sábado, 21 de setembro de 2013

Breves reflexões sobre o alcance real das Redes Sociais.

Sérgio de Vasconcellos

Foram um fiasco as últimas convocações para as manifestações de 07 e de 17 de Setembro, onde só apareceram os subversivos depredadores do patrimônio público e privado, com suas reivindicações antipatrióticas. A parcela sadia da população ausentou-se quase totalmente. Por quê? Por que várias dezenas de milhares de Brasileiros atendiam espontaneamente os chamados das Redes Sociais e agora não?

Certamente, a presença deletéria de grupos anarquistas, comunistas e de mercenários assalariados pelos sindicatos controlados pelo PT, com a violência propositadamente utilizada nas manifestações afastaram todos aqueles que sinceramente vinham lutar por um Brasil melhor e que não estavam dispostos a compactuar com traidores da Pátria.

Parece evidente que a violência praticada foi planejada e executada precisamente com a finalidade de afastar a população ordeira dos atos de protesto, ficando apenas os grupos de esquerda, com suas propostas totalmente desvinculadas dos verdadeiros anseios da População Brasileira sendo, então, apresentadas pelos meios de comunicação como as legítimas reivindicações do Povo Brasileiro. Uma farsa montada graças ao acumpliciamento de argentários e marxistas.

Mas, sejamos francos, isto pode quando muito explicar o esvaziamento dos atos convocados pela Internet, mas, não elucida o absenteísmo generalizado do nosso Povo.

Na verdade, os atos de protesto que foram considerados um sucesso e que comprovariam a “força” das Redes Sociais foram de um resultado decepcionante se as compararmos com outras. Vejamos uns poucos exemplos.

Em 1º de Agosto de 1937, a Acção Integralista Brasileira colocou 50.000 Brasileiros desfilando em perfeita ordem nas ruas do Rio de Janeiro (da Praça Mauá até o Largo do Machado), então Capital da República.

Na década de 60, as Marchas da Família levaram mais de um milhão as ruas, em São Paulo e no Rio de Janeiro, numa demonstração de total insatisfação com o Governo filo-marxista do sr. João Goulart.

Na década de 80, as “Diretas Já” puseram quase um milhão de pessoas na Avenida Presidente Vargas, aqui no Rio.

Recentemente, o Governador Sérgio Cabral, quando ainda dispunha de apoio irrestrito da mídia, reuniu cerca de 500.000 na Avenida Rio Branco, pró-defesa dos “royalties” do Petróleo.

Perto destes números, o que conseguiram as Redes Sociais foi um resultado pífio. Portanto, é hora de os organizadores e difusores de tais atos públicos reavaliarem o alcance real e verdadeiro das Redes Sociais e da Internet como um todo, pois, ação política se faz a partir de planejamento concreto e não de fantasias. Não adianta convocar um “evento” pelas Redes Sociais e ficar “torcendo” para que as pessoas compareçam... e depois ficar reclamando que ninguém deu as caras.

Pelo Bem do Brasil!


Anauê!

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

INTEGRALISMO?

Sérgio de Vasconcellos

Integralismo?

É possível que o Leitor não saiba o que seja. Talvez porque acredite que a política se reduz ao chamado “jogo democrático” e ao liberalismo; talvez porque ainda creia que o “mundo marcha para o socialismo” e só reconheça como válida a ideologia marxista (com suas variantes); ou, ainda, porque não entenda nada de Política e mesmo não se interesse pelo assunto.

Mas, agora inteirado que existe em Política algo denominado “Integralismo”, algum Leitor perguntará: O que é Integralismo?

Buscando responder, tal Leitor vai topar com o que “todo mundo sabe”, isto é, que o Integralismo é nazismo, fascismo, totalitarismo, antidemocrático, racista, guarda pretoriana do liberalismo, que está a serviço do capitalismo, etc.; se continuar com a pesquisa vai encontrar a opinião menos comum de que o Integralismo é socialista, comunista, contra a propriedade privada, contra a livre iniciativa, etc. Ora, diante de respostas tão díspares e até contraditórias, aquele  Leitor inteligente observará judiciosamente que, primeiro, tais opiniões por se originarem de anti-Integralistas são tendenciosas, preconceituosas; e, segundo, que a honestidade intelectual exige que se busque a resposta sobre o que é o Integralismo com os próprios Integralistas, única maneira de conseguir um ponto de vista autônomo e não parcial.

Se, então, for procurar a Literatura Integralista nas Livrarias, não a encontrará. No entanto, existem títulos Integralistas sendo ofertados pela Internet e publicados por Editoras independentes. Se este Leitor hipotético for um espírito atilado, perguntar-se-á: Mas, o Integralismo não é pró-capitalista, então, por que empresas capitalistas (editoras, distribuidoras e livrarias), não comercializam seus Livros? E mais, livros comunistas, anarquistas, etc. são abertamente vendidos no Mercado Livreiro, e se o Integralismo é de esquerda, como dizem alguns, por que não estão sendo vendidos em pé de igualdade com literatura vermelha? Só estas duas interrogações já são suficientes para deixar um Leitor inteligente com a pulga atrás da orelha.

Diante da dificuldade de encontrar os Livros do Sigma nas livrarias convencionais, enquanto não chegam os Livros que comprou no Mercado Virtual dos Livros, este meu Leitor inteligente percorrerá a Internet e encontrará – finalmente! – respostas satisfatórias dos próprios Integralistas as suas dúvidas:

- O Integralismo é liberal?
“A liberal democracia”, de Plínio Salgado:

- O Integralismo é fascista e nazista?
“O Integralismo e o hitlerismo na colônia”, de Mário F. Medeiros:

“Integralismo – nazismo – fascismo”, de Gustavo Barroso:

“Nazismo, fascismo, racismo”, de Maria Amélia Salgado Loureiro:

“Integralismo”, documento com diversos signatários:

“O Integralismo é fascismo?”, de Victor Emanuel Vilela Barbuy:

“Ismos”, de Sérgio de Vasconcellos:

“Os Corporativismos Integralista e fascista na Obra “O Estado Moderno” de Miguel Reale”, de Sérgio de Vasconcellos:

“Posição Oficial da F.I.B.: Neonazismo no Brasil”, de Victor Emanuel Vilela Barbuy:

“O Integralismo é igual ao nazi-fascismo?”, de Victor Emanuel Vilela Barbuy:

- O Integralismo é totalitário e antidemocrático?
“Estado totalitário e Estado Integral”, de Plínio Salgado:

“Democracia Orgânica”, publicação do Partido de Representação Popular – P.R.P.:

“Democracia Orgânica”, de Maria Amélia Salgado Loureiro”;

“O que é a Democracia Orgânica”, de Luiz Gonçalves Alonso Ferreira:

“O Brasil e a Democracia”, de Victor Emanuel Vilela Barbuy:

- O Integralismo é racista e antissemita?
“Trechos de uma Carta”, de Plínio Salgado:

“O Negro e o Integralismo”, de Victor Emanuel Vilela Barbuy:

“Manifesto de 13 de Maio”, de Victor Emanuel Vilela Barbuy:

“Os racistas e seu ódio ao Integralismo”, de Sérgio de Vasconcellos:

“Gustavo Barroso, racista?”, de Sérgio de Vasconcellos:

“O Integralismo foi o introdutor do antissemitismo no Brasil?”, de Sérgio de Vasconcellos:

“Reflexões na Morte de Abdias do Nascimento”, de Victor Emanuel Vilela Barbuy:

- O Integralismo é capitalista?
“Capitalismo “versus” comunismo”, de Gustavo Barroso:

“O Brasil – Eterna Colônia de Banqueiros?”, de Marcelo Silveira:

“Integralismo e capitalismo”, de Sérgio de Vasconcellos:

- O Integralismo é contra a propriedade e iniciativa privadas?
“Capitalismo – Propriedade – Burguesia”, de Gustavo Barroso:

- O Integralismo é comunista?
“Comunismo e Integralismo”, de Gustavo Barroso:

“Marx está Morto!”, de Victor Emanuel Vilela Barbuy:

- O Integralismo é Católico?
“Integralismo e Religião”, de Sérgio de Vasconcellos:

“Catolicismo e Integralismo”, de Sérgio de Vasconcellos:

“Deus no Integralismo”, de Sérgio de Vasconcellos:

“O Integralismo e as Religiões”, de Sérgio de Vasconcellos:

- O Integralismo é de “direita”?
“Verdades da “direita” e da “esquerda”, de Plínio Salgado":

“Direitas” e “esquerdas”, de Plínio Salgado:

“As duas faces de Satanás”, de Plínio Salgado:

Os  trinta e cinco “links” relacionados acima são uma pequeníssima parcela do vasto material histórico, doutrinal e conjuntural que está exposto hoje na Internet e disponível ao que possua ou possa acessar um Computador. São textos elaborados da década de 30 aos nossos dias, e que, não somente explicam o que é de fato o Integralismo, mas, demonstram de forma cabal a perfeita unidade do Pensamento Integralista ao longo de seus mais de oitenta anos de existência do Movimento. Espero que estas poucas indicações além de responder as dúvidas do meu Leitor Inteligente, também o estimulem a prosseguir nos estudos da Doutrina do Integralismo.

Pelo Bem do Brasil!


Anauê! 

sábado, 10 de agosto de 2013

Os Integralistas nas recentes Manifestações Populares

Sérgio de Vasconcellos

A indignação generalizada que se apossou da População Brasileira resultou nas Jornadas de Protesto que explodiram por todo o Território Nacional. Este momentoso episódio foi bem tratado pelo Companheiro Eduardo Ferraz em Resposta a uma Crise”, e a justificação e finalidade da presença Integralista foram expostas no “Um fantasma ronda o Brasil”, do Companheiro Victor Emanuel Vilela Barbui, e ainda em “Nós, os partidos e o governo”.

Não me aventurarei aqui a empreender a avaliação da nossa participação, pois, se e quando for feita, o será pela Direção Nacional da Frente Integralista Brasileira, que dispõe dos elementos mais exatos para a elaboração de tal relatório. No entanto, a todos os que estavam presentes aos Atos de Protesto ou que os acompanharam pelas Redes Virtuais, certamente não passou despercebida à ação do nosso Movimento. Particularmente no caráter apartidário das Manifestações pressente-se a inspiração do Sigma, bem como no esvaziamento das tentativas de esquerdização dos Atos. Não apenas fisicamente, mas, também virtualmente foi perceptível aos mais atentos a influência Integralista na orientação geral ou específica das Manifestações e na pauta das reivindicações populares que abrangiam uma gama vasta, numa clara demonstração de que as atuais instituições políticas não representam de fato as Forças Vivas da Nação.

Infelizmente, muitos elementos desclassificados e indivíduos e grupos de esquerda, particularmente, os anarquistas, em muitas ocasiões, infiltraram-se nos protestos e entregaram-se a atos de banditismo (com uso de chacos, armas brancas, pedras, porretes, etc.) e terrorismo (coquetéis molotov, incêndios e depredações propositais de bens públicos e privados), que foram habilmente explorados pela grande mídia (falada, escrita e televisada), que destacava os poucos minutos de subversão e minimizava as várias horas de manifestação pacífica das legítimas reivindicações do Povo Brasileiro.

No apagar das luzes das Jornadas Populares, o Governo comunista que infelicita a Nação, resolveu tomar uma carona nas mesmas, e através das Centrais Sindicais, convocaram-se atos no Rio e São Paulo, que foram um retumbante fracasso (apesar de pagar-se R$70,00 de diária a “manifestantes”, com direito a farta distribuição de sanduíches). Tal fracasso, em grande parte, também pode ser atribuído ao alerta geral que os Integralistas emitiram pelas Redes Sociais – eis um exemplo, “A Falsa Greve”  -, que impediu que Brasileiros Patriotas se tornassem massa de manobra da esquerda apátrida.

Todavia, se a tentativa de apossar-se diretamente das Manifestações não deu resultado, a política de afastar os elementos ordeiros e as reivindicações sérias através do confronto e da violência funcionou maravilhosamente. Aqui no Rio, o asqueroso Governador Sérgio Cabral mandava a Polícia perseguir, espancar e até prender manifestantes pacíficos, enquanto deixava incólume o bando de desordeiros do anonymous, bloks, ninjas, etc., sempre preparados para a “ação direta” em outros protestos. Agindo assim, com acumpliciamento dos meios de comunicação de massa, que assinalavam com requintes e detalhes as violências praticadas, afastaram-se os manifestantes autênticos. Consequentemente, no momento em que escrevo estas linhas, os atos de protesto, pelo menos nos grandes centros, foram monopolizados pelos traidores da Pátria, que desfilam impunemente suas Bandeiras Vermelhas, fazendo exigências inteiramente alheias aos verdadeiros anseios da Nação Brasileira.

Ressalto, entretanto, que o volume de comparecimentos aos atos controlados pela camarilha marxista que governa o Brasil é mínimo, o que indica que o discurso esquerdista tem pouca ressonância, e sua popularidade demonstrada pela chegada do PT ao Poder, está em marcha ré, apesar de dispor e usar de todos os meios de comunicação. Como esta caterva não é democrática e o seu método de instalar a Ditadura do Proletariado em doses homeopáticas não está mais dando certo, só lhe restará o Golpe. Que todos os Integralistas e demais Brasileiros Patriotas fiquem atentos e preparados para a reação, caso os marxistas queiram fixar-se definitivamente no Poder pela Violência. Aliás, pergunto, será que devemos esperar?

Anauê!

domingo, 23 de junho de 2013

Nós, os Partidos e o Governo

Sérgio de Vasconcellos

Em face das recentes manifestações populares em mais de oitenta Cidades Brasileiras, inclusive, diversas Capitais, alguns comunistas descobriram estarrecidos que o Integralismo ainda existe, é atuante e está por trás dos protestos, que as reivindicações eram uma cortina de fumaça para encobrir o verdadeiro objetivo, que é a derrubada do Governo e a implantação de uma ditadura. Tais exageradas afirmações só podem provocar sonoras gargalhadas, não apenas aos próprios Integralistas, mas, a toda a parcela minimamente pensante da Opinião Pública.

Os blogs e “sites” comunistas têm exagerado sobre a participação sigmática nas manifestações e errado completamente as nossas intenções. Vamos tentar aqui estabelecer a Verdade dos fatos.

Com relação aos objetivos que colimamos evidentemente que estes não podem discrepar do que temos proposto à Nação Brasileira em nossos Oitenta Anos de História, pois, caso contrário, estaríamos nos descaracterizando doutrinariamente. Ora, o Integralismo alguma vez se propôs derrubar qualquer Governo legítimo? O Integralismo defendeu a instauração de uma ditadura entre nós?

Desde o Manifesto de Outubro, o Integralismo condenou a tomada do Poder pela violência. Esta sempre foi a posição do Sigma, o que não significa permanecermos inermes diante dos descalabros de um Governo lasso,  e ainda recentemente reproduzi o parecer de um Líder Integralista, o renomado Jurista Goffredo da Silva Telles Júnior, em que fica isto bem estabelecido. Em relação às ditaduras, o Chefe foi claro: Somos totalmente contrários a qualquer forma de ditadura (civil ou militar) e a mesma condenação é dirigida aos Estados totalitários. Portanto, é inteiramente improcedente tal acusação. Na Verdade, o Estado Integral, que é a Nação Moral, Política e Economicamente organizada, ampliará a captação da Vontade Popular através da instauração da Democracia Orgânica, em que vigorará um voto de qualidade, o “voto poli corporativo”, na feliz expressão do Companheiro Baruch BenTzion. (1)

E quanto à presença de Integralistas nos atos de protesto? Sim, há participação dos Camisas Verdes, o que só pode surpreender os desavisados, aos que não acompanham o noticiário político. Desde a sua fundação em 25 de Janeiro de 2005, a Frente Integralista Brasileira – FIB -, lenta e gradativamente foi ganhando as ruas, fruto de um bem planejado trabalho de reinserção do Movimento na Vida Política Nacional. Assim, compreende-se sua apresentação de forma marcante nas mais diversas manifestações ao longo destes anos e de forma intensa nos últimos meses.

Vejam ainda que, sendo um Movimento Cívico, Social e Cultural, não um Partido, o Integralismo não poderia ter sua presença obstaculizada – como o tiveram todos os partidos comunistas e burgueses, muitos dos quais tiveram suas bandeiras rasgadas ou queimadas -, pelo contrário, só o Integralismo, com o seu apelo de união e soma das forças nacionais, poderia argamassar e integralizar todas as correntes que atenderam ao chamado da Pátria.

Por tudo o que acabamos de dizer, conclui-se que o Integralismo, sustentando os Ideais de Pluralismo e Liberdade, está legítima e coerentemente participando deste gigantesco esforço popular por um Brasil Grande.

Pelo Bem do Brasil!

Anauê!

Obs.: O Título deste Artigo é o mesmo do Capítulo 5º do Manifesto de Outubro que sintetiza perfeitamente o que pretendem os Integralistas que estão participando das manifestações populares em todo o País.
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Nota:
(1) Sobre tudo o que estamos afirmando existe abundante material hoje na Internet, o que não justifica, portanto, a ignorância crassa de muitos sobre o Integralismo. A título de comprovação indico os seguintes Artigos:




“Os Corporativismos Integralista e fascista na Obra “O Estado Moderno” de Miguel Reale”, http://integralismo.blogspot.com.br/2010/06/os-corporativismos-integralista-e.html

“O que Pensamos das conspirações e da politicagem de grupos e facções”, http://integralismohistoriaedoutrina.blogspot.com.br/2011/03/o-que-pensamos-das-conspiracoes-e-da.html



“Concepção Integral do Estado e do Direito em Miguel Reale”, http://victoremanuelvilelabarbu.blogspot.com.br/2011/09/concepcao-integral-do-estado-e-do.html







sexta-feira, 3 de maio de 2013

A PUTREFAÇÃO DO REGIME


Explicação necessária: Este Artigo foi originalmente escrito para ser publicado no Portal Oficial da Frente Integralista Brasileira, mas, por razões de ordem técnica, não foi publicado e perdeu assim a ocasião. Divulgo-o agora apenas como o registro de uma opinião num determinado momento da História Política Nacional. Obs.: O Artigo acabou também sendo publicado no Portal da FIB: http://www.integralismo.org.br/?cont=911&vis=  .

A PUTREFAÇÃO DO REGIME.


Sérgio de Vasconcellos.

Todos acompanharam o famoso Julgamento do Mensalão no Supremo.  Creio que a primeira impressão de muitos é que estamos vendo apenas a famosa ponta do iceberg, que muito mais podridão existe e que este bombástico Julgamento não passa de um boi de piranha, criado para dar a falsa impressão de que se está combatendo a corrupção. Evidentemente, muito tem sido escrito e falado nos meios de comunicação, inclusive, os virtuais, onde, aliás, encontramos algumas abordagens autônomas, originais e não controladas pelo Poder Econômico que, como sabemos, manipula a opinião pública pelos grandes meios de comunicação de massa. Entre os exames independentes do Mensalão e o seu Julgamento espetaculoso não posso deixar de apontar e recomendar a Leitura de dois magníficos Artigos, o do Companheiro Lucas Sequeira Cardeal, “A Ginástica do Mensalão” ,  e o do Companheiro Leonardo Henrique Simões Matos, “Mensalão e a Crise de Representatividade na Democracia Liberal” ,  que expõem sintética e cristalinamente os fatos.

Curiosamente, a expressão “atentado à democracia” tem sido usada por todos os que comentaram o rumoroso caso, tanto pelos que minimizam a responsabilidade do PT e do Ex-presidente Luís Inácio, quanto pelos que carregam nas tintas da acusação. Sim! Vozes se levantaram – e não poucas - para acusar o Julgamento do Mensalão como antidemocrático, como Luiz Carlos Bresser Pereira, o comunista que foi Ministro do filo-comunista José Sarney e do apátrida Fernando Henrique Cardoso; Deputado André Vargas (PT-PR), Senador Jorge Viana (PT-AC), o jornalista Paulo Henrique Amorim (que durante anos foi servo fidelíssimo da Globo e que agora vomita no prato em que sempre se banqueteou...); etc. Do outro lado do rio, os que sustentam que o Mensalão é antidemocrático, que foi uma tentativa de golpe, etc., mas, ficam por aí, em generalidades, o que é típico dos budas engravatados do demo-liberalismo, e cujos nomes nos dispensamos da desagradável tarefa de mencionar.

Como Integralista, encaro o acontecimento de um ponto de vista distinto das opiniões correntes. Com toda a razão, o Companheiro Marco Stella, em uma de suas “Notas”, Os Mensaleiros atentaram à Democracia , chamou a atenção de que desde o início nunca houve a acusação formal de “atentado à democracia”. Realmente, além das menções genéricas de praxe em tais pantomimas, os réus terminaram punidos tão somente por corrupção, enquanto o crime de lesa-democracia só é referido em tropos demagógicos por políticos, jornalistas, cientistas políticos, pseudo-intelectuais e outros arautos do “status quo” demo-liberal, que não tem coragem de ir às últimas consequências de tal acusação.

Entendo que o episódio é muito mais grave que a corrupção ativa ou passiva pela qual foram condenados os réus no STF, isto é, também o vejo como um “atentado à Democracia”, porém,  não superficialmente como o fazem os pequenos burgueses de direita, mas, radicalmente, pois, como dizia o nosso Chefe, Plínio Salgado, na antevéspera do Estado Novo, no seu famoso discurso “Salvemos a Democracia!”(1), não há dentro da liberal democracia outro mecanismo para a captação da vontade popular que os Partidos e se estes forem simplesmente eliminados, sem que outro instrumento de tal captação venha  a substituí-los (como as Corporações), estaremos em vias de implantação de uma ditadura ou de um Estado totalitário. Ora, ao comprar votos dos mais variados Partidos para a aprovação no Congresso dos Projetos situacionistas, o Partido que está no Poder destruiu de fato o pluripartidarismo, acabou com a legitimidade de todo o processo representativo.

Falou-se muito do suposto cunho “emblemático” da Ação Penal 470, mais conhecida como “julgamento do Mensalão”. Nada houve de emblemático, e, sim, de comédia  ridícula, em que os membros do Supremo se portaram como atores canastrões. E os réus poderiam muito bem ter parafraseado aquele personagem de programa humorístico antigo dizendo: Somente nós? Uma parcela da opinião pública, aquela que não se deixa controlar pela mídia capitalista, tem razão em acreditar  que, como disse no início, apreciamos apenas a ponta do iceberg, que a deterioração política é mais vasta e profunda e que todos os Poderes da República (Executivo, Legislativo e Judiciário) estão quase totalmente afundados no atoleiro. Alguém supor que a condenação de meia dúzia de safados – que ainda tem direito de recorrer das sentenças! – porá fim ao descalabro em que naufraga o País, não é apenas ingenuidade, é estupidez mesmo. Infelizmente, pelos resultados das últimas eleições há muita gente estúpida no Brasil, abstraindo da problemática das Urnas Eletrônicas, que abordarei em outra oportunidade. E mais: Espantosamente, NINGUÉM ainda colocou em dúvida a legitimidade de qualquer legislação aprovada por congressistas corruptos. O Ministério Público até onde saibamos não está investigando os “reais” fundamentos da restante e extensa “base aliada” que dá sustentação ao Governo. Este silêncio mostra a cumplicidade entre a direita e a esquerda, que pretendem continuar manobrando atrás de uma fachada democrática. Nós, Integralistas, denunciamos a falsa vida política nacional desde a década de 30(2), e por isto, não seremos cúmplices silenciosos deste crime contra a Democracia perpetrado por políticos corruptos e corruptores que protagonizaram o lamentável episódio.

Num outro contexto histórico, menos grave que o atual, o nosso saudoso Companheiro e Jurista nacional e internacionalmente conhecido, o Prof. Goffredo da Silva Telles Júnior assim se manifestou:
“O fundamento da autoridade de um governo reside na convicção de que uma ideia deve ser realizada e de que o governo é o instrumento dessa  realização. A referida autoridade será legítima, portanto, se houver adequação da atividade do governo aos seus fins; mas, se o governo, proclamando sua alforria, se desviar dos fins para que foi criado, aquela mesma convicção, que era a prova de sua legitimidade, volta-se contra ele, para destruí-lo.
“Pode suceder que um chefe, divorciado da ideia constitucional da sociedade, conquiste o governo e se imponha pelas armas; pode suceder, também, que um governo legitimamente constituído seja arrastado por apetites inconfessáveis e, em consequência, manumite-se da ideia de que procede. Tais governos promulgarão ordens jurídicas em desacordo com as aspirações profundas da sociedade e manterão o equilíbrio social por meio da força e da corrupção. Nestes casos, o poder é substituído pelo arbítrio, a fidelidade pela violência. O problema que então se coloca, cifra-se na seguinte pergunta: Será legítima a resistência violenta a tais governos, por parte dos governados?”(3).

Eis a pergunta que endereço hoje aos Políticos, Magistrados, Militares, Professores, Estudantes, Trabalhadores, enfim, a todos aqueles Brasileiros que ainda amam o Brasil e o querem verdadeiramente Democrático: Este Regime podre deve ainda ser mantido?

Pelo Bem do Brasil!
Anauê!

NOTAS:
1 – SALGADO, Plínio. O Integralismo perante a Nação. 4. ed. São Paulo: Editora das Américas, 1955; pág. 179 e seguintes.
2 – Manifesto de Outubro. São Paulo: Voz do Oeste, 1982; p. 9.
3 – TELLES JR., Goffredo da Silva. O Regime está podre! In “A Cultura”, Fortaleza, Ano II, Setembro de 1956, Nº 17, pág. 1.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Mais um texto anti-Integralista mascarado de estudo acadêmico.

Sérgio de Vasconcellos

Prezados Companheiros.

Fui avisado pelo Companheiro Marcelo Silveira – sempre bem informado – da existência deste Artigo. O  Autor, infelizmente, labora nos velhos equívocos históricos e doutrinários de sempre. Vejamos:

1º) O Integralismo NUNCA se assumiu como Movimento fascista durante a década de 30, e a única fonte que ele indica, o Livro “O Integralismo e o Mundo”, de Gustavo Barroso, não afirma tal coisa, o que nos leva a crer que o “pesquisador” tresleu a Obra, se é que a leu verdadeiramente... Eis o que escreveu de fato, impresso em boa letra de forma, perfeitamente compreensível para os que não são analfabetos funcionais o sempre injustiçado Gustavo Barroso: "Integralismo - nazismo - fascismo".

2º) A ABC não teve vida efêmera, porque não teve vida alguma, o Estado Novo jamais autorizou o funcionamento de tal Organização, tendo ficado o Movimento Integralista na sua maior parte na clandestinidade, apenas criando outras Organizações devidamente registradas para dar respaldo legal a ações setoriais, como, por exemplo, o Apollo Sport Club, o Auxílio às Famílias Empobrecidas (apelidada internamente de “Socorro Verde”), a Cruzada Juvenil da Boa Imprensa, etc.

3º) O Integralismo não se transformou em Partido por nenhuma decisão tomada no 2º Congresso Nacional da AIB, em Petrópolis, em 1935. Desde que o boçal do Hélgio Trindade afirmou naquele lixo que é o Livro dele tal inverdade, todo mundo sai repetindo esta bobagem. Já em 1933, logo após o Registro do seu 1º Estatuto como sociedade civil, a AIB entrou com um Pedido solicitando seu Registro como Partido Político. Por conta de exigências da Justiça Eleitoral é que foram feitas alterações nos Estatutos, tanto no 1º Congresso, em Vitória (1934), quanto no 2º já citado. A famosa 1ª Marcha Integralista foi para comemorar o lançamento da Candidatura de um Integralista à Constituinte, que não se elegeu infelizmente. O único Deputado Federal Integralista naquele período foi o Companheiro Jeová Mota, eleito pelo Ceará, pela Legião Cearense do Trabalho.

4º) Sobre o periódico “Renovação Nacional” e a Cruzada de Renovação Nacional, cabe esclarecer: O Jornal “Renovação Nacional” não surgiu em 1978, mas, em 1968; a Cruzada de Renovação Nacional foi fundada em 20 de Fevereiro de 1970 por Jáder Araújo de Medeiros, que já era Presidente da União Operária e Camponesa do Brasil – fundada na década de 50 -, e que a partir de 1971 passou a publicar o periódico “Renovação Trabalhista”. Quanto ao médium, o saudoso Companheiro Jáder era Espírita e, de fato, UMA VEZ POR ANO, recebia por intermédio de um psicógrafo comunicações que seriam de Plínio Salgado e que ele mostrava aqueles Companheiros que fossem Espíritas e que manifestassem interesse. JAMAIS o Companheiro Jáder Araújo de Medeiros orientou suas ações Políticas por tais Psicografias, cujo conteúdo era espiritual segundo ele mesmo sempre me dizia, quando muito, falando do futuro grandioso do Brasil, e nada mais. Portanto, é má fé e uma tentativa repugnante de desrespeitar uma Religião esta leviana acusação. Mas, o que esperar de outro boçal comunista como este tal Calil?

5º) A Casa de Plínio Salgado não foi fundada apenas por águias brancas e perrepistas, mas, também, por Militantes da Velha Guarda, e outros bem mais novos na época, como eu, que nunca fui da antiga AIB, do PRP, nem Águia Branca, e que estive presente na Fundação. Esta Márcia Carneiro é outra que não entende patavina de Integralismo e teima em continuar escrevendo sobre o que não conhece.

6º) A nova AIB não foi registrada em nome do Companheiro Anésio de Lara Campos Júnior, mas, como sociedade civil. O seu primeiro Estatuto, considerado provisório, foi datilografado lá em casa pelo Companheiro Anésio e além de nós dois, teve também a assinatura de minha saudosa Mãe, Iracema Lopes de Vasconcellos. Portanto, não se tratava de propriedade privada do Companheiro Anésio como idiotamente supõe o Autor.

7º) O Dreyffus é outro boçal. O Partido de Ação Nacional, fundado pelo brilhante Companheiro Rômulo Augusto Romero Fontes, não teve qualquer relação oficial ou oficiosa com a nova Ação Integralista Brasileira. Quando muito, alguns de seus integrantes também faziam parte da nova AIB e o seu periódico, o Ação Nacional, veiculava noticiário sobre a nova Ação Integralista Brasileira, mas, isto também o fazia a imprensa burguesa (Jornal do Brasil, O Globo, etc.).

8º) O PAN jamais foi financiado pela tal Causa. Os comunistas sempre com esta velha ladainha que nós Integralistas recebemos dinheiro de fora. Como eles são traidores da Pátria, julgam os outros por eles mesmos.

9º) A não efetivação do PAI – Partido de Ação Integralista -, nada tem com uma suposta resistência à liderança do Companheiro Anésio, simplesmente porque ele não era mais Presidente naquela ocasião, mas, o saudoso Companheiro Sebastião Cavalcante de Almeida, que não ficou efemeramente no cargo, mas, por longo tempo, sendo substituído pelo Companheiro Ubiratan Pimentel da Silva, que é o seu Presidente até hoje. Não sendo o Integralismo uma monarquia hereditária, nem propriedade de uma Família, não haveria porque consultar a viúva do Chefe, a saudosa Companheira Dª Carmela Patti Salgado, nem a Filha, Netos, Irmãos, Sobrinhos, Primos ou quaisquer outros parentes, herdeiros e sucessores de Plínio Salgado para se fundar uma nova AIB ou qualquer outra Organização Integralista.

10º) Sobre o suposto antissemitismo do Integralismo já me externei em duas ocasiões, de forma IRREFUTÁVEL, e, portanto não acrescentarei nada. Recomendo aos interessados a leitura dos seguintes: "Gustavo Barroso, racista?" e "O Integralismo foi o introdutor do antissemitismo no Brasil?".

11º) O Congresso Nacional Integralista para o Século XXI foi um grande sucesso. É pura fantasia do Autor a afirmação de que dias após o Congresso foram registrar uma nova Organização com o nome de Movimento Integralista Brasileiro e que não o puderam fazer porque ela já estava registrada pelo Companheiro Anésio. Vamos aos Fatos: Não se registra uma sociedade civil sem os Estatutos. Foram elaborados quaisquer Estatutos durante o Congresso? Não. Foi tomada a decisão de se fundar o  MIB? Não. Decidiu-se pela criação de uma nova organização de âmbito nacional. Num primeiro momento, durante o Congresso, cogitou-se de se chamar de Movimento Integralista Brasileiro, porém, tal entidade já existia, fundada pelo Companheiro Anésio (e de cuja criação também participei, sendo um dos signatários dos Estatutos, em 1983), e que, portanto, não poderia ser utilizado. O Companheiro Anésio com total desprendimento concordou em abrir mão da Presidência do MIB, cedendo a entidade aos Congressistas, mas, optou-se pela criação de uma organização inteiramente nova. Então, em 22 de Janeiro de 2005, em Assembleia de Fundação, em São Paulo, cumprindo as decisões do Congresso, foi criada a Frente Integralista Brasileira - FIB.

12°) O Integralismo não é e nunca se considerou de direita. Veja-se a Palavra Autorizada do próprio Chefe Nacional: "'Direitas' e 'esquerdas'" e "Verdades da 'direita' e da 'esquerda'".

13º) Sobre o suposto trauma pela perda do nosso líder só cabe responder com o próprio Plínio Salgado: “O Chefe não é uma pessoa, o Chefe é uma Ideia”.

Finalizando, muitas outras críticas poderiam ser feitas ao Texto, que está cheio de erros, porém, as que acima enumerei são suficientes para demonstrar o hiato entre o que é de fato o Integralismo e o Integralismo imaginado e fantasiado pelos nossos detratores.

Pelo Bem do Brasil!

Anauê!

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

AO GENERAL TORRES DE MELO

AO GENERAL TORRES DE MELO
Sérgio de Vasconcellos.
MM. DD. General Torres de Melo.

Sou profundo admirador do seu relevante trabalho em prol da Pátria, que venho acompanhando, inclusive recebendo diretamente no meu e-mail os seus esclarecedores “Documentos”.

No início de 2012, o Sr. brindou-nos com uma brilhantíssima resposta à jornalista Miriam Leitão, que ganhou imensa repercussão no mundo virtual sendo reproduzida em várias dezenas de blogs e recebendo inumeráveis elogios, o que certamente deve ter deixado à caterva comunista bastante perplexa. Pretendi já naquela época tecer umas breves observações ao seu magnífico escrito, mas, não o fiz e, agora, serenada a merecidíssima reverberação de seu Artigo, resolvi publicar as considerações que o mesmo me suscitou sobre a presença Militar na História Nacional (1).

O Sr. na sua excepcional resposta à citada jornalista nos dá a impressão de que os Militares tiveram um papel secundário na Vida Nacional, indo a reboque das maquinações civis, o que não posso concordar. De forma alguma podemos amesquinhar a participação das Forças Armadas na História Pátria.

De fato, foi a atuação do Duque de Caxias e de outros Militares de igual envergadura intelectual e moral que impediram que o separatismo lacerasse o corpo da Pátria. Hoje, que as mesmas forças centrífugas se fazem sentir, também estipendiadas pelo mesmo Capitalismo Financeiro Internacional que financiou as revoltas separatistas ao tempo do Império, pergunto: Terá o Brasil Soldados da fibra de Caxias, Amazonas, Herval, Tamandaré para sustentar a integridade nacional? O Sr. como Militar está em condições de responder esta dúvida que, posso adiantar, está longe de ser unicamente minha.

Querer reduzir o papel do Proclamador da República e de seu Consolidador ao de indivíduos “envolvidos” por “políticos” é querer passar atestado de burrice em Deodoro e Floriano. A Proclamação da República foi um Movimento Militar em que o Povo Brasileiro e a maioria dos Políticos não tiveram qualquer participação, salvo por um pequeno grupo de republicanos, que se aproveitou da situação para derrubar a Monarquia, pois, quando Deodoro rebelou suas tropas seu objetivo era apenas a deposição do Gabinete Ouro Preto. Estando este e demais Ministros literalmente presos no Campo de Santana, o Imperador então convoca Silveira Martins, conhecido pelo seu rigor, para compor um novo Gabinete, e somente aí o General Deodoro ultrapassa a linha da insubordinação e trai o Império que jurara defender. Foi a primeira, porém, não a última intervenção Militar na Política. A segunda foi a deposição do próprio Deodoro pelo seu Vice, o General Floriano Peixoto... Portanto, General, a malsinada Proclamação da República está muito longe de ser um exemplo de respeito à Lei e à Ordem.

A Política dos Governadores? Ora, é o fruto sazonado da quartelada de 15 de Novembro de 1889 e manteve-se à sombra das baionetas enquanto durou a República Velha, inclusive, prestando-se a eleição fraudada do Marechal Hermes para a Presidência da República. Onde estavam os Militares de brio que impugnassem tal roubalheira e garantissem a verdade das urnas, nas quais fora eleito Rui Barbosa? Omitiram-se, permitindo mais esse desrespeito à Lei e à Ordem. E como foram tratados os Militares que se rebelaram na defesa da Lei e da Ordem, por exemplo, na Revolta da Armada, na Revolução Federalista, na Revolta da Chibata? Tiveram o apoio do restante do Exército e da Marinha? Sabemos que não, pelo contrário, num belo exemplo de como compreendiam o que era o respeito à Lei e à Ordem: Ficaram ao lado do GOVERNO, ajudando que este rasgasse a Lei e impusesse a Ordem que bem entendia a Nação atônita. O Tenentismo jamais foi aceito pela cúpula militar da década de 20, e só não é tratado com a mesma forma desairosa que outros Militares que se levantaram em épocas anteriores, simplesmente porque muitos deles participaram da vitoriosa Revolução de 30, não fosse isto e seriam mencionados com desdém e vergonha pelos Militares de Ontem e de Hoje. E o levante dos 18 do Forte? E a Revolta do Izidoro, em que se chegou a bombardear a Cidade de São Paulo? Quem estava com a Lei e Ordem? Os Militares revoltosos ou os Militares situacionistas? De qualquer maneira que se opine não se pode negar que se tratava de intervenção militar na Política Nacional.

Onde estavam os corajosos Militares defensores da Lei e da Ordem quando Civis e Militares insurrectos fizeram um tranquilo passeio do Rio Grande do Sul ao Rio de Janeiro e derrubaram o Presidente Washington Luís e impediram a posse do recém-eleito Júlio Prestes? O grupo Militar que se revoltou não deu a mínima a Lei e a Ordem e o restante ADERIU, traindo a Lei e a Ordem que sustentara até a véspera. Instala-se um Governo Discricionário, que nomeia Interventores para todos os Estados – menos para Minas Gerais – e tal estado anômalo perdura até que Paulistas – Civis e Militares – levantam-se em defesa da Lei e da Ordem! É a Revolução Constitucionalista! Sim, o Brasil estava sem Constituição! Onde os Militares que segundo o Sr. sempre sustentaram a Lei e a Ordem que nada fizeram para exigir do Getúlio e dos demais Políticos que tomaram posse do Palácio do Catete o retorno à Democracia? O Estado de São Paulo sofreu, mas, deu um exemplo de civismo, e se perdeu no plano militar, porque o Exército e a Marinha da época pareciam achar muito natural que em pleno século XX o Brasil não tivesse Constituição e que a Ordem fosse determinada por um Governo Discricionário, ficaram leais – pelo menos dessa vez – ao grupo que açambarcara o Poder em 1930, repito, se perdeu no plano militar, a Revolução Constitucionalista ganhou no Político, porque Vargas percebeu que era necessário voltar ao Estado de Direito e convocou uma Assembleia Nacional Constituinte. Por acaso, fizeram alguma coisa os Militares defensores da Lei e da Ordem quando Getúlio pactuou com o Congresso em 1934, num autêntico golpe, pelo qual os Constituintes passaram a condição de Senadores e Deputados Federais, elegendo-o então indiretamente Presidente da República? Nem um tirozinho, General? Que raio de defensores da Lei e da Ordem são estes, General? Só os Integralistas alertaram para as consequências funestas de tal Golpe Parlamentar. Fato semelhante já ocorrera no início da República, quando o mesmo tipo de barganha fez o General Deodoro da Fonseca para se perpetuar no Poder e o resultado final não foi bom a começar pelo próprio Deodoro que foi defenestrado pelo Floriano. Mas, segundo o Sr. eles eram apenas dois ingênuos enrolados pelos Políticos...

E a Revolução de 1935? Que fiasco a atuação dos Militares! Sobre este episódio tenho já tenho um Artigo,  "O Integralismo e a Revolução Comunista de 1935", cuja leitura recomendo.

Chegamos aqui ao ápice da defesa da Lei e da Ordem pelos Militares de Ontem, o Estado Novo! Que exemplo edificante para os Militares de Hoje... As “velhas raposas” encasteladas no Catete em cumplicidade com a cúpula Militar do Ministério da Guerra resolvem não permitir que ocorram as eleições de Janeiro de 1938, afinal, vai que o tal Plínio Salgado se eleja e ponha fim à farra... Então um General carreirista, cujo nome não mencionarei por razões de higiene, rouba descaradamente do então Capitão Mourão Filho um documento reservado da Ação Integralista Brasileira E O APRESENTA À NAÇÃO COMO UM PLANO COMUNISTA QUE FORA DESCOBERTO PELO EXÉRCITO!!! Sim, General Melo, este era o nível moral e intelectual de muitos Militares de Ontem. Infelizmente! Com esta falsa justificativa, com TOTAL APOIO dos Ministros Militares se instalou o Estado totalitário no Brasil! Evidentemente, nem todos os Militares eram desta mesma tibieza moral e, então, começou a conspiração que redundaria na malograda Revolução de 11 de Maio de 1938. Esta, sim, uma iniciativa que visava defender a Lei e a Ordem por Brasileiros Militares e Civis (entre os quais, nós, Integralistas), restaurando o Estado de Direito, o retorno à Constituição de 1934, a convocação de eleições livres, a anistia política, etc. Mas, de que lado ficaram as Forças Armadas? Da Lei e da Ordem, isto é, da Constituição de 1934 ou do totalitarismo estadonovista? É fato, ficaram com Estado Novo e contra a Lei e a Ordem!!! Em 1945, o General Dutra manda o Getúlio ir veranear em Itu e com imerecida aura de herói da 2ª Guerra elege-se Presidente da República. Só fico na dúvida quando o Dutra e os Militares que o apoiavam defenderam a Lei e a Ordem, se quando depuseram Vargas ou quando garantiram a eleição do Dutra pelos velhos e conhecidos manejos da fraude eleitoral?

Não abordarei sua simplista visão da Guerra Fria, escaparia a finalidade desta. Quem sabe noutra oportunidade.

Sei... O Inquérito do Galeão não era da alçada militar... De fato, o Getúlio da década de 50 estava mal cercado, mas, não apenas por civis...

Quanto ao Movimento que redundou na Revolução de 1964, ele se inicia entre CIVIS com total e completa omissão dos Militares, salvo pelas honrosas exceções de praxe, com as Marchas da Família. Havia uma opinião pública favorável à deposição de Jango, mas, os Militares até 30 de Março eram janguistas, digo, defensores da Lei e da Ordem... Então, um Militar de verdade, cansado da lassidão das FFAA, sai de Juiz de Fora e marcha para o Rio de Janeiro e dá início a Redentora, e, então, vieram as ADESÕES de outras unidades Militares, começando pela mais importante, o 1º Exército. Registre-se o nome do Militar, autêntico Patriota, e não um reles carreirista fardado: General Olympio Mourão Filho. MAS, infelizmente, SEMPRE HÁ UM “MAS”, a Revolução de 31 de Março de 1964, uma autêntica contrarrevolução, cuja finalidade era garantir a Lei e a Ordem, preservando a Democracia, o Estado de Direito, que os comunistas em breve destruiriam com a implantação de um Estado totalitário bolchevista, acabou por atentar exatamente contra a Lei e a Ordem, fechando o Congresso, mandando as urtigas a Constituição de 1946, abolindo os Partidos Políticos, fazendo cassações inúmeras, convocando uma nova Constituinte, que redigiu a Carta de 1967, reformulada discricionariamente pelos Militares em 1969, enfim, todo um cortejo de medidas que tiveram como consequência final, o Brasil que temos hoje! Ah! Esqueci que para o Sr. a culpa é sempre dos Civis... Os Militares continuam ingênuos como Deodoro e Floriano...

Os Militares são democratas? Foram democratas quando derrubaram o Gabinete Ouro Preto? Foram democratas quando mandaram o Deodoro para a Casa? Foram democratas quando permitiram a derrubada do Presidente Washington Luiz? Foram democratas quando não tugiram nem mugiram durante dois anos de Governo Discricionário do Sr. Vargas? Foram democratas quando sustentaram durante oito anos o totalitário Estado Novo? Foram democratas quando fecharam os Partidos e praticaram todo tipo de excesso durante o Regime Militar ao arrepio das mais comezinhas noções de Lei e de Ordem? E dizer que “Os militares não irão às ruas sem o Povo ao seu lado” é uma afirmação democrática e respeitadora da Lei e da Ordem? Se o Povo estiver autenticamente insatisfeito com o atual estado de coisas no Brasil, então que se manifeste através dos meios legais, ordeiros e democráticos existentes. Que os militares tratem de se preparar para a Guerra caso o Brasil seja atacado e deixem ao Povo a responsabilidade da condução da Vida Política Nacional.

Finalizando, General Torres de Melo, creio ter demonstrado com fatos inquestionáveis da História do Brasil, que sua “tese” não se sustenta. Desde 15 de Novembro de 1889, os Militares do Brasil têm violado constantemente a Lei e a Ordem, pois, tendo usurpado o Poder Moderador do Imperador estão condenados a interferir constantemente na Política e sempre que o fazem é um desastre! Por favor, continuem em seus quartéis!

Pelo Bem do Brasil!

Anauê!

NOTA DO BLOG:
1) Segundo fui informado por um Militar, a resposta do General Torres de Melo à jornalista Miriam Leitão, não seria do início de 2012 e, sim, de 12 de Março de 2008, e que por sua vez seria uma resposta ao Artigo "Enquanto Isso", datado de 18 de Setembro de 2005. De qualquer forma, só tomei conhecimento da Carta do General Francisco Batista Torres de Melo em Fevereiro de 2012.