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quarta-feira, 28 de agosto de 2013

INTEGRALISMO?

Sérgio de Vasconcellos

Integralismo?

É possível que o Leitor não saiba o que seja. Talvez porque acredite que a política se reduz ao chamado “jogo democrático” e ao liberalismo; talvez porque ainda creia que o “mundo marcha para o socialismo” e só reconheça como válida a ideologia marxista (com suas variantes); ou, ainda, porque não entenda nada de Política e mesmo não se interesse pelo assunto.

Mas, agora inteirado que existe em Política algo denominado “Integralismo”, algum Leitor perguntará: O que é Integralismo?

Buscando responder, tal Leitor vai topar com o que “todo mundo sabe”, isto é, que o Integralismo é nazismo, fascismo, totalitarismo, antidemocrático, racista, guarda pretoriana do liberalismo, que está a serviço do capitalismo, etc.; se continuar com a pesquisa vai encontrar a opinião menos comum de que o Integralismo é socialista, comunista, contra a propriedade privada, contra a livre iniciativa, etc. Ora, diante de respostas tão díspares e até contraditórias, aquele  Leitor inteligente observará judiciosamente que, primeiro, tais opiniões por se originarem de anti-Integralistas são tendenciosas, preconceituosas; e, segundo, que a honestidade intelectual exige que se busque a resposta sobre o que é o Integralismo com os próprios Integralistas, única maneira de conseguir um ponto de vista autônomo e não parcial.

Se, então, for procurar a Literatura Integralista nas Livrarias, não a encontrará. No entanto, existem títulos Integralistas sendo ofertados pela Internet e publicados por Editoras independentes. Se este Leitor hipotético for um espírito atilado, perguntar-se-á: Mas, o Integralismo não é pró-capitalista, então, por que empresas capitalistas (editoras, distribuidoras e livrarias), não comercializam seus Livros? E mais, livros comunistas, anarquistas, etc. são abertamente vendidos no Mercado Livreiro, e se o Integralismo é de esquerda, como dizem alguns, por que não estão sendo vendidos em pé de igualdade com literatura vermelha? Só estas duas interrogações já são suficientes para deixar um Leitor inteligente com a pulga atrás da orelha.

Diante da dificuldade de encontrar os Livros do Sigma nas livrarias convencionais, enquanto não chegam os Livros que comprou no Mercado Virtual dos Livros, este meu Leitor inteligente percorrerá a Internet e encontrará – finalmente! – respostas satisfatórias dos próprios Integralistas as suas dúvidas:

- O Integralismo é liberal?
“A liberal democracia”, de Plínio Salgado:

- O Integralismo é fascista e nazista?
“O Integralismo e o hitlerismo na colônia”, de Mário F. Medeiros:

“Integralismo – nazismo – fascismo”, de Gustavo Barroso:

“Nazismo, fascismo, racismo”, de Maria Amélia Salgado Loureiro:

“Integralismo”, documento com diversos signatários:

“O Integralismo é fascismo?”, de Victor Emanuel Vilela Barbuy:

“Ismos”, de Sérgio de Vasconcellos:

“Os Corporativismos Integralista e fascista na Obra “O Estado Moderno” de Miguel Reale”, de Sérgio de Vasconcellos:

“Posição Oficial da F.I.B.: Neonazismo no Brasil”, de Victor Emanuel Vilela Barbuy:

“O Integralismo é igual ao nazi-fascismo?”, de Victor Emanuel Vilela Barbuy:

- O Integralismo é totalitário e antidemocrático?
“Estado totalitário e Estado Integral”, de Plínio Salgado:

“Democracia Orgânica”, publicação do Partido de Representação Popular – P.R.P.:

“Democracia Orgânica”, de Maria Amélia Salgado Loureiro”;

“O que é a Democracia Orgânica”, de Luiz Gonçalves Alonso Ferreira:

“O Brasil e a Democracia”, de Victor Emanuel Vilela Barbuy:

- O Integralismo é racista e antissemita?
“Trechos de uma Carta”, de Plínio Salgado:

“O Negro e o Integralismo”, de Victor Emanuel Vilela Barbuy:

“Manifesto de 13 de Maio”, de Victor Emanuel Vilela Barbuy:

“Os racistas e seu ódio ao Integralismo”, de Sérgio de Vasconcellos:

“Gustavo Barroso, racista?”, de Sérgio de Vasconcellos:

“O Integralismo foi o introdutor do antissemitismo no Brasil?”, de Sérgio de Vasconcellos:

“Reflexões na Morte de Abdias do Nascimento”, de Victor Emanuel Vilela Barbuy:

- O Integralismo é capitalista?
“Capitalismo “versus” comunismo”, de Gustavo Barroso:

“O Brasil – Eterna Colônia de Banqueiros?”, de Marcelo Silveira:

“Integralismo e capitalismo”, de Sérgio de Vasconcellos:

- O Integralismo é contra a propriedade e iniciativa privadas?
“Capitalismo – Propriedade – Burguesia”, de Gustavo Barroso:

- O Integralismo é comunista?
“Comunismo e Integralismo”, de Gustavo Barroso:

“Marx está Morto!”, de Victor Emanuel Vilela Barbuy:

- O Integralismo é Católico?
“Integralismo e Religião”, de Sérgio de Vasconcellos:

“Catolicismo e Integralismo”, de Sérgio de Vasconcellos:

“Deus no Integralismo”, de Sérgio de Vasconcellos:

“O Integralismo e as Religiões”, de Sérgio de Vasconcellos:

- O Integralismo é de “direita”?
“Verdades da “direita” e da “esquerda”, de Plínio Salgado":

“Direitas” e “esquerdas”, de Plínio Salgado:

“As duas faces de Satanás”, de Plínio Salgado:

Os  trinta e cinco “links” relacionados acima são uma pequeníssima parcela do vasto material histórico, doutrinal e conjuntural que está exposto hoje na Internet e disponível ao que possua ou possa acessar um Computador. São textos elaborados da década de 30 aos nossos dias, e que, não somente explicam o que é de fato o Integralismo, mas, demonstram de forma cabal a perfeita unidade do Pensamento Integralista ao longo de seus mais de oitenta anos de existência do Movimento. Espero que estas poucas indicações além de responder as dúvidas do meu Leitor Inteligente, também o estimulem a prosseguir nos estudos da Doutrina do Integralismo.

Pelo Bem do Brasil!


Anauê! 

domingo, 24 de junho de 2012

Catolicismo e Integralismo


Catolicismo e Integralismo
Sérgio de Vasconcellos*

Não é de hoje, que certos indivíduos que se dizem Católicos lançam-se contra o Integralismo, acusando-o de incompatível com o Catolicismo. Atualmente, dois grupos têm a primazia na difusão desta escalafobética inverdade, a matilha que se diz “tradicionalista” e a alcatéia da “esquerda” Católica. Sobre estes últimos nada diremos, pois, o Magistério Eclesiástico já esclareceu que o comunismo é intrinsecamente perverso, logo, um Católico que se diga marxista ou é um imbecil completo ou é um indivíduo de má-fé, de nenhuma fé talvez fosse mais correto dizer... Já os pseudo-tradicionalistas, nestes tempos de Internet, têm conseguido vender o seu peixe além dos limites usuais dos seus feudos “espirituais”. Cada grupúsculo tem seus líderes, e vivem em guerra uns com os outros, só tendo um ponto em comum, um ódio visceral pelo Chefe Nacional Plínio Salgado e pelo Integralismo. Cansado de ouvir tanta baboseira de boçais que se presumem de grande coisa, e são apenas sepulcros caiados, resolvi traçar estas verazes linhas.

Tivessem utilizado o Método que Gustavo Barroso empregou em seus Livros Integralistas, principalmente no “Integralismo e Catolicismo” e “Comunismo, Cristianismo e Corporativismo”, isto é, cotejar as Encíclicas Papais, a “Rerum Novarum”, de Leão XIII, a “Quadragésimo Ano” e a Caritate Christi Compulsi”, ambas de Pio XI e tantas outras, com as Obras Integralistas, de Plínio Salgado e demais Pensadores do Sigma, então teriam verificado, sem margem à dúvida, que o Integralismo é compatível com o Ensino Social da Igreja, aliás, é o único Movimento Político que harmoniza-se perfeitamente com os rumos sociais propostos à Humanidade pelos Sumos Pontífices. Método simples e eficaz, acessível às pessoas inteligentes, o que praticamente exclui a possibilidade de seu entendimento pela quase totalidade dos pseudo-tradicionalistas Brasileiros.

A guerra ao Integralismo nos ambientes Católicos surge simultaneamente com o próprio Integralismo: O “Dr.” Plínio Correa de Oliveira, participou da Sociedade de Estudos Políticos – SEP -, organização da qual brotaria a Acção Integralista Brasileira –AIB. O futuro criador da TFP, não aceitou pertencer à A.I.B, pois, discordava da Frente Única Espiritualista preconizada pelo Integralismo, defendendo que o Movimento Integralista deveria ser unicamente Católico. No entanto, o Integralismo estava em perfeita sintonia com a Santa Sé, pois, Sua Santidade Pio XI havia proposto na Caritate Christi Compulsi exatamente que todos os que ainda acreditassem em Deus e o colocassem como o Fundamento da Ordem Social se reunissem numa Frente contra o Materialismo! Ou seja, o “Dr.” Plínio era desses Católicos, como diria Gustavo Barroso, que queriam ser mais Católicos que o Papa. Agora, façamos justiça ao “Dr.” Plínio: Se é verdade que em reiterados artigos ele constantemente criticava o Movimento por aceitar Brasileiros de todos os Credos Religiosos, também nunca deixou de elogiar o que ele achava de construtivo no Integralismo, como por exemplo, o anti-comunismo e o nacionalismo. É uma pena que, hoje, seus pretensos seguidores dediquem-se ao ataque sistemático ao Integralismo, esquecidos que o seu mentor não via apenas defeitos no Sigma, também reconhecia os seus méritos.

Atualmente, com a debacle do marxismo, e o revigoramento do capitalismo, a globalização, a expectativa de um Estado mundial (com a supressão das Soberanias Nacionais), muitos Católicos ditos “tradicionalistas” buscam um lugar ao Sol para a Igreja nessa nova ordem mundial. Relembrando que na Idade Média não haviam Estados Nacionais como os entendemos hoje, traçam um paralelo absurdo com essa futura ordem mundial. Ingenuamente julgam que a Igreja terá um papel saliente neste novo estado mundial. Ora, será que esses bobalhões nunca ouviram falar em Poder Econômico? Que este Poder Econômico vem combatendo o Catolicismo nos últimos quatrocentos anos? E que não tem sentido nenhum para este Poder Econômico respeitar a Igreja Católica, que sempre estará falando de Verdades que eles querem destruir, como a existência de Deus, a Imortalidade da Alma Humana, que Cristo é o Salvador, o Amor ao Próximo, que a Ética deve primar em todas as relações, inclusive, e principalmente, nas econômicas, etc.? Não percebem que esta futura nova ordem é necessariamente atéia e anti-Cristã? Será que são tão burros assim, esses pretensos tradicionalistas??? Incoerentemente, criticam o Conceito de Quarta Humanidade, genialmente exposto por Plínio Salgado, mas, aceitam pacificamente e defendem intransigentemente esta monstruosa ordem mundial que o capitalismo financeiro está impondo ao Mundo. É uma burrice tão avassaladora a desses pseudo-Católicos tradicionalistas que, se não fosse tese condenada pela Igreja, poderíamos falar em ignorância invencível...

Mas, a burrice da maioria não explicaria completamente o fenômeno anti-Integralista desses “Católicos”, e aqui, mais uma vez, nos valeremos de Gustavo Barroso: Tais Católicos ignorantes, que julgam estar a serviço da Igreja, na verdade trabalham para a anti-Igreja, estão sendo guiados sem o perceber – pois a vaidade, a soberba, a jactância, a falta de Amor verdadeiro à Deus, ao Próximo e a si mesmo, obscurecem a inteligência -, repito, estão sendo guiados pela Maçonaria, o que vale dizer, pelo Espírito das Trevas.

Ao terminar este breve Artigo, lanço aqui um alerta a estes iludidos: Desenganem-se, vocês são apenas cegos guiando cegos e o destino de todos vocês é caírem no Abismo. Portanto, enquanto ainda é tempo, lancem fora estas prevenções anti-Integralistas e reunam-se conosco no Bom Combate por Deus, pela Pátria e pela Família.

Pelo Bem do Brasil!

Anauê!
_______
* Σ. Comerciante. Rio de Janeiro (RJ).

sábado, 23 de junho de 2012

Integralismo e Religião


INTEGRALISMO E RELIGIÃO(1)

Sérgio de Vasconcellos

A Doutrina Integralista diferencia-se radicalmente de todas as ideologias políticas que até aqui dominaram o século XX: Enquanto estas são agnósticas ou ateias, isto é, materialistas, a Filosofia Integral afirma peremptoriamente a existência de Deus e, consequentemente, a imortalidade da Alma Humana.

Quanto à questão da Natureza do Ser Supremo, isto é, se Ele transcende ou identifica-se ao Universo; e, de seus atributos – unidade, simplicidade, amor, etc. -, o Integralismo não define, pois compete a cada Religião instruir seus fiéis nestes temas.

O Integralismo é Cristão e ecumênico. Ecumenismo este, o mais lato possível, pois reúne não só os Cristãos, como também os não-Cristãos, em uma “frente ampla espiritualista”, contra o materialismo avassalador do mundo moderno, que assume duas principais formas: o Agnosticismo Capitalista e o Ateísmo Marxista(2). Por conseguinte, o Integralismo recebe em suas fileiras Homens de todos os credos religiosos, irmanados na luta por Deus, pela Pátria e pela Família, e contra o Capitalismo Burguês e o Coletivismo Marxista.

Muitos leitores, talvez ainda não compreendam por que nós, Integralistas, tanto nos empenhamos em defender a existência de Deus, perguntando até: Afinal, que tem Deus com a política? Os que raciocinam desta forma estão dominados pelos preconceitos materialistas do século, não estão pensando com isenção, mas movidos por ideias preconcebidas.

Na verdade, Deus tem tudo com a política. Partindo da negação ou afirmação de Deus, surgem duas visões do Mundo, inteiramente antagônicas, que se defrontam numa luta de morte: O materialismo, com dupla feição, o dogmático e militante, adotado pelo Marxismo-Leninismo, escravizando os países comunistas, e, o agnóstico e burguês, adotado pelo Capitalismo, dominando os países supostamente livres do Mundo Ocidental; e, o Espiritualismo, adotado pelo Integralismo, e que alicerça a Idade Nova que estamos construindo(3).

Assim, decidir-se por Deus ou contra Deus não é um  capricho, não é discutir o sexo dos anjos, mas uma opção vital. Deliberar contra Deus é colocar-se ao lado das forças reacionárias, que desejam manter a Humanidade na escravidão, na alienação, é lutar para a instauração do execrando totalitarismo. Escolher a Causa de Deus é juntar-se à Revolução, é batalhar pela Libertação Integral da Humanidade.

Notas:
1) Publicado originalmente em “O Integralista” – Rio de Janeiro – Ano 2 – Nº 4 – Dezembro de 1990 – p. 7. Reproduzido, parcialmente em “A Voz do Oeste” – Lins(SP) – Ano II – Nº 20 – Janeiro/Fevereiro de 1992 – pág. 3.

2) Tal frente única também foi preconizada por Sua Santidade o Papa Pio XI, nas Encíclicas “Caritate Chisti Compulsi” e “Divini Redemptoris”, esta última Carta Encíclica foi reproduzida na íntegra por Gustavo Barroso, no seu livro “Comunismo, Cristianismo e Corporativismo” – Empresa Editora ABC – Rio de Janeiro – 1938 – págs. 107 e segs., e a defesa da frente única espiritualista encontra-se nas págs. 157 e 158. Sobre a “frente espiritualista”, que é o Integralismo, conferir, ainda, entre outros:
- Maria Amélia Salgado Loureiro(coord.) – “O Integralismo, Síntese do Pensamento Político Doutrinário de Plínio Salgado” – Editora “Voz do Oeste” – São Paulo – 1981 – p. 14.
- Padre Ludovico, “O Integralismo à luz da Doutrina Católica”, em Plínio Salgado – “O Integralismo perante a Nação” – 3ª ed. – Editora das Américas – São Paulo – 1955 – págs. 168 e 169. “Obras Completas” – Vol. 9.
- Alberto Silvares – “O Comunismo e seu Contra-Veneno” – Editora Minerva – Rio de Janeiro – 1937 – págs. 31 e segs.;b e, págs. 67 e segs.
- General Jayme Ferreira da Silva – “Retalhos Verdes” – A. Coelho Branco Filho, Editor – Rio de Janeiro – 1937 – págs. 65 e segs.; e, págs. 273 e segs.
- Miguel Reale – “Perspectivas Integralistas” – 2ª ed. – Livraria H. Antunes – Rio de Janeiro – 1936 – págs. 44 e 45.
- Gustavo Barroso – “Espírito do Século XX” – Civilização Brasileira – Rio de Janeiro –1936 – págs. 242 e segs.
- Gustavo Barroso – “O que o Integralista deve saber” – Civilização Brasileira – Rio de Janeiro – 1935 – págs. 115 e segs.

3) Consultar:
- Plínio Salgado – “A Quarta Humanidade – 4ª ed. – Editora das Américas – São Paulo – 1955 – 161 págs. – “Obras Completas”, vol. 5.
- Gustavo Barroso – “O Quarto Império” – Livraria José Olympio Editora – Rio de Janeiro – 1935 – 179 págs. – Coleção “Problemas Políticos Contemporâneos”, Nº 9.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

O Integralismo e as Religiões

Sérgio de Vasconcellos

Obviamente um tema conexo ao de Deus é o da Religião. Quase todos os pseudo-Integralistas e neo-Integralistas atacam as Religiões. Faz-se assim necessário também aqui aclarar a questão.

O Integralismo não combate religiões. Eis o que diz o Documento Oficial “Diretrizes Integralistas”:
“XVI) - O Integralismo, visando promover o aperfeiçoamento moral e espiritual da Nação, declara-se pelo espiritualismo contra todas as correntes materialistas de pensamento e de ação, que acobertadas pelo liberalismo, vêm exercendo a sua obra nefasta de desintegração de todas as forças vivas da Pátria.
“XVII) - Dentro deste critério, o Integralismo propõese respeitar integralmente, a liberdade de consciência e garantir a liberdade de cultos desde que não constituam ameaça à paz e à harmonia social.”

O Integralismo é definidamente Cristão, realmente. Todavia, o Integralismo é uma Frente Ampla Espiritualista, onde podem ingressar Brasileiros de todos os credos religiosos. Como Frente Ampla Espiritualista, reunindo Cristãos e não-Cristãos, num amplo Ecumenismo, o Integralismo combate ativamente o Materialismo avassalador do Mundo Moderno, isto é, o Capitalismo e o Marxismo (as formas mais preponderantes de Materialismo hoje).

Assim, o Integralista pode pertencer àquela Religião que julgar a verdadeira, Cristã ou não-Cristã.

Este Ecumenismo amplo do Integralismo foi muito criticado na década de 30 por muitos Católicos, mas, ele tem apoio em duas Encíclicas do Papa Pio XI. Hoje, critica-se uma suposta dependência do Integralismo ao Catolicismo... , dizem que é um absurdo os Católicos submeterem-se à Infalibilidade Papal e por aí vai o besteirol. Pois bem, gostem ou não os pretensos Integralistas, os Católicos têm tanto direito de participar do Integralismo, quanto os membros de quaisquer outras Religiões. O próprio Chefe Nacional Plínio Salgado era Católico, como todos sabem, e jamais saiu criticando outras Religiões, mesmo tendo escrito diversos livros de caráter religioso, como “Vida de Jesus”, “São Judas Tadeu”, “A Tua Cruz, Senhor!” e outros. Por outro lado, é verdade que alguns Católicos que compreendem equivocadamente o chamado Tradicionalismo Católico, negam o Nacionalismo e defendem um mero Patriotismo (Gustavo Corção, para citar um exemplo conhecido), mas, essa é a posição de uma suposta corrente Católica e não do Catolicismo. O Integralismo foi elogiado por inúmeros Bispos e líderes do laicato Católico, o que não ocorreria se houvesse uma contradição entre Integralismo e Catolicismo. Um Católico pode ser Integralista, não havendo conflito algum para a sua consciência.

Desde os anos 30 é terminantemente proibido discutir-se Religião no Integralismo, para que nenhum Companheiro se sentisse ofendido na sua crença mais importante, afinal, repito, somos uma Frente Ampla Espiritualista visando o combate ao materialismo em todas as suas formas.

Uma última observação: É possível que algum leitor esteja pensando, “não sou materialista, pois sou completamente desapegado aos bens materiais, porém, sou ateu, não acredito em Deus”. Ao ilustre leitor que assim esteja raciocinando, digo,inicialmente, que é moralmente louvável um tal desapego aos bens materiais, porém, não é disso que estou falando.

O Integralismo utiliza-se do conceito filosófico de materialismo, isto é, materialismo é aquela concepção de que nada existe no Universo além do plano material, tudo se originando e se explicando pela própria Matéria. Ora, o Integralismo rejeita esta concepção reducionista da Realidade e afirma que além da Matéria existe o Espírito, afirmando a existência de Deus, a Divina Providência interferindo na História, a imortalidade da Alma Humana.

Ser materialista é não crer em Deus, apenas na Matéria.

É imprescindível ao Integralista a crença em Deus. É claro que o Integralismo não proíbe ninguém de ser ateu, mas, nas fileiras do Sigma, os ateus e agnósticos não são aceitos, pois nossa Doutrina baseia-se numa nítida concepção espiritualista do Universo e do Homem, da qual decorre necessariamente todo o restante dos nossos postulados teóricos.