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quinta-feira, 15 de julho de 2010

"Ismos"

Sérgio de Vasconcellos

O Integralismo é... Integralismo! Não é socialismo, comunismo, nazismo, fascismo, capitalismo, liberalismo, etc.

No entanto, é comum aos pseudo-integralistas querer atrelar o Integralismo com um “ismo” de sua preferência...

Infelizmente, um dos “ismos” prediletos dos pretensos “Integralistas” é o nazismo - aliás, a popularidade de que goza o nazismo no Brasil e em outros países, só se explica pela intensa propaganda que o cinema estadunidense fez dele no pós-guerra... -, e, no entanto, o Integralismo não tem semelhança alguma com o nacional-socialismo, nem é tributário ou caudatário da ideologia hitlerista. Na verdade, o nazismo tem muita semelhança com o... comunismo...

São inumeráveis as dessemelhanças entre o Integralismo e o nazismo, mas, vejamos algumas:

O Integralismo é uma Doutrina Política genuinamente nacional. O nazismo é uma ideologia estrangeira, tão perniciosa quanto o anarquismo, o marxismo, o liberalismo, e outras que sejam igualmente importadas.

O Integralismo é nacionalista. O nazismo é internacionalista, como o comunismo.

O Integralismo é anti-imperialista. O nazismo é imperialista, como o comunismo.

O Integralismo é Democrático (defendemos a Democracia Orgânica), o nazismo é antidemocrático, da mesma forma que o comunismo.

O Integralismo é Espiritualista. O nazismo é materialista, como o comunismo.

O Integralismo é pela fusibilidade racial, logo, anti-racista. O nazismo é racista, enquanto o comunismo é pelo predomínio do operariado, ou seja, é apenas uma outra forma de discriminação...

O Integralismo é pelo Princípio de Autoridade. O nazismo é autoritário e o comunismo também.

O Integralismo é Sindicalista, o nazismo é anti-sindical. O nazismo tão logo chegou ao poder, fechou todos os sindicatos e os substituiu pela Frente Alemã do Trabalho, inspirada nas CGTs comunistas, algo parecido com a CUT...

O Integralismo defende o pluripartidarismo. O nazismo é pelo partido único, exatamente como o comunismo.

O Integralismo defende a Liberdade. O nazismo e o comunismo suprimem toda e qualquer liberdade.

O Integralismo é anti-totalitário. O nazismo e o comunismo são totalitários. Aliás, ambos procedem da mesma matriz, o idealismo hegeliano (o marxismo, oriundo dos hegelianos de esquerda, enquanto o fascismo e o nacionalsocialismo, dos hegelianos de direita). Já o Integralismo alinha-se com o aristotélico-tomismo, ou seja, com o realismo.

Poderíamos prosseguir enumerando as diferenças entre o Integralismo e o nazismo, mas, as que apontamos são suficientes para comprovar que Integralismo e nazismo são completamente distintos.

Historicamente, o nazismo sempre combateu o Integralismo nas regiões de colonização alemã no Brasil. A imprensa nazista nos acusava de querer “caboclizar” o ariano... E, de fato, o Integralismo resgatou para o ecúmeno nacional uma quantidade incrível de Brasileiros de origem alemã, para tanto, foi necessário publicar muito material em língua alemã, pois era o único idioma que dominavam milhares de Brasileiros em pleno Brasil! Até um jornal diário em língua alemã publicávamos no Sul do Brasil para atingir aqueles Brasileiros.

O Integralismo jamais apoiou o Eixo, nem antes, nem durante a Guerra. Antes, como já dissemos, nas áreas de colonização alemã, o Integralismo e o nazismo se antagonizavam fortemente. Uma vez deflagrada a Guerra - e o Integralismo estava oficialmente fechado -, Plínio Salgado orientou aos adeptos do Sigma de que, no caso do Brasil entrar na Guerra, os Integralistas deveriam apoiar o Governo, pois, na hora do perigo, a Nação deve estar unida. Sobre tudo isso, existe farta documentação.

Esta absurda e inverídica associação do Integralismo com o nacional-socialismo é uma opinião muito generalizada. Mas, se um meu interlocutor, quando me digo Integralista, faz a “ponte” com o nazismo, deixa claro que ele não conhece o que é o Integralismo, nem sabe o que de fato foi o nacionalsocialismo. Assim, exponho sucintamente - como fiz nos parágrafos precedentes - as diferenças entre a Doutrina Integralista e a ideologia nazista. Se o meu interlocutor compreende, ótimo, caso contrário, azar o dele, e vou conversar com alguém inteligente...

Enfim, o Integralismo é uma Doutrina completa que dispensa aproximações com quaisquer ideologias. Dediquemo-nos, Companheiros Integralistas, mais ao estudo das Idéias Integralistas, e esqueçamos aquelas ideologias que, como já demonstrou Plínio Salgado, são unilaterais e contrárias aos interesses do Brasil.


quarta-feira, 14 de julho de 2010

O Integralismo e as Religiões

Sérgio de Vasconcellos

Obviamente um tema conexo ao de Deus é o da Religião. Quase todos os pseudo-Integralistas e neo-Integralistas atacam as Religiões. Faz-se assim necessário também aqui aclarar a questão.

O Integralismo não combate religiões. Eis o que diz o Documento Oficial “Diretrizes Integralistas”:
“XVI) - O Integralismo, visando promover o aperfeiçoamento moral e espiritual da Nação, declara-se pelo espiritualismo contra todas as correntes materialistas de pensamento e de ação, que acobertadas pelo liberalismo, vêm exercendo a sua obra nefasta de desintegração de todas as forças vivas da Pátria.
“XVII) - Dentro deste critério, o Integralismo propõese respeitar integralmente, a liberdade de consciência e garantir a liberdade de cultos desde que não constituam ameaça à paz e à harmonia social.”

O Integralismo é definidamente Cristão, realmente. Todavia, o Integralismo é uma Frente Ampla Espiritualista, onde podem ingressar Brasileiros de todos os credos religiosos. Como Frente Ampla Espiritualista, reunindo Cristãos e não-Cristãos, num amplo Ecumenismo, o Integralismo combate ativamente o Materialismo avassalador do Mundo Moderno, isto é, o Capitalismo e o Marxismo (as formas mais preponderantes de Materialismo hoje).

Assim, o Integralista pode pertencer àquela Religião que julgar a verdadeira, Cristã ou não-Cristã.

Este Ecumenismo amplo do Integralismo foi muito criticado na década de 30 por muitos Católicos, mas, ele tem apoio em duas Encíclicas do Papa Pio XI. Hoje, critica-se uma suposta dependência do Integralismo ao Catolicismo... , dizem que é um absurdo os Católicos submeterem-se à Infalibilidade Papal e por aí vai o besteirol. Pois bem, gostem ou não os pretensos Integralistas, os Católicos têm tanto direito de participar do Integralismo, quanto os membros de quaisquer outras Religiões. O próprio Chefe Nacional Plínio Salgado era Católico, como todos sabem, e jamais saiu criticando outras Religiões, mesmo tendo escrito diversos livros de caráter religioso, como “Vida de Jesus”, “São Judas Tadeu”, “A Tua Cruz, Senhor!” e outros. Por outro lado, é verdade que alguns Católicos que compreendem equivocadamente o chamado Tradicionalismo Católico, negam o Nacionalismo e defendem um mero Patriotismo (Gustavo Corção, para citar um exemplo conhecido), mas, essa é a posição de uma suposta corrente Católica e não do Catolicismo. O Integralismo foi elogiado por inúmeros Bispos e líderes do laicato Católico, o que não ocorreria se houvesse uma contradição entre Integralismo e Catolicismo. Um Católico pode ser Integralista, não havendo conflito algum para a sua consciência.

Desde os anos 30 é terminantemente proibido discutir-se Religião no Integralismo, para que nenhum Companheiro se sentisse ofendido na sua crença mais importante, afinal, repito, somos uma Frente Ampla Espiritualista visando o combate ao materialismo em todas as suas formas.

Uma última observação: É possível que algum leitor esteja pensando, “não sou materialista, pois sou completamente desapegado aos bens materiais, porém, sou ateu, não acredito em Deus”. Ao ilustre leitor que assim esteja raciocinando, digo,inicialmente, que é moralmente louvável um tal desapego aos bens materiais, porém, não é disso que estou falando.

O Integralismo utiliza-se do conceito filosófico de materialismo, isto é, materialismo é aquela concepção de que nada existe no Universo além do plano material, tudo se originando e se explicando pela própria Matéria. Ora, o Integralismo rejeita esta concepção reducionista da Realidade e afirma que além da Matéria existe o Espírito, afirmando a existência de Deus, a Divina Providência interferindo na História, a imortalidade da Alma Humana.

Ser materialista é não crer em Deus, apenas na Matéria.

É imprescindível ao Integralista a crença em Deus. É claro que o Integralismo não proíbe ninguém de ser ateu, mas, nas fileiras do Sigma, os ateus e agnósticos não são aceitos, pois nossa Doutrina baseia-se numa nítida concepção espiritualista do Universo e do Homem, da qual decorre necessariamente todo o restante dos nossos postulados teóricos.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Deus no Integralismo

Sérgio de Vasconcellos

Muitos pseudo-Integralistas ou neo-Integralistas, rejeitam a idéia de Deus e proclamam-se ateus (uns poucos se dizem agnósticos).

No entanto, a crença em Deus é fundamental na Doutrina Integralista. O Integralismo afirma peremptoriamente a existência de Deus, e critica e condena o ateísmo e o agnosticismo.

A questão de Deus não é despicienda para o Integralismo. Plínio Salgado, na “Quarta Humanidade”, nos diz:
“A concepção do Estado e da Sociedade está ligada à concepção do próprio Universo. É da idéia do Cosmos que deriva o senso das finalidades humanas. É do sentido das finalidades humanas que procede o pensamento da organização social. É do pensamento da organização social que decorre a orientação política, com influencia, por sua vez, na Sociedade e no Estado.”

No Integralismo, Deus vem antes de tudo. Eis o que dizem as “Diretrizes Integralistas”:
“I) O Integralismo compreende o Mundo de um modo total, e pretende construir a Sociedade, segundo a hierarquia de seus valores espirituais e materiais, de acordo com as leis que regem os seus movimentos e sob a dependência da realidade primordial, absoluta e suprema, que é Deus.
“II) Essa hierarquia, na qual se fundam o princípio e o exercício da Autoridade, faz prevalecer o Espiritual sobre o Moral, o Moral sobre o Social, o Social sobre o Nacional, e o Nacional sobre o Particular”.

O Chefe Nacional Plínio Salgado, iniciou o Manifesto de Outubro - documento de fundação do Integralismo -, com a seguinte frase: “Deus dirige os destinos dos Povos”. E, mais recentemente, dentro do melhor espírito Integralista, assim começa o Manifesto da Juventude: “Deus está acima de tudo”.

Conseqüentemente, um “Integralista” ateu ou agnóstico, não é um Integralista de fato. Não há lugar para ateus e agnósticos nas fileiras do Integralismo.

Antes de terminar, apenas mais um comentário: É muito curioso que os comunistas - ateus por definição ideológica - critiquem a nossa crença em Deus. Parece-me bem melhor acreditar na existência de Deus, do que acreditar no marxismo, que já demonstrou o seu fracasso em todos os países em que chegou ao poder...