das trocas, mas, a própria finalidade de toda produção. Aquele velho esquema, mercadoria → dinheiro → mercadoria é substituído pelo dinheiro → mercadoria → dinheiro.

O capitalismo, na verdade, é o maior inimigo da propriedade privada, destruindo-a gradativamente - através de sua concentração -, como Marx viu claramente (está enunciado até no Manifesto Comunista). Todavia, incoerentemente, Marx, ao invés de levantar-se contra a dissolução da propriedade perpetrada pelo capitalismo, defendeu que tal processo fosse levado as últimas conseqüências, isto é, a extinção definitiva da propriedade. Ora, e por quê? Porque, como disse Plínio Salgado, Marx, em economia, não foi um criador, mas, um mero subordinado à economia burguesa, um continuador de Adam Smith.

Assim, pois assistia razão a Gustavo Barroso quando escreveu: “Capitalismo não é a propriedade. Capitalismo é o regime em que o uso da propriedade se tornou abuso, porque cada indivíduo pode, se tiver dinheiro, especular no sentido de fraudar e oprimir os outros. Capitalismo é o regime em que uso da propriedade se tornou desordenado, porque cada indivíduo pode agir à vontade e produzir sem se preocupar com as necessidades da coletividade, causando o desemprego, as falências, os salários ínfimos e a carestia de vida. Capitalismo é o regime em que um indivíduo ou um grupo de indivíduos pode açambarcar as propriedades dos outros por meio de trustes, cartéis ou monopólios. O capitalismo, portanto, em última análise é um destruidor da propriedade”. E, no parágrafo seguinte, completa: “A propriedade não deve e não pode ser suprimida. Deve e pode ser disciplinada. A propriedade é a projeção do homem no espaço, a garantia da sua velhice e da estabilidade de sua família. A propriedade é legítima quando provem do trabalho honesto e quando empregada no sentido do interesse nacional. Deve ser dada a todos quantos a mereçam sem distinção de classes. A propriedade obtida desonestamente não deve ser mantida. A propriedade empregada em sentido contrário ao interesse nacional deve ser posta nos seus verdadeiros termos. Por isso, o Integralismo só admite o direito de propriedade condicionado pelos deveres do proprietário”. As citações foram extraídas das págs. 135 e 136 do livro “O que o Integralista deve saber” (Rio de Janeiro- Civilização Brasileira - 1935 - 213 págs.). Ainda no mesmo livro (pág. 137), ele diz-nos: “A supremacia do dinheiro é ilegítima. A supremacia dos valores intelectuais e morais é legítima”.

Como assinalou um Secretário Nacional de Doutrina da antiga A.I.B., Miguel Reale, capitalismo é aquela atitude que separa a economia da moral.

Sobre reais ou supostas semelhanças entre a Economia Integralista e os postulados keynesianos, só quero lembrar que: A 1ª ed. da “Teoria Geral”, o principal livro de Keynes, é de 1936. Ora, antes disso, Plínio, Barroso, Reale e outros Escritores Integralistas já haviam abordado a questão econômica e lançado as bases da Economia Nova, a Economia Integralista. Se existem alguns pontos em comum entre as idéias keynesianas e o Integralismo, isto só testemunha a favor da inteligência do economista britânico.

O Capitalismo seja o Privado, seja o de Estado (marxismo-leninismo), não solucionou os problemas econômicos, muito pelo contrário. Mas, obviamente, muitos economistas liberais e marxistas debruçaram-se sobre a questão, buscando soluções dentro do regime econômico que defendiam, salientando-se Keynes (inglês e capitalista) e Kallecky (polonês e comunista). Evidentemente, por mais brilhantes que fossem, sua tarefa estava fadada ao fracasso, pois, para empregar uma imagem corriqueira, estavam querendo enxugar gelo... Só o Integralismo, propondo a substituição do atual modelo econômico por uma Economia Nova e Revolucionária, poderá arrancar o Povo Brasileiro da miséria e pôr fim ás crises econômicas permanentes (periódicas ou cíclicas), que são uma das características inerentes do Capitalismo.

E, como nos agrada ferir a susceptibilidade burguesa, poderíamos até dizer, num sentido amplo, que o Integralismo seria o verdadeiro socialismo, aliás, o único exeqüível. Todavia, esta palavra - socialismo - está totalmente impregnada de referências inconciliáveis com o Ideário Integralista. Mesmo com a 2ª Internacional progressivamente diluindo suas idéias originárias, desmarxistizando-se totalmente, o termo “socialismo” continua carregado de pressupostos ideológicos inaceitáveis para o Integralismo, como o internacionalismo, só para citar um exemplo indiscutível. Na verdade, antes que Marx se apropriasse da palavra “socialismo”, esta designava variadas correntes ideológicas (os “socialistas utópicos”, na expressão de Marx), que já se caracterizavam pela negação da propriedade privada, pelo igualitarismo absoluto, pela anarquia, etc., que também são inadmissíveis pela Doutrina do Integralismo.

O liberalismo econômico, o anarquismo, o socialismo e o comunismo são ideologias do tempo da iluminação a gás, totalmente arcaicas e ultrapassadas em nossa Era Cibernética, e, portanto, incapazes de fornecer soluções corretas e definitivas aos problemas contemporâneos. Só o Integralismo, com o seu Método que correlaciona todos os fenômenos, pode encontrar ou traçar novos rumos para o Brasil e o Mundo.

sábado, 14 de agosto de 2010

O SEPARATISMO, ADVERSÁRIO DO INTEGRALISMO

Sérgio de Vasconcellos.

Ao longo de toda a História do Brasil, forças centrípetas e centrífugas sempre se fizeram sentir. As centrífugas, isto é, aquelas que tendem a desunir o Brasil, a destruí-lo, são internas e externas.

O separatismo é um dos mais perigosos inimigos do Brasil e um dos piores adversários do Integralismo. É uma das forças centrífugas da História do Brasil. Mas, apesar de seu caráter interno, todas as vezes que se manifestou em atos, teve vigoroso apoio de Potências Internacionais, interessadas em destruir a nossa coesão nacional.

O Integralismo posicionou-se contra o separatismo desde a sua Fundação, como se pode constatar no Manifesto de Outubro.

O separatismo aproveita-se dos momentos mais graves de crise nacional, como esse que estamos atravessando, para, através de argumentos econômicos, sociais, políticos e sentimentais, insuflar e difundir sua ideologia anti-Brasil. O Capitalismo Financeiro Internacional custeia essa propaganda, inclusive, financiando “estudos” que demonstram “cientificamente”, que será melhor para todos os Brasileiros, que o Brasil, como o herdamos de nossos antepassados, desapareça do cenário político mundial, dando lugar a meia dúzia de nações nanicas, mas, “prósperas”. Muitos Brasileiros - poucos, felizmente - deixam-se embair por esse canto de sereia.

É comum, também, que os separatistas apelem para exemplos da História Mundial recente, como a Tchecoslováquia, a Iugoslávia e a extinta União Soviética. Ora, esses exemplos não têm qualquer analogia com o Brasil, afinal somos uma SÓ NAÇÃO, desde a Independência. Enquanto que a Tchecoslováquia e a Iugoslávia foram Estados criados artificialmente pelas Potências Ocidentais, após a 1ª Guerra Mundial. Com o fim do Totalitarismo Marxista nesses Estados, as várias nacionalidades que os compunham, finalmente, puderam se auto-determinar, isto é, criaram seus próprios Estados Nacionais. Com a Rússia deu-se o mesmo, com a “débâcle” do regime Totalitário Marxista, diversas Nações que até aí estavam escravizadas, libertaram-se e fundaram seus Estados Soberanos. Como se vê, nada parecido com a nossa História, não existindo qualquer analogia possível que justifique o separatismo de alguns poucos maus Brasileiros.

Reconheço que o separatismo é um fenômeno de dor: Diante do aterrador quadro da miséria que se alastra avassaladoramente por toda a Nação, inúmeros Brasileiros, pressentindo que a crise se abaterá sobre os seus, que a pobreza aproxima-se com todo o seu cortejo de iniqüidades, tomados, possuídos pela dor e pelo medo, esquecem-se dos
vínculos de solidariedade nacional que deveriam unir todos os Brasileiros nos momentos de crise, e propõem como remédio aos problemas nacionais, secionar o País, dividi-lo, esquartejá-lo - o quinto País em extensão territorial, o quarto em área contínua, o primeiro em ecúmeno -, acreditando que a fonte dos nossos problemas são áreas nacionais hoje empobrecidas, que o restante da Nação têm que carregar nas costas. No entanto, esquecem-se esses Brasileiros separatistas que, outrora, essas áreas hoje depauperadas eram as principais produtoras de riquezas para o Brasil, e que transferiram muita renda para todas as regiões do País, esquecem-se que os Brasileiros que vivem nessas regiões são as grandes vítimas da situação e não os criminosos... Mas, então, quem são os responsáveis? As oligarquias que governam o Brasil e que teimam em manter um regime inadequado à realidade nacional e totalmente divorciado dos interesses do nosso Povo. Infelizmente, os Brasileiros separatistas, portam-se com os demais Brasileiros, como um indivíduo egoísta, que vendo um outro tombado na calçada, passando mal, simplesmente vira as costas e afasta-se rapidamente, pensando com os seus botões: isso não é problema meu...

O separatismo não é solução para os problemas nacionais, é um suicídio. Julgo muito mais acertado que sejam examinadas novamente as propostas de re-divisão territorial do País, isto é, aumentar o número de Estados, mas, dentro de critérios rigorosamente científicos, como os propostos por um autêntico Integralista, o Prof. Everardo Backheuser, Pai da Geopolítica Brasileira. O aumento do número de Estados, com a extinção de todas as unidades federadas hoje existentes traria ainda como uma de suas conseqüências benéficas, a destruição lenta e gradativa de todos os pruridos regionalistas e bairristas, que são um permanente caldo de cultura do separatismo.

O separatismo, na verdade, vai ao encontro dos interesses do Capitalismo Internacional, que outra coisa não deseja que a extinção do Brasil, a sua transformação em meia dúzia de republiquetas caricatas, como ele conseguiu fazer com a América de fala espanhola, frustrando os planos de Bolívar para a unidade continental da América do Sul. Esta, que teve um passado colonial de fausto, hoje está fragmentada, dividida em algumas meras repúblicas das bananas, onde os estadunidenses mandam e desmandam. Felizmente, no alvorecer da sua independência política, o Brasil teve um estadista do quilate de Dom João VI, que contrariou os planos da maçonaria e do Banqueirismo Internacional, e por isso é tão vilmente caluniado e reduzido a mero gordalhão, comedor compulsivo de franguinhos e inimigo nº1 do banho...

A internacionalização da Amazônia e o restante do País retalhado em quatro “nações” - tudo com o apoio da ONU e seu conceito “sui generis” de auto-determinação, que vimos pelas intervenções estadunidenses na Bósnia, no Iraque, no Afeganistão, etc., o que de fato significa... - é o grande projeto do Banqueirismo Internacional para o Século XXI. Para controlar militarmente a colcha de retalhos que será a América do Sul - uma vez que o Brasil esteja esfacelado -, os EUA instalou, em 2008, uma poderosíssima Base Militar no Paraguai, coração geopolítico do continente, com a cumplicidade criminosa do atual governo de Assunção, que com esse gesto de traição hipotecou não só o futuro do Paraguai como Nação soberana, mas, o de todas as Nações Sul-americanas. E, agora, vai os EUA se instalando na Colômbia, para garantir militarmente que a internacionalização da Amazônia pela ONU seja obedecida.

Todavia, o separatismo não vingará no Brasil, pois, o Integralismo e as demais forças centrípetas ainda atuantes saberão manter a unidade nacional. Todos os projetos anti- Brasil, internos ou internacionais serão derrotados pelo Sigma.

O Integralismo, a mais orgânica e legítima das Forças Vivas da Nação, a mais telúrica das forças centrípetas de nossa História, continuará em sua Marcha através do futuro, pois, com ele, marcham a Consciência da Nação e a Honra do Brasil.