quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Integralismo e monarquia


Sérgio de Vasconcellos

O movimento monarquista vai se alastrando no Brasil, como consequência da ânsia do Povo Brasileiro por uma alternativa ao caos institucionalizado. Nada mais natural. Também no interior do Movimento Integralista, muitos Companheiros têm se declarado partidários da restauração do Império. Todavia, venho aqui fazer alguns esclarecimentos a respeito:

1º) O Integralismo NÃO É UM MOVIMENTO MONARQUISTA.

2º) Não é, nunca foi e jamais será parte do nosso Programa Político a restauração da Monarquia, pelo contrário, nos Documentos Oficiais e na nossa Literatura fica claro que será mantido o Regime republicano. No Manifesto Programa de 1936 está dito de forma clara:  “Será mantida a forma republicana, federativa e democrática, apenas com as modificações decorrentes do sistema corporativo”.

Assim, fique claro àqueles Integralistas que também são monarquistas que sua  militância em prol da causa monárquica deverá ser feita  na ambiência do movimento monarquista, e não no seio do Integralismo, não só porque o Sigma não sustenta tal posição, como também para evitar atrito no interior do nosso Movimento, onde participam também republicanos.

Os Integralistas sejam monarquistas, republicanos ou indiferentes à forma de governo, todos, devem centrar seus esforços na instauração do Estado Integral, evitando dissipar energias em atividades alheias à finalidade primacial do Integralismo.

sábado, 18 de abril de 2015

Considerações prévias ao V Congresso Nacional da Frente Integralista Brasileira – II



Sérgio de Vasconcellos

Prossigo com as Considerações iniciadas anteriormente, expondo a distinção entre Doutrina e Programa, no Integralismo.

A Doutrina do Integralismo é aquele conjunto de Princípios sistematizados pela Filosofia Integralista, que sumarizei no Artigo antecedente. O Programa Integralista é o projeto que contêm as nossas soluções para os Problemas Nacionais, e que resulta da interação de nossa Doutrina com a realidade concreta. Assim, enquanto a Doutrina Integralista permanece inalterável, o nosso Programa deve ser objeto de constante atualização.

Ao longo de suas mais de oito décadas de intensa atividade política e social, o Movimento Integralista apresentou inúmeras soluções conjunturais para os Problemas Nacionais, algumas aproveitadas até por Autoridades Governamentais anti-Integralistas...

Mas, aqui surge uma questão importante para a atual geração dos Soldados de Deus e da Pátria: Um é o Programa para execução em PLENA vigência do Estado Integral, outro é o conjunto de nossas propostas ainda na vigência do Estado liberal, pois, a Nação sofre e soluções imediatas são requeridas. Essa distinção pode ser observada até mesmo na História do Movimento: O Manifesto Programa de 1936 é claramente orientado para o Estado Integral, e o Manifesto do Partido de Representação Popular (1946) é nitidamente voltado para as circunstâncias de um Brasil Pós-guerra e bem distante da instauração do Estado Integral.

Sendo realista, o Estado Integral, meta de toda a nossa ação política, não está próximo. Assim, sugiro aos Companheiros que nos voltemos para a elaboração de um Programa que traga soluções factíveis dentro do atual regime liberal, abordando não só os temas considerados prementes pela Opinião Pública, educação, saúde, segurança, etc., mas, também aqueles pouco visíveis, mas, igualmente vitais ao futuro do Brasil, como as Relações Internacionais, por exemplo. E que tornemos tais soluções conhecidas para a População, através de campanha o quanto possível massiva, com impacto positivo em nossa imagem.

Pelo bem do Brasil!

Anauê!


quarta-feira, 8 de abril de 2015

Considerações prévias ao V Congresso Nacional da Frente Integralista Brasileira



Sérgio de Vasconcellos
Juridicamente, a Frente Integralista Brasileira – F.I.B. – é uma sociedade civil. Para nós, Camisas Verdes, enquanto organização Integralista é um Movimento Político e Social, compartilhando com as demais entidades Integralistas, existentes ou que já existiram, Princípios e Objetivos.

Princípios Doutrinários:
1.    A existência de Deus.
2.    A Providência de Deus dirigindo os destinos dos Povos.
3.    A Concepção Espiritualista do Universo e do Homem.
4.    A Intangibilidade da Pessoa Humana e de suas Projeções no espaço, no tempo e na Eternidade: A Propriedade particular e os Grupos Naturais (a Família, a Profissão, o Município, os Grupos Cultural e Político, a Nação e a Religião).
5.    A Axiologia Integralista: O primado do Espiritual sobre o Moral, do Moral sobre o Social, do Social sobre o Nacional e do Nacional sobre o Particular.
6.    A Correlação Fenomênica, que embasa a Criteriologia Integralista.

Objetivos Históricos:
1.    Difusão do Ideal Integralista.
2.    Revolução Integralista.
3.    Ascenção ao Poder da República.
4.    Instauração do Estado Integral: A Nação moral, política, econômica e juridicamente organizada; de estrutura corporativa, com centralização política e descentralização administrativa, e, organicamente Democrático.

No momento em que todos nós, Soldados de Deus e da Pátria, somos convocados pela Direção Nacional da F.I.B. a cooperar na elaboração de um novo Programa, principal finalidade do próximo Congresso Nacional Integralista, não podemos olvidar que tal Documento deverá ser necessariamente o produto da adequação da Doutrina do Sigma com a Realidade Nacional. Só com este sentido realista poderemos apontar com segurança as soluções para os Problemas Nacionais.

Pelo Bem do Brasil!

Anauê!

segunda-feira, 30 de março de 2015

A Legalização das Drogas



Sérgio de Vasconcellos

Existe hoje em curso no Brasil e em todo mundo uma maciça campanha para a legalização da maconha e das drogas em geral. As opiniões de médicos e outros especialistas dividem-se sobre o tema. Todavia, não abordarei a momentosa questão através do viés costumeiro, e sim, de um ângulo bem diferente, o da Segurança Nacional. Também gostaria de enfocá-lo pelo ângulo, por assim dizer, existencial, mas isso fica para outra oportunidade.

A maior parte da Opinião Pública Brasileira tem uma visão algo caricatural do tráfico de drogas: Internamente seria um negócio de uns pobres favelados, isto é, um mero caso de Polícia, não reparando que a maconha não é plantada nos “morros cariocas”, nem possuem tais “comunidades” laboratórios para o refino da cocaína, do crack, da heroína, do ecstasy, etc. Quando, por si só, uma parcela ainda não totalmente imbecilizada começa a indagar como as drogas chegam as “bocas de fumo”, então a População é “informada” pelos meios de comunicação que as drogas vêm do exterior, da Bolívia, por exemplo, onde o plantio da Coca – o ilegal – é responsabilidade de marginais do mesmo nível intelectual e moral daqueles que controlam a venda das drogas no Rio, em São Paulo, na Serra Gaúcha, em Brasília, etc., e com essa desinformação proposital mantém-se a Opinião Pública anestesiada, inclusive, fazendo-se  a apreensão, aqui e ali, vez por outra, de algum contrabando de entorpecentes, para mostrar que as Autoridades Brasileiras estão fazendo algo a respeito...

Tudo errado! O narcotráfico é internacional, organizado no formato de cartéis, no melhor estilo capitalista, gerando e girando um montante financeiro incalculável, talvez só superado pelos rendimentos colossais do Banqueirismo Internacional, com o qual está perfeitamente sintonizado e associado, como se pode constatar pelo empenho na campanha mundial pró-legalização das drogas, inteiramente financiada por Soros, Rockfeller e demais megaempresários globalistas, inspiradores, signatários e financiadores do “Consenso de Washington”, do “Diálogo Interamericano”, do “Foro de São Paulo”  (que é a versão para consumo da esquerda do programa da Elite Globalista...), etc. Aos Argentários, a legalização das drogas traz duplo benefício: Transforma o narcotráfico em narco-negócio, o que torna legítimos e públicos s absurdos, e que até aqui ficam escondidos no “Caixa 2”, e que certamente são “limpos” com grande dificuldade devido ao imenso volume de tal receita; e, propicia, eliminada a proibição e o estigma de ser viciado (no que os meios de comunicação já estão trabalhando), repito, propicia a “lobotomização química” de bilhões de Seres Humanos, que assim não terão capacidade para opor-se ao Estado totalitário mundial, que o capitalismo vai impor à Humanidade, com a supressão dos Estados Nacionais.

No Brasil, a cumplicidade de Autoridades Governamentais com o narcotráfico é fato. Mas, as drogas começaram a difundir-se entre os ociosos jovens da Classe Média, nas décadas de 60 e 70, durante o Regime Militar, que se omitiu inteiramente da questão, e a partir daí generalizou-se e alastrou-se como um Câncer em metástase por toda a Sociedade. Se a Bolívia é a responsável pela coca, e o Sudoeste Asiático pela papoula, o Brasil é o maior produtor mundial de maconha, e, no entanto, as Autoridades responsáveis nada fazem para erradicar o plantio e a distribuição da “Cannabis Sativa”. E por quê? Porque, forçoso é concluir,  tais Autoridades são cúmplices no crime. O que significa que, o Crime Organizado, em íntima união com o Argentarismo-marxista, está Governando de fato o Brasil. Que os cartéis do narcotráfico corromperam toda a estrutura governamental, de alto a baixo, da União aos Municípios, sendo os Três Poderes da República só linhas de transmissão dos comandos provenientes do Narco-Capitalismo Internacional. O Brasil está com sua Soberania totalmente comprometida, e é preciso que as Forças Armadas (Exército, Marinha e Aeronáutica), que parecem ser as únicas Instituições Nacionais que permanecem imunes a essa solerte corrupção, se compenetrem desta chocante realidade e tomem as providências necessárias, antes que seja tarde.





sábado, 27 de dezembro de 2014

Chega de Politicagem!

Sérgio de Vasconcellos

Companheiros.

Serenadas as paixões políticas suscitadas pelas últimas Eleições, ao menos em parte... , permito-me levar a consideração de todos uma constatação pouco agradável.

Nunca foi tão evidente a veracidade daquele velho Axioma Integralista: Os partidos políticos dividem a Nação. E assinalo para algum eventual leitor não Integralista, que não vai em tal máxima qualquer condenação à Democracia, pelo contrário, nós, Integralistas, somos visceralmente democráticos, apenas sustentamos uma nova forma de representatividade, que não trará a Nação em sobressaltos, isto é, uma representação que parta das categorias econômicas, culturais e morais da Nação, e que designamos por “Democracia Orgânica”.

Mas voltemos ao ponto: Assistimos Brasileiros se digladiarem de forma brutal, particularmente no 2º Turno. E para quê? Para nada! Agora, o que me surpreendeu foi que Integralistas se deixaram contaminar por essa histeria coletiva. Que a maior parte da população, que é massa de manobra, se deixasse conduzir pelos meios de comunicação, controlados pelo Banqueirismo, era de se esperar, mas, que os Camisas Verdes, que deviam ser a parcela consciente do Eleitorado se deixassem dominar pela passionalidade e discutissem entre si por causa de candidatos burgueses de direita e esquerda (todos são burgueses) é chocante!

Não podemos de forma alguma permitir que este espírito divisionário penetre em nosso Movimento. Integralismo é soma, união. É intolerável que os Soldados de Deus e da Pátria se desentendam por causa de políticos burgueses. Que os laços de Companheirismo fiquem estremecidos por conta de uma simples Eleição é o que não pode tornar a acontecer.

Companheiros. O populacho ignorante e os carreiristas dos partidos reduzem a Política às campanhas eleitorais. Tal estreiteza de vistas não é compartilhada pelo Integralismo, razão pela qual devem os Integralistas tratar os pleitos burgueses pelo que são: Um espetáculo que dá a ilusão ao Povo de que é soberano e livre, quando quem governa de fato é Capitalismo Financeiro Internacional.  

Vamos nos dedicar à Revolução Integralista e deixar essa politicagem sórdida para os que se locupletam e os tolos.


Anauê!

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

A direita e a esquerda são cúmplices na campanha contra as Forças Armadas.

Um dos "drones" (aviões não tripulados) que o Brasil comprou de Israel.

Sérgio de Vasconcellos

Parece-me indiscutível que as FFAA, principalmente depois da reeleição da presidente Dilma, estão sofrendo uma devastadora campanha de difamação. O que não parece tão evidente é que esta campanha de desinformação parte tanto da esquerda, quanto da direita. Eis algumas das mentiras propaladas pela Imprensa e pelas Redes Sociais:

1)    Que as FFAA estão sucateadas e que não tem munição para um mês.
2)    Que por conta deste sucateamento, até a Venezuela está mais bem equipada militarmente e pode invadir o Brasil a qualquer hora.
3)    Que os Militares de hoje são diferentes dos de 1964; que os Generais estão todos comprados ou são mesmo comunistas.
4)    Que o Regime imposto à Nação em 1964 era uma Ditadura Militar sanguinária e torturadora, inclusive, tendo torturado os que hoje estão no Poder e que só lutavam pela Democracia, enquanto os Militares eram subservientes aos interesses dos Estados Unidos.

Creio que todos já ouviram ou leram tais absurdos.

Mas, o abandono das Forças Armadas não é verdade? Um General numa Carta Aberta  não admitiu mesmo o sucateamento e a iminência de uma invasão da Venezuela e a derrota do Brasil? Sim, o tal General disse essas sandices, mas, trata-se de um General de Pijama, que perdeu o bonde da História e o melhor que tal Militar poderia fazer é pegar um Terço e ir rezar, para ver se consegue salvar a sua Alma, pois, o corpo já está perdido...

Sucateamento? Então vejamos a suposta sucata:

1)    O Brasil firmou parceria com a África do Sul para a produção do Míssil A-Darter, e a nossa parte nos custos não ficará em menos de 50 milhões de dólares.
2)    O Porta-Aviões São Paulo será modernizado, por um custo não inferior a 1(um) bilhão de Reais.
3)    O Brasil, através da EMBRAER, desenvolveu um moderno avião de transporte, o KC-390, cujas primeiras 28 unidades serão entregues até 2016, tudo (desenvolvimento do projeto e entrega das primeiras aeronaves) por um custo pouco superior a 12 bilhões de Reais.
4)    O Brasil comprou por cerca de 13 bilhões de Reais 28 caça suecos Gripen-NG, se associando ao seu desenvolvimento e fabricação futura no Brasil, através da EMBRAER.
5)    A nossa Marinha de Guerra está instalando um Núcleo da Missão Naval em São Tomé e Príncipe, como primeiro passo para um Acordo de Defesa entre o Brasil e aquela Nação. O Brasil já até doou uma Lancha para a Guarda Costeira são-tomense... Nunca é demais frisar a importância desse Arquipélago para a Projeção Geopolítica do Brasil, ainda mais agora que a China comunista ameaça instalar uma Base Naval na Namíbia. Não estou a par dos custos, mas, seja quanto for, é dinheiro bem aplicado.
6)    O Brasil assinou acordo com a França para a construção de Cinco submarinos, quatro convencionais e um com propulsão nuclear. Tudo (desenvolvimento, instalações necessárias, os submarinos propriamente ditos, etc.), não custará menos de 23 bilhões de Reais.
7)    R$6.000.000.000,00 (Seis Bilhões de Reais) é o valor pago por mais de 2000 unidades do Blindado Guarani, e cuja centésima viatura entregue ao Exército Brasileiro foi até objeto de Cerimônia pública, recentemente.

Poderia prosseguir na enumeração, mas, creio que os exemplos pescados ao acaso no Noticiário são suficientes para me permitir argumentar:
Após anos e anos de um real abandono das nossas Forças Armadas, o atual Governo resolveu investir na nossa Indústria Bélica, incentivando o desenvolvimento de tecnologia própria e fazendo parcerias com Empresas estrangeiras do setor, com isso reequipando as nossas Forças de Terra, Mar e Ar. No entanto, Generais aposentados fazem terrorismo inconsciente(?), junto a direitistas e anticomunistas histéricos, de que só temos munição para um mês...

Segundo os mesmos Generais levaríamos uma surra se fossemos invadidos pela Venezuela. Só pode ser piada. A Venezuela não produz nem sapatos suficientes, o que obriga grande parte da população a andar descalça. Não é porque o Governo venezuelano comprou meia dúzia de equipamentos velhos da Rússia que ele será ameaça para o Brasil. Se o exército venezuelano está tão poderoso, como teimam em dizer esses Generais de asilo, por que Caracas já não ocupou militarmente o Essequibo? Esses Generais reformados com o seu anticomunismo mal direcionado estão prestando um desserviço à Nação com toda essa desinformação.

Que os Militares de hoje não são os mesmos de 1964 é uma constatação. Mas, daí querer tirar qualquer ilação que deponha contra os atuais Militares é forçar demais. Que haja comunistas nas Forças Armadas é perfeitamente admissível, afinal, desde que o comunismo em má hora se infiltrou como um câncer no Brasil, sempre houve presença comunista nas FFAA, e em 1964 não era diferente... Todavia, sustentar que o Exército, a Marinha e a Aeronáutica estão total e completamente dominados pela ideologia marxista tão somente porque as três Forças recusam-se a intervir na Vida Política Nacional é, não apenas um exagero, mas, uma calúnia odiosa de uma direita raivosa e ressentida, que se recusa a encarar o fato de que estamos no Século XXI e não mais nos anos 50, onde a cada semana a UDN ia bater na Porta dos Quartéis. Os tempos são outros, felizmente.

Agora, também é uma deslavada mentira afirmar que o Regime Militar, que vigorou entre 1964 e  1985, fosse uma Ditadura. Certamente, tal Regime teve, como qualquer outro Regime Político no Mundo, suas qualidades e defeitos. Houve tortura, infelizmente, parece que sim, mas, não de forma institucionalizada como quer fazer crer a ridícula Comissão da Verdade, que vai dia a dia perdendo sua credibilidade junto à opinião pública, apesar do acompanhamento diário com que a imprensa argentário-marxista destaca seus trabalhos. É evidente que esta Comissão é um cala-boca dado aos marxistas, enquanto o Governo vai revitalizando as Forças Armadas.

Antes de encerrar: É possível que algum leitor deva se perguntar por que após tantos anos de abandono das FFAA, e mesmo com “cortes” oficiais no Orçamento da União, o atual Governo resolveu investir pesadamente na Indústria Bélica Nacional e no reequipamento do Exército, Marinha e Aeronáutica? É um fato historicamente concreto que a Indústria Armamentista alavanca a Economia de um País. Mas, será só isso? Um paliativo vigoroso para a crise econômica nacional? Ou saberá o nosso Governo de algo que, nós, os Brasileiros, ignoramos? Que o Brasil é um País de quase infinitos recursos naturais e que por isso atrai a cobiça das Grandes Potências, eu creio ser indiscutível. Recursos minerais ainda sendo superficialmente explorados, apesar de séculos de mineração. Recursos vegetais renováveis impressionantes. E não menos importante, num Mundo que vai ficando sem água potável: A maior Bacia Hidrográfica do Mundo, e, também, o maior Aquífero, o Guarani. E não podemos nos esquecer do Pré-Sal..., e isso para não alongar mais as referências.

O fato é que, enquanto uma direita que não saiu da Guerra Fria e  uma esquerda que pensa estar vivendo ainda nos “dez dias que abalaram o mundo”, ou seja, enquanto uns e outros vivem num Mundo de Ilusões, o Brasil vai sofrendo o cerco das Grandes Potências: Bases estadunidenses na Colômbia e Paraguai; bases inglesas em Ascenção (onde há também outra Base estadunidense) e nas Malvinas; base militar francesa em Monte Kuru, na Guiana; e em breve mais duas bases militares, uma russa na Patagônia e outra chinesa na Namíbia. Se alguém ainda não entendeu, eu serei claro: O Brasil está sendo cercado! Os Cinco Grandes, que venceram a Segunda Guerra Mundial e tem Direito de Veto na nunca suficientemente execrada ONU – China, Estados Unidos, França, Inglaterra e Rússia – estão preparando as condições objetivas para invadir o Brasil.

Que os Militares saibam que existem Brasileiros Patriotas que não se deixam guiar pelo canto de sereia vindo da direita ou da esquerda, e que estarão ao lado do Brasil e de suas Forças Armadas nos dias angustiosos que se avizinham.

Pelo Bem do Brasil!


Anauê!

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Breve resumo sobre a História do Manifesto de Outubro

MANIFESTO DE OUTUBRO

Breve Resumo Histórico
Sérgio de Vasconcellos

Em 24 de Fevereiro de 1932, no Salão Nobre do Jornal “A Razão”, na Rua José Bonifácio, em São Paulo, realiza-se uma reunião de intelectuais paulistas, convocada por Plínio Salgado, com a finalidade de criar uma organização, que partindo do estudo da realidade brasileira, estabelecesse uma orientação política segura, face ao caos que se instalara no País, após a Revolução de 30. Compareceram: Ataliba Nogueira, Cândido Motta Filho, Mário Graciotti, José de Almeida Camargo, Alpinolo Lopes Casale, José Maria Machado, Francisco Stela, Gabriel Vendomi de Barros, João Leães Sobrinho, Mário Zaroni, Fernando Callage, Iracy Igayara, Carvalho Pinto, Sebastião Pagano, Arlindo Veiga dos Santos, João de Oliveira Filho, James Alvim, Fausto Campos, Eduardo Rossi, Dutra da Silva e outros. Aprovada a criação da entidade pelos presentes, Plínio Salgado marcou para 12 de Março, a assembleia de fundação. Enquanto este pequeno  e  seleto   grupo  tomava  uma   decisão da qual brotaria o maior movimento de massas do Brasil republicano, a Ação Integralista Brasileira, naquele mesmo dia, um gigantesco comício, na Praça da Sé, com perto de 50 mil pessoas, organizado pela Liga Pró-Constituinte, preludiava à Revolução Constitucionalista.

             No dia 12 de Março de 1932, no Salão de Armas do Clube Português, de São Paulo, obtido graças à intervenção de Eurico Guedes de Araújo, ocorre a Assembleia de Fundação da Sociedade de Estudos Políticos – S.E.P. Mais de uma centena de pessoas compareceram: Alfredo Buzaid, Antonio de Toledo Piza, Rui de Arruda, Pimenta de Castro, Ângelo Simões de Arruda, Roland Corbisier Cavalcanti de Albuquerque, Francisco de Almeida Prado, Ernâni da Silva Bruno, Lauro Escorel, Almeida Salles, Rui Ferreira dos Santos, Waldir da Silva Prado, Luis Saia, os irmãos Ignácio e Goffredo da Silva Telles, Azib Buzaide e muitos outros. Plínio Salgado, Ex-deputado Estadual pelo Partido Republicano Paulista, jornalista profissional e romancista consagrado, assume a Presidência e abre a sessão com um discurso, do qual destaco a seguinte passagem:
             “Senhores, por toda a parte ouço a palavra revolução; de todos os lados nos chegam os écos de ingentes reclamos que, em meio à confusão dominante no País desde Outubro de 1930, apelam para o ‘espírito revolucionário’. Na verdade, tudo indica que o Brasil quer renovar-se, quer tomar posse de si mesmo, quer marchar resolutamente na História. Clama-se por justiça social e por uma mais humana distribuição dos bens; exige-se do Estado que intervenha, com poderes mais amplos, tendentes a moderar os excessos do individualismo e a atender aos interesses da coletividade. Neste momento, congrego-vos para estudarmos os problemas nacionais e traçarmos em conseqüência destes estudos, os rumos definitivos de uma política salvadora. No entanto, quero frisar, com a maior veemência, que procede das profundas convicções espiritualistas inspiradoras do meu pensamento e da minha ação, o seguinte: fala-se de revolução, pedem-se revoluções; pois bem: façamos as que forem necessárias à justiça humana e à saúde da Pátria, mas não nos esqueçamos um instante sequer dos intangíveis direitos da pessoa humana. Peço-vos, senhores, que havendo de reformar, de modificar, de revolucionar, tudo façais se assim vos ditar vossa consciência; mas por favor, meus amigos, não toquemos no Homem. O Homem é livre, Deus o fez livre e responsável, e o seu maior tesouro é a sua liberdade, a intangível expressão da sua própria consciência, o caráter que imprime ao que faz e ao que possui, o escudo com que se defende do arbítrio do Estado e da Coletividade e é constituído pelo grupos naturais em que se integra. Assim, repito-vos: não toquemos no Homem e na sua Liberdade”.

             Em seguida, Plínio Salgado, apresentou os nove princípios básicos que norteariam os estudos e ações da S.E.P., que são:
            “- Somos pela unidade da Nação.
            “- Somos pela expressão de todas as suas forças produtoras no Estado.
         “- Somos pela implantação do princípio da autoridade, desde que ele traduza forças reais e diretas dos agentes da produção material, intelectual e da expressão moral do nosso povo.
            “- Somos pela consulta das tradições históricas e das circunstâncias geográficas, climatéricas e econômicas que distinguem nosso país.
            “- Somos por um programa de coordenação de todas as classes produtoras.
            “- Somos por um ideal de justiça humana, que realize o máximo de aproveitamento dos meios de produção, em benefício de todos, sem atentar contra o princípio da propriedade, ferido tanto pelo socialismo, como pelo democratismo, nas expressões que aquele dá à coletividade e este ao indivíduo.
             “- Somos contrários a toda tirania exercida pelo Estado contra o Indivíduo e as suas projeções morais; somos contra a tirania dos Indivíduos contra a ação do Estado e os superiores interesses da Nação.

             “- Somos contrários a todas  as doutrinas que pretendem criar privilégios de raças, de classes, de indivíduos, grupos financeiros ou partidários, mantenedores de oligarquias econômicas ou políticas.
             “- Somos pela afirmação do pensamento político brasileiro baseado nas realidades da terra, nas circunstâncias do mundo contemporâneo, nas superiores finalidades do Homem e no aproveitamento das conquistas científicas e técnicas do nosso século.”
            Tais Princípios Básicos foram aprovados pela unanimidade dos presentes.

            A S.E.P. passa a funcionar regularmente na mencionada Sala de Armas do Clube Português de São Paulo (na Av. São João, esquina com Anhangabaú, hoje, Av. Prestes Maia), que fora emprestada para tal fim, por intermediação de José Maria Machado. Imediatamente, Plínio Salgado cria uma série de comissões e subcomissões de estudos, indicando seus membros de acordo com as vocações pessoais. As comissões reuniam-se diariamente e, duas ou três vezes por semana, realizavam-se sessões plenárias.

             Na Assembleia de 06 de Maio de 1932, diante dos excelentes resultados das comissões, Plínio Salgado propõe a criação de uma seção, que teria a finalidade de difundir, em linguagem simples, as novas Ideias, buscando criar uma consciência popular. Eis um trecho da Ata:
             “Expondo em rápidas palavras a grave situação que o país atravessa, o sr. presidente propôs que se organizasse, subordinada e paralela à S.E.P., uma campanha de ação prática, no sentido de se infiltrar em todas as classes sociais o programa político as S.E.P., decorrente de seus princípios fundamentais. Essa campanha seria denominada ‘Ação Integralista Brasileira’. Essa proposta foi unanimemente aprovada.”

            Mas, Plínio Salgado vai mais longe e propõe a elaboração de um Manifesto, o que também é aprovado, nomeando-se uma comissão para a sua redação, assim constituída: Motta Filho, Almeida Camargo, Ataliba Nogueira e Plínio Salgado, que foi designado Relator.

Enquanto  a  S.E.P.  prosseguia   no seu trabalho eminentemente  construtivo, paralelamente,   a insatisfação   dos  paulistas  com  o novo regime, aumentava  dia  a  dia. Tudo  indicava  que  Vargas pretendia  manter  o     chamado  ‘Governo Discricionário’, indefinidamente...

Em   23   de  Maio  de  1932,   à  noite,  o descontentamento   popular   atingiu   o    auge,  uma multidão   dirige-se    à  sede  do  Jornal   “A  Razão”, empastelando-o;    então,    ainda  não   saciada   de destruição,    a    massa    dirige-se para    a    Legião Revolucionária   de  São   Paulo,  tentando  invadir  e incendiar   sua  sede,    começa  uma batalha de rua,  tornada     mais    brutal   com   a   chegada  da  força  pública.     Terminado,  na  madrugada,  o  conflito,  o resultado fora, centenas de feridos e quatro estudantes mortos: Mário Martins de Almeida, Euclydes Bueno Miragaia, Dráusio Marcondes de Sousa e Antonio Américo de Camargo Andrade. Das iniciais dos nomes destes quatro jovens sacrificados, formou-se aquela sigla simbólica célebre – MMDC -, que viria a ser utilizada pelos revolucionários paulistas.

Do incêndio ateado no “A Razão” – que era dirigido por Plínio Salgado -, escaparam, milagrosamente incólumes, uma mesa e uma estante, justamente as que abrigavam os fichários e arquivos da S.E.P. e da Ação Integralista Brasileira. Podendo, assim, Plínio Salgado continuar sua obra de arregimentação das novas inteligências brasileiras.

Em Junho, a S.E.P. fez duas reuniões. Na primeira, Plínio Salgado leu o anteprojeto do Manifesto, que elaborara, em fins de Maio. Cópias datilografadas foram distribuídas a todos os associados, para que lessem e trouxessem na próxima reunião, suas propostas de melhoria do texto, acréscimos, emendas, etc. No segundo encontro daquele mês, o Manifesto de Outubro foi aprovado, quase sem modificações. A intenção era lançá-lo imediatamente, mas, Motta Filho e Almeida Camargo, insistiram que a publicação fosse adiada, pois, o momento não era oportuno, a revolução era iminente.

De fato, em 09 de Julho, inicia-se a Revolução Constitucionalista. Todas as reuniões da S.E.P. foram suspensas. Naquela ocasião, Plínio Salgado, reunido com um pequeno grupo, declarou:
“Que cada um cumpra o seu dever neste momento em que o Estado de São Paulo se encontra em armas: eu guardarei este documento para, quando terminar este trágico episódio da nossa História, vir com ele, porque talvez seja um  instrumento de salvação.”

Em 03 de Outubro de 1932, terminava a Revolução Paulista. Um grupo – Eurico Guedes de Araújo, Iracy Igayara, Alpinolo Lopes Casale, Antonio de Toledo Piza, Manoel Pinto da Silva, Lauro Pedroso -, que naqueles conturbados dias, frequentava a casa de Plínio Salgado, findo o conflito, concordara que era a hora de imprimir o Manifesto. Lauro Pedroso encarregou-se de mandá-lo para a gráfica, mas, não tinha como pagar a impressão... Então, Plínio Salgado. Iracy Igayara, Eurico Guedes da Fontoura e Alpinolo Lopes Casale, quotizaram-se, levantando 200$, e propondo pagar o restante a prestações, a tipografia aceitou e entregou os Manifestos na tarde de 06 de Outubro.

No dia seguinte, 07 de Outubro de 1932, à tarde e a noite, às escondidas numa sala da Secretaria de Segurança Pública, na mesa de trabalho de Eurico Guedes de Araújo, Plínio Salgado endereçou pessoalmente centenas de envelopes, nos quais o Manifesto seria remetido a todo o País, a distribuição na própria cidade de São Paulo foi feita por membros da S.E.P. Eis a razão pela qual, o documento de fundação do Integralismo, redigido em Maio, aprovado em Junho, veio a chamar-se “Manifesto de Outubro”.