domingo, 1 de dezembro de 2013

O que Pensamos das Conspirações e da politicagem de Grupos e Facções*

O Autor assistindo uma Palestra sobre Santo Agostinho.

Sérgio de Vasconcellos

O Capítulo 6º do “Manifesto de Outubro” é um dos de menor extensão, porém, isso não significa que tenha pouca importância. Na verdade, é justamente em tal Capítulo que encontramos um dos elementos mais característicos do Integralismo: A franqueza! A afirmação límpida e cristalina de que a “campanha” do Integralismo “é às claras, em campo raso, de peito aberto, de cabeça erguida” tem sido um escândalo para os adversários do Sigma.

O Integralismo denuncia essa prática infelizmente institucionalizada na Vida Política Brasileira das confabulações, das tramas, das conspirações, do imediatismo, dos proveitos pessoais e de facções colocados acima dos reais interesses e desejos do nosso Povo. É o que Plínio Salgado denominou de “falsa vida política da Nação” naquela passagem tão pouco compreendida do Capítulo 5º.

Ora, o Integralismo rejeita tal prática política e se propõe realizar um movimento “cultural, moral, educacional, social”, arregimentando os Brasileiros para a Revolução. Mas, não se entenda a nossa Revolução como alguma mazorca antecedida por uma conspiração de politiqueiros, visando estabelecer algum governo de exceção, civil ou militar. Nada mais distante do Integralismo que os conchavos e tramas para se chegar ao Poder. O Integralismo sustentando Ideias e Princípios nítidos, não faz combinações sórdidas, nem se embuça atrás de máscaras. Sua luta trava-se no campo das Ideias, com lealdade e honestidade intelectual. Pela conquista pacífica das consciências dos Brasileiros, quando “formos um número tão grande”, então, “pela força desse número conquistaremos o Poder da República” (Capítulo 5º do Manifesto de Outubro). Tudo isso dentro da Lei, no respeito das instituições e da autoridade constituída. Enfim, a “revolução legal”, como Plínio Salgado a denominou em outro escrito, através da propaganda, da difusão da Doutrina, pelo voto, pela ação social, pela elevação cultural e moral do Povo Brasileiro.

S

Aliás, aproveito a oportunidade para chamar à atenção sobre um fato que tem passado despercebido: O Brasil, no período anterior ao surgimento do Integralismo, viu-se atingido por uma onda sucessiva de revoltas e levantes, cujas tropelias e violências ceifaram a vida de tantos Brasileiros, gerando no Povo incerteza e medo constantes. Começando com a quartelada de 15 de Novembro de 1889, mais conhecida por Proclamação da República, a série de insurreições prosseguiu: 1891 – Derrubada de Deodoro; 1892 – Levante em Mato Grosso; 1893 – Revolta da Armada; 1893 – Revolução Federalista; 1896 – Canudos; 1902 – Revolução Monarquista (completamente esquecida pelos Historiadores...); 1904 – Revolta da Vacina; 1906 – Revolta em Mato Grosso (sobre as insurreições de 1892 e 1906, em Mato Grosso, o saudoso Prof. Joaquim Ponce Leal, Historiador e Integralista, escreveu um magnífico Livro); 1909 – Revolta em Goiás; 1910 – Revolta da Chibata (Liderada por João Cândido, que vinte anos depois tornar-se-ia Integralista); 1914 – Contestado; 1914 – Rebelião liderada pelo Pe. Cícero; 1922 – Dezoito do Forte; 1923 – Levante de Assis Brasil contra Borges de Medeiros; 1924 – Revolta do Isidoro; 1925 – Coluna Miguel Costa (incorretamente conhecida por Coluna Prestes); 1930 – Rebelião em Princesa; - 1930 – Revolução de Outubro; 1932 – Revolução Constitucionalista; e só listamos umas poucas... Ora, nascendo em Outubro de 1932, o Integralismo entregou-se imediatamente ao Apostolado Nacionalista, pregando a Pacificação Nacional, a Harmonia Social, combatendo o separatismo e as oligarquias, e como resultado desse trabalho de criação de uma Consciência Nacional e de respeito às Leis e às Instituições, o número de levantes foi decrescendo e se espaçando no tempo: 1935 – Revolução Comunista; 1937 – Golpe do Estado Novo; 1938 – Revolução de 11 de Maio; 1945 – Queda do Ditador Vargas; 1956 – Sedição de Jacareacanga; 1964 – Revolução de 31 de Março; 1966 e 1972 – Guerrilhas Comunistas no Caparaó e no Araguaia, respectivamente; 1985 – Nova República. Ressalte-se a transição pacífica do regime da Carta de 1967 para o atual da Constituição de 1988. Graças à conscientização e esclarecimento político que o Integralismo vem realizando ininterruptamente nos seus 75 anos de existência, o ciclo dos levantes sangrentos na História do Brasil parece ter chegado ao seu fim, pelo menos é o que esperamos... No futuro, os historiadores terão que dar o devido valor a esta importantíssima intervenção do Integralismo na Vida Nacional.

S

O Integralismo recusando-se a ser cúmplice da farsa política em que se comprazem indivíduos e facções sejam de esquerda ou de direita, e insistindo em apenas dizer a Verdade, atraiu sobre si o ódio de todos os que viram os seus planos contrariados, então, uma guerra brutal foi desencadeada contra o Movimento Integralista. A principal estratégia dos Inimigos do Povo Brasileiro é desfigurar o Integralismo, apresentando-o completamente diferente e até oposto àquilo que ele é realmente. Eis alguns exemplos notórios: O Integralismo propondo a ampliação da Democracia através da incorporação das Forças Vivas da Nação ao processo democrático - a Democracia Orgânica -, tem sido apontado como antidemocrático; sendo um tenaz impugnador do totalitarismo de Estado, o Integralismo é acusado de querer implantar um Estado totalitário; crítico da constante ingerência de militares na Política, o Movimento Integralista é incriminado de militarista; tendo Plínio Salgado afirmado e sustentado que a Liberdade é o dom mais precioso do Homem, increpam o Sigma de ser inimigo da Liberdade; sendo completamente avesso a ditaduras de qualquer ordem, civis ou militares, o Integralismo é tachado de defensor das ditaduras; inteiramente contrários à censura, os Integralistas são acoimados de buscarem o cerceamento da liberdade de opinião; enfim, muito poderíamos alongar tal relação de mentiras sobre o Integralismo, mas o que ficou exposto demonstra claramente o acúmulo de falsidades que têm sido assacadas contra a Doutrina e o Movimento Integralistas. Essa insidiosa campanha de desinformação reveza-se com outra arma não menos eficaz, o silêncio. Quando não estão mentindo descaradamente acerca do Integralismo, os meios de comunicação, controlados inteiramente pelo Banqueirismo, silenciam totalmente a nosso respeito. Todavia, apesar da perícia com que as armas do silêncio e desinformação têm sido esgrimidas contra o Movimento do Sigma, o Integralismo prossegue em sua Marcha Revolucionária através da História, para surpresa e desespero dos inimigos do Brasil, que pressentem a Vitória dos Soldados de Deus e da Pátria.

Mas, qual é o segredo dos Integralistas? O que faz o Integralismo perdurar e prosseguir a despeito dos seus fortes inimigos, que há 75 anos tentam esmagá-lo? Algo simples e poderoso, “a franqueza e coragem mental”. Num País em que toda a vida política é um teatro, em que todos os atores mentem desabusadamente, em que a falsidade é a marca registrada dos indivíduos e facções, em que a insinceridade e o despistamento imperam, em que todos conspiram, em que todos se acanalham e abastardam, em que a podridão moral campeia, em que todos fingem, o Integralismo destaca-se como uma verdejante Cordilheira em meio a uma planície estéril e pantanosa. Quando todos teatralizam suas vidas, os Integralistas são o que são; quando todos participam de uma tragicomédia, os Integralistas vivem uma Epopeia; quando a falsidade é como a marca de Caim nas frontes de todos, os Integralistas portam o Sigma como sinal da Verdade; quando todos são insinceros e despistadores, os Integralistas são medularmente sinceros e marcam com perfeita clareza os seus caminhos; quando todos conspiram, os Integralistas batalham em campo raso e de peito aberto; quando todos se tornaram canalhas e bastardos, os Integralistas sustentam a Honra do Brasil; em meio à podridão moral generalizada, os Integralistas pregam e vivenciam os Valores Morais, enfim, quando todos FINGEM ser alguma coisa efêmera, os Integralistas SÃO perenemente.

Toda a incapacidade de se compreender o Integralismo é fruto ou da má-fé de uns poucos, cujos interesses sociais, políticos e econômicos serão prejudicados com a Vitória do Sigma, ou da não percepção da maioria dos Brasileiros de que estão sendo enganados, de que vivem numa ilusão, e para esses o Pensamento, a Palavra e a Ação dos Integralistas afigura-se como algo inacreditável. Vivem num sonho – mais propriamente, num pesadelo... -, mas, não querem despertar, porque isso exigirá assumir o controle de suas próprias vidas, e a Liberdade é um fardo para os covardes e comodistas. No entanto, contrariando a tudo e a todos, o Integralismo permanece firme na sua decisão de acordar o Brasil de seu sono letárgico. Os Brasileiros não podem continuar deitados em berço esplêndido, sonhando com o futuro esplendoroso do Brasil, e não fazendo nada para construí-lo...

O Movimento Integralista, não aceitando ser partícipe desse “espetáculo”, em que vivem embevecidos os Brasileiros, e no qual todos são simultaneamente atores e espectadores, constitui-se de fato numa Revolução, autêntica, isto é, com franqueza nas Ideias e na Ação.

                                               Pelo Bem do Brasil!

                                                         Anauê!

Com o mesmo título já publicamos um Texto neste Blog. Como explicamos naquela oportunidade, aquele fora escrito para constar numa Obra Coletiva sobre o Manifesto de Outubro, e que  fora vetado pelo Editor, o nosso Companheiro Gumercindo Rocha Dorea, devido o seu excessivo tamanho. Então, em substituição, escrevi este outro, que também acabou inédito porque o Livro jamais foi editado. Publico-o aqui e agora esperando imodestamente que seja tão apreciado quanto o anterior.

domingo, 6 de outubro de 2013

Urnas Eletrônicas

Explicação necessária: Este Artigo foi originalmente publicado no Portal Oficial da Frente Integralista Brasileira:  http://www.integralismo.org.br/?cont=911&ox=5  .


Sérgio de Vasconcellos

Desde suas primeiras utilizações na última década do século passado, as Urnas Eletrônicas tem sofrido críticas e acusações de fraude. No que me concerne, a primeira apreciação consistente e bem fundamentada das Urnas Eletrônicas li no hoje extinto Portal da Associação Deus, Pátria e Família, administrado pelo nosso Companheiro e Jornalista combativo Dario Di Martino, em 2005. De lá para cá, as increpações se avolumaram e a polêmica generalizou-se. Sendo que defensores e impugnadores lançam mão de conhecimentos técnicos especializados que a maioria de nós pobres mortais não compreende bulhufas.

Assim, entendi que deveria dar minha opinião de leigo em tal assunto. Aos que se antecipando ao que vou escrever já me julgam incapacitado de exarar um juízo correto por ser um ignorante em “software”, “hardware” e quejandos replico: 1º) O que alguém não sabe, aprende, mesmo superficialmente, afinal, como dizia Santo Agostinho, tudo o que um homem faz, outro é capaz de fazer; 2º) sou Cidadão Brasileiro, com minhas obrigações eleitorais perfeitamente em dia, e, portanto, inteiramente dentro do meu direito de manifestar meu ponto de vista sobre o processo eleitoral vigente; 3º) recuso-me em transferir para outrem – Juízes Eleitorais, Analistas de Sistemas, e quaisquer outros – a capacidade de pensar por mim. Assentado o meu direito, como o de qualquer outro Nacional, de dar pitaco, passemos finalmente às Urnas.

As opiniões sobre as Urnas Eletrônicas, grosso modo, assim se dividem:
- Os que as impugnam totalmente por considerá-las um sistema de fraude oficializado, em que os resultados já  estão programados, e querem voltar às cédulas;
-  Os que aceitam a inovação tecnológica, porém, alertam que sem um método de verificação autônomo (o equivalente à recontagem de votos das antigas cédulas de papel), as Urnas Eletrônicas se prestam à fraude eleitoral;
- Os que, a soldo ou não da Justiça Eleitoral, acreditam que em matéria de Urnas Eletrônicas estamos no melhor dos mundos possíveis, que o sistema é inviolável e perfeito, e quem disser o contrário não sabe o que está dizendo.

Começando pelo último item afirmo com inteira tranquilidade: Sustentar que um Programa de Computador, qualquer que seja, é inviolável, não condiz com a realidade, e só pode ser produto de má fé ou bisonha ingenuidade. Não é preciso ser nenhum gênio da Informática para se saber que QUALQUER programa pode ser invadido, quando muito com grande dificuldade, o que poderia até ser o caso das nossas Urnas, mas, Programa inalterável é coisa que não existe.

Mas, a entrada não autorizada em tais PCs – para quem não sabe, aquelas feias geringonças são microcomputadores -, está longe de ser o fulcro da questão, e gastar rios de dinheiro contratando “hackers” para tentar violar o sistema, como o fez a própria Justiça Eleitoral, no afã de provar que as Urnas são confiáveis é, além de desperdício do erário público, uma demonstração de querer tapar o sol com a peneira, de engambelar a opinião pública. O fato concreto e crucial da questão toda é: Antes da própria confiabilidade das Urnas, o que está sendo posto em dúvida é a Confiabilidade da Justiça Eleitoral, não se trata de nenhuma invasão do processo, mas, de manipulação dos dados por parte dos próprios responsáveis pela lisura e integridade das Eleições. Antes que venham me acusar de por em dúvida o caráter e a honorabilidade de homens e mulheres que gozam de ilibada reputação, deixo claro que não estou imputando ninguém, pelo contrário, o que estou dizendo é que o processo eleitoral brasileiro está por tal forma configurado, tornado uma caixa preta inacessível, que permite tais suspeitas, e o primeiro interessado em afastar tais desconfianças deveria ser o próprio Tribunal Eleitoral. Como disse Cesar a sua esposa, não basta ser sério, é preciso aparentar ser sério. Mas, deixando de lado a Justiça Eleitoral e o Sistema Eleitoral, que tratarei em outra oportunidade, voltemos ao assunto das Urnas propriamente dito.

Indiscutivelmente, a impossibilidade de recontagem de voto terá que ser revista, pois, a cada eleição a acusação de fraude através da transferência de votos de um ou mais Candidatos derrotados para Candidatos vencedores vai se avolumando, e como tal roubo só poderia se dar na programação das próprias Urnas Eletrônicas, então, são os próprios responsáveis pela organização e apuração (Funcionários e Juízes do TE) que estariam a frente de tal armação. Logo, para silenciar de vez tais inculpações, a própria Justiça Eleitoral deverá adotar um método que possibilite a recontagem.

Tal método evidentemente não pode ser o que uns ingênuos propuseram, que o Eleitor saia da Cabine Eleitoral com o seu Voto impresso, dando o seu nome, número do título e o Candidato que sufragou. Isto seria um convite para a reabilitação do Voto de cabresto nos Grandes Centros Urbanos. Disse “nos Grandes Centros Urbanos” porque todos sabem que no interior do Brasil, o Voto de Cabresto e a Fraude Eleitoral são uma realidade, e a “decisão soberana do Povo” é decidida com antecedência em churrascos ou em reuniões de lojas maçônicas... Sem falar que o conceito de voto secreto com a ingênua proposta iria para o espaço se fosse adotada.

Já a outra proposta, em que o Voto Eletrônico seria concomitantemente impresso, checado pelo Eleitor e então depositado numa Urna, o que permitiria sua recontagem em caso de necessidade, parece ser bastante razoável. Todavia, os seus propositores esquecem-se que antes das Urnas Eletrônicas TODOS os Votos eram manuais e devidamente depositados em Urnas, o que nunca impediu qualquer fraude... Logo se vê que a impressão do Voto Eletrônico ou o retorno à votação em cédulas de papel se equivalem e não resolvem a questão.

Então, o Leitor que estiver me acompanhando até aqui poderá se perguntar: Afinal o que cargas d’água eu proponho? Não proponho nada, por enquanto...  

O que afirmo simplesmente é que a questão toda está mal colocada. O grave problema não é a possibilidade ou impossibilidade da recontagem de Votos, mas, a CREDIBILIDADE da própria Justiça Eleitoral que organiza e apura as Eleições. O Eleitor Brasileiro não confia mais na Justiça Eleitoral. Antigamente, quando se falava em fraude eleitoral, o Brasileiro entendia que era um problema localizado, nesta ou naquela Zona Eleitoral. Agora, é a instituição como um todo que não goza da confiança do Eleitor Brasileiro.

Fingir que isto não é um fato, e iniciar uma campanha biométrica de alistamento eleitoral é subestimar a inteligência dos Cidadãos Brasileiros. Não só as fraudes prosseguirão como alguém deve estar ganhando muito dinheiro para implantar a identificação digital...

Consequentemente, se os honoráveis membros da Justiça Eleitoral quiserem impedir o progressivo esvaziamento eleitoral, e recuperar a confiança do Povo Brasileiro na Democracia terão que fazer uma autocrítica severa e tomar medidas sérias e não paliativos ridículos como o recadastramento digital.


Anauê!

sábado, 21 de setembro de 2013

Breves reflexões sobre o alcance real das Redes Sociais.

Sérgio de Vasconcellos

Foram um fiasco as últimas convocações para as manifestações de 07 e de 17 de Setembro, onde só apareceram os subversivos depredadores do patrimônio público e privado, com suas reivindicações antipatrióticas. A parcela sadia da população ausentou-se quase totalmente. Por quê? Por que várias dezenas de milhares de Brasileiros atendiam espontaneamente os chamados das Redes Sociais e agora não?

Certamente, a presença deletéria de grupos anarquistas, comunistas e de mercenários assalariados pelos sindicatos controlados pelo PT, com a violência propositadamente utilizada nas manifestações afastaram todos aqueles que sinceramente vinham lutar por um Brasil melhor e que não estavam dispostos a compactuar com traidores da Pátria.

Parece evidente que a violência praticada foi planejada e executada precisamente com a finalidade de afastar a população ordeira dos atos de protesto, ficando apenas os grupos de esquerda, com suas propostas totalmente desvinculadas dos verdadeiros anseios da População Brasileira sendo, então, apresentadas pelos meios de comunicação como as legítimas reivindicações do Povo Brasileiro. Uma farsa montada graças ao acumpliciamento de argentários e marxistas.

Mas, sejamos francos, isto pode quando muito explicar o esvaziamento dos atos convocados pela Internet, mas, não elucida o absenteísmo generalizado do nosso Povo.

Na verdade, os atos de protesto que foram considerados um sucesso e que comprovariam a “força” das Redes Sociais foram de um resultado decepcionante se as compararmos com outras. Vejamos uns poucos exemplos.

Em 1º de Agosto de 1937, a Acção Integralista Brasileira colocou 50.000 Brasileiros desfilando em perfeita ordem nas ruas do Rio de Janeiro (da Praça Mauá até o Largo do Machado), então Capital da República.

Na década de 60, as Marchas da Família levaram mais de um milhão as ruas, em São Paulo e no Rio de Janeiro, numa demonstração de total insatisfação com o Governo filo-marxista do sr. João Goulart.

Na década de 80, as “Diretas Já” puseram quase um milhão de pessoas na Avenida Presidente Vargas, aqui no Rio.

Recentemente, o Governador Sérgio Cabral, quando ainda dispunha de apoio irrestrito da mídia, reuniu cerca de 500.000 na Avenida Rio Branco, pró-defesa dos “royalties” do Petróleo.

Perto destes números, o que conseguiram as Redes Sociais foi um resultado pífio. Portanto, é hora de os organizadores e difusores de tais atos públicos reavaliarem o alcance real e verdadeiro das Redes Sociais e da Internet como um todo, pois, ação política se faz a partir de planejamento concreto e não de fantasias. Não adianta convocar um “evento” pelas Redes Sociais e ficar “torcendo” para que as pessoas compareçam... e depois ficar reclamando que ninguém deu as caras.

Pelo Bem do Brasil!


Anauê!

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

INTEGRALISMO?

Sérgio de Vasconcellos

Integralismo?

É possível que o Leitor não saiba o que seja. Talvez porque acredite que a política se reduz ao chamado “jogo democrático” e ao liberalismo; talvez porque ainda creia que o “mundo marcha para o socialismo” e só reconheça como válida a ideologia marxista (com suas variantes); ou, ainda, porque não entenda nada de Política e mesmo não se interesse pelo assunto.

Mas, agora inteirado que existe em Política algo denominado “Integralismo”, algum Leitor perguntará: O que é Integralismo?

Buscando responder, tal Leitor vai topar com o que “todo mundo sabe”, isto é, que o Integralismo é nazismo, fascismo, totalitarismo, antidemocrático, racista, guarda pretoriana do liberalismo, que está a serviço do capitalismo, etc.; se continuar com a pesquisa vai encontrar a opinião menos comum de que o Integralismo é socialista, comunista, contra a propriedade privada, contra a livre iniciativa, etc. Ora, diante de respostas tão díspares e até contraditórias, aquele  Leitor inteligente observará judiciosamente que, primeiro, tais opiniões por se originarem de anti-Integralistas são tendenciosas, preconceituosas; e, segundo, que a honestidade intelectual exige que se busque a resposta sobre o que é o Integralismo com os próprios Integralistas, única maneira de conseguir um ponto de vista autônomo e não parcial.

Se, então, for procurar a Literatura Integralista nas Livrarias, não a encontrará. No entanto, existem títulos Integralistas sendo ofertados pela Internet e publicados por Editoras independentes. Se este Leitor hipotético for um espírito atilado, perguntar-se-á: Mas, o Integralismo não é pró-capitalista, então, por que empresas capitalistas (editoras, distribuidoras e livrarias), não comercializam seus Livros? E mais, livros comunistas, anarquistas, etc. são abertamente vendidos no Mercado Livreiro, e se o Integralismo é de esquerda, como dizem alguns, por que não estão sendo vendidos em pé de igualdade com literatura vermelha? Só estas duas interrogações já são suficientes para deixar um Leitor inteligente com a pulga atrás da orelha.

Diante da dificuldade de encontrar os Livros do Sigma nas livrarias convencionais, enquanto não chegam os Livros que comprou no Mercado Virtual dos Livros, este meu Leitor inteligente percorrerá a Internet e encontrará – finalmente! – respostas satisfatórias dos próprios Integralistas as suas dúvidas:

- O Integralismo é liberal?
“A liberal democracia”, de Plínio Salgado:

- O Integralismo é fascista e nazista?
“O Integralismo e o hitlerismo na colônia”, de Mário F. Medeiros:

“Integralismo – nazismo – fascismo”, de Gustavo Barroso:

“Nazismo, fascismo, racismo”, de Maria Amélia Salgado Loureiro:

“Integralismo”, documento com diversos signatários:

“O Integralismo é fascismo?”, de Victor Emanuel Vilela Barbuy:

“Ismos”, de Sérgio de Vasconcellos:

“Os Corporativismos Integralista e fascista na Obra “O Estado Moderno” de Miguel Reale”, de Sérgio de Vasconcellos:

“Posição Oficial da F.I.B.: Neonazismo no Brasil”, de Victor Emanuel Vilela Barbuy:

“O Integralismo é igual ao nazi-fascismo?”, de Victor Emanuel Vilela Barbuy:

- O Integralismo é totalitário e antidemocrático?
“Estado totalitário e Estado Integral”, de Plínio Salgado:

“Democracia Orgânica”, publicação do Partido de Representação Popular – P.R.P.:

“Democracia Orgânica”, de Maria Amélia Salgado Loureiro”;

“O que é a Democracia Orgânica”, de Luiz Gonçalves Alonso Ferreira:

“O Brasil e a Democracia”, de Victor Emanuel Vilela Barbuy:

- O Integralismo é racista e antissemita?
“Trechos de uma Carta”, de Plínio Salgado:

“O Negro e o Integralismo”, de Victor Emanuel Vilela Barbuy:

“Manifesto de 13 de Maio”, de Victor Emanuel Vilela Barbuy:

“Os racistas e seu ódio ao Integralismo”, de Sérgio de Vasconcellos:

“Gustavo Barroso, racista?”, de Sérgio de Vasconcellos:

“O Integralismo foi o introdutor do antissemitismo no Brasil?”, de Sérgio de Vasconcellos:

“Reflexões na Morte de Abdias do Nascimento”, de Victor Emanuel Vilela Barbuy:

- O Integralismo é capitalista?
“Capitalismo “versus” comunismo”, de Gustavo Barroso:

“O Brasil – Eterna Colônia de Banqueiros?”, de Marcelo Silveira:

“Integralismo e capitalismo”, de Sérgio de Vasconcellos:

- O Integralismo é contra a propriedade e iniciativa privadas?
“Capitalismo – Propriedade – Burguesia”, de Gustavo Barroso:

- O Integralismo é comunista?
“Comunismo e Integralismo”, de Gustavo Barroso:

“Marx está Morto!”, de Victor Emanuel Vilela Barbuy:

- O Integralismo é Católico?
“Integralismo e Religião”, de Sérgio de Vasconcellos:

“Catolicismo e Integralismo”, de Sérgio de Vasconcellos:

“Deus no Integralismo”, de Sérgio de Vasconcellos:

“O Integralismo e as Religiões”, de Sérgio de Vasconcellos:

- O Integralismo é de “direita”?
“Verdades da “direita” e da “esquerda”, de Plínio Salgado":

“Direitas” e “esquerdas”, de Plínio Salgado:

“As duas faces de Satanás”, de Plínio Salgado:

Os  trinta e cinco “links” relacionados acima são uma pequeníssima parcela do vasto material histórico, doutrinal e conjuntural que está exposto hoje na Internet e disponível ao que possua ou possa acessar um Computador. São textos elaborados da década de 30 aos nossos dias, e que, não somente explicam o que é de fato o Integralismo, mas, demonstram de forma cabal a perfeita unidade do Pensamento Integralista ao longo de seus mais de oitenta anos de existência do Movimento. Espero que estas poucas indicações além de responder as dúvidas do meu Leitor Inteligente, também o estimulem a prosseguir nos estudos da Doutrina do Integralismo.

Pelo Bem do Brasil!


Anauê! 

sábado, 10 de agosto de 2013

Os Integralistas nas recentes Manifestações Populares

Sérgio de Vasconcellos

A indignação generalizada que se apossou da População Brasileira resultou nas Jornadas de Protesto que explodiram por todo o Território Nacional. Este momentoso episódio foi bem tratado pelo Companheiro Eduardo Ferraz em Resposta a uma Crise”, e a justificação e finalidade da presença Integralista foram expostas no “Um fantasma ronda o Brasil”, do Companheiro Victor Emanuel Vilela Barbui, e ainda em “Nós, os partidos e o governo”.

Não me aventurarei aqui a empreender a avaliação da nossa participação, pois, se e quando for feita, o será pela Direção Nacional da Frente Integralista Brasileira, que dispõe dos elementos mais exatos para a elaboração de tal relatório. No entanto, a todos os que estavam presentes aos Atos de Protesto ou que os acompanharam pelas Redes Virtuais, certamente não passou despercebida à ação do nosso Movimento. Particularmente no caráter apartidário das Manifestações pressente-se a inspiração do Sigma, bem como no esvaziamento das tentativas de esquerdização dos Atos. Não apenas fisicamente, mas, também virtualmente foi perceptível aos mais atentos a influência Integralista na orientação geral ou específica das Manifestações e na pauta das reivindicações populares que abrangiam uma gama vasta, numa clara demonstração de que as atuais instituições políticas não representam de fato as Forças Vivas da Nação.

Infelizmente, muitos elementos desclassificados e indivíduos e grupos de esquerda, particularmente, os anarquistas, em muitas ocasiões, infiltraram-se nos protestos e entregaram-se a atos de banditismo (com uso de chacos, armas brancas, pedras, porretes, etc.) e terrorismo (coquetéis molotov, incêndios e depredações propositais de bens públicos e privados), que foram habilmente explorados pela grande mídia (falada, escrita e televisada), que destacava os poucos minutos de subversão e minimizava as várias horas de manifestação pacífica das legítimas reivindicações do Povo Brasileiro.

No apagar das luzes das Jornadas Populares, o Governo comunista que infelicita a Nação, resolveu tomar uma carona nas mesmas, e através das Centrais Sindicais, convocaram-se atos no Rio e São Paulo, que foram um retumbante fracasso (apesar de pagar-se R$70,00 de diária a “manifestantes”, com direito a farta distribuição de sanduíches). Tal fracasso, em grande parte, também pode ser atribuído ao alerta geral que os Integralistas emitiram pelas Redes Sociais – eis um exemplo, “A Falsa Greve”  -, que impediu que Brasileiros Patriotas se tornassem massa de manobra da esquerda apátrida.

Todavia, se a tentativa de apossar-se diretamente das Manifestações não deu resultado, a política de afastar os elementos ordeiros e as reivindicações sérias através do confronto e da violência funcionou maravilhosamente. Aqui no Rio, o asqueroso Governador Sérgio Cabral mandava a Polícia perseguir, espancar e até prender manifestantes pacíficos, enquanto deixava incólume o bando de desordeiros do anonymous, bloks, ninjas, etc., sempre preparados para a “ação direta” em outros protestos. Agindo assim, com acumpliciamento dos meios de comunicação de massa, que assinalavam com requintes e detalhes as violências praticadas, afastaram-se os manifestantes autênticos. Consequentemente, no momento em que escrevo estas linhas, os atos de protesto, pelo menos nos grandes centros, foram monopolizados pelos traidores da Pátria, que desfilam impunemente suas Bandeiras Vermelhas, fazendo exigências inteiramente alheias aos verdadeiros anseios da Nação Brasileira.

Ressalto, entretanto, que o volume de comparecimentos aos atos controlados pela camarilha marxista que governa o Brasil é mínimo, o que indica que o discurso esquerdista tem pouca ressonância, e sua popularidade demonstrada pela chegada do PT ao Poder, está em marcha ré, apesar de dispor e usar de todos os meios de comunicação. Como esta caterva não é democrática e o seu método de instalar a Ditadura do Proletariado em doses homeopáticas não está mais dando certo, só lhe restará o Golpe. Que todos os Integralistas e demais Brasileiros Patriotas fiquem atentos e preparados para a reação, caso os marxistas queiram fixar-se definitivamente no Poder pela Violência. Aliás, pergunto, será que devemos esperar?

Anauê!

domingo, 23 de junho de 2013

Nós, os Partidos e o Governo

Sérgio de Vasconcellos

Em face das recentes manifestações populares em mais de oitenta Cidades Brasileiras, inclusive, diversas Capitais, alguns comunistas descobriram estarrecidos que o Integralismo ainda existe, é atuante e está por trás dos protestos, que as reivindicações eram uma cortina de fumaça para encobrir o verdadeiro objetivo, que é a derrubada do Governo e a implantação de uma ditadura. Tais exageradas afirmações só podem provocar sonoras gargalhadas, não apenas aos próprios Integralistas, mas, a toda a parcela minimamente pensante da Opinião Pública.

Os blogs e “sites” comunistas têm exagerado sobre a participação sigmática nas manifestações e errado completamente as nossas intenções. Vamos tentar aqui estabelecer a Verdade dos fatos.

Com relação aos objetivos que colimamos evidentemente que estes não podem discrepar do que temos proposto à Nação Brasileira em nossos Oitenta Anos de História, pois, caso contrário, estaríamos nos descaracterizando doutrinariamente. Ora, o Integralismo alguma vez se propôs derrubar qualquer Governo legítimo? O Integralismo defendeu a instauração de uma ditadura entre nós?

Desde o Manifesto de Outubro, o Integralismo condenou a tomada do Poder pela violência. Esta sempre foi a posição do Sigma, o que não significa permanecermos inermes diante dos descalabros de um Governo lasso,  e ainda recentemente reproduzi o parecer de um Líder Integralista, o renomado Jurista Goffredo da Silva Telles Júnior, em que fica isto bem estabelecido. Em relação às ditaduras, o Chefe foi claro: Somos totalmente contrários a qualquer forma de ditadura (civil ou militar) e a mesma condenação é dirigida aos Estados totalitários. Portanto, é inteiramente improcedente tal acusação. Na Verdade, o Estado Integral, que é a Nação Moral, Política e Economicamente organizada, ampliará a captação da Vontade Popular através da instauração da Democracia Orgânica, em que vigorará um voto de qualidade, o “voto poli corporativo”, na feliz expressão do Companheiro Baruch BenTzion. (1)

E quanto à presença de Integralistas nos atos de protesto? Sim, há participação dos Camisas Verdes, o que só pode surpreender os desavisados, aos que não acompanham o noticiário político. Desde a sua fundação em 25 de Janeiro de 2005, a Frente Integralista Brasileira – FIB -, lenta e gradativamente foi ganhando as ruas, fruto de um bem planejado trabalho de reinserção do Movimento na Vida Política Nacional. Assim, compreende-se sua apresentação de forma marcante nas mais diversas manifestações ao longo destes anos e de forma intensa nos últimos meses.

Vejam ainda que, sendo um Movimento Cívico, Social e Cultural, não um Partido, o Integralismo não poderia ter sua presença obstaculizada – como o tiveram todos os partidos comunistas e burgueses, muitos dos quais tiveram suas bandeiras rasgadas ou queimadas -, pelo contrário, só o Integralismo, com o seu apelo de união e soma das forças nacionais, poderia argamassar e integralizar todas as correntes que atenderam ao chamado da Pátria.

Por tudo o que acabamos de dizer, conclui-se que o Integralismo, sustentando os Ideais de Pluralismo e Liberdade, está legítima e coerentemente participando deste gigantesco esforço popular por um Brasil Grande.

Pelo Bem do Brasil!

Anauê!

Obs.: O Título deste Artigo é o mesmo do Capítulo 5º do Manifesto de Outubro que sintetiza perfeitamente o que pretendem os Integralistas que estão participando das manifestações populares em todo o País.
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Nota:
(1) Sobre tudo o que estamos afirmando existe abundante material hoje na Internet, o que não justifica, portanto, a ignorância crassa de muitos sobre o Integralismo. A título de comprovação indico os seguintes Artigos:




“Os Corporativismos Integralista e fascista na Obra “O Estado Moderno” de Miguel Reale”, http://integralismo.blogspot.com.br/2010/06/os-corporativismos-integralista-e.html

“O que Pensamos das conspirações e da politicagem de grupos e facções”, http://integralismohistoriaedoutrina.blogspot.com.br/2011/03/o-que-pensamos-das-conspiracoes-e-da.html



“Concepção Integral do Estado e do Direito em Miguel Reale”, http://victoremanuelvilelabarbu.blogspot.com.br/2011/09/concepcao-integral-do-estado-e-do.html







sexta-feira, 3 de maio de 2013

A PUTREFAÇÃO DO REGIME


Explicação necessária: Este Artigo foi originalmente escrito para ser publicado no Portal Oficial da Frente Integralista Brasileira, mas, por razões de ordem técnica, não foi publicado e perdeu assim a ocasião. Divulgo-o agora apenas como o registro de uma opinião num determinado momento da História Política Nacional. Obs.: O Artigo acabou também sendo publicado no Portal da FIB: http://www.integralismo.org.br/?cont=911&vis=  .

A PUTREFAÇÃO DO REGIME.


Sérgio de Vasconcellos.

Todos acompanharam o famoso Julgamento do Mensalão no Supremo.  Creio que a primeira impressão de muitos é que estamos vendo apenas a famosa ponta do iceberg, que muito mais podridão existe e que este bombástico Julgamento não passa de um boi de piranha, criado para dar a falsa impressão de que se está combatendo a corrupção. Evidentemente, muito tem sido escrito e falado nos meios de comunicação, inclusive, os virtuais, onde, aliás, encontramos algumas abordagens autônomas, originais e não controladas pelo Poder Econômico que, como sabemos, manipula a opinião pública pelos grandes meios de comunicação de massa. Entre os exames independentes do Mensalão e o seu Julgamento espetaculoso não posso deixar de apontar e recomendar a Leitura de dois magníficos Artigos, o do Companheiro Lucas Sequeira Cardeal, “A Ginástica do Mensalão” ,  e o do Companheiro Leonardo Henrique Simões Matos, “Mensalão e a Crise de Representatividade na Democracia Liberal” ,  que expõem sintética e cristalinamente os fatos.

Curiosamente, a expressão “atentado à democracia” tem sido usada por todos os que comentaram o rumoroso caso, tanto pelos que minimizam a responsabilidade do PT e do Ex-presidente Luís Inácio, quanto pelos que carregam nas tintas da acusação. Sim! Vozes se levantaram – e não poucas - para acusar o Julgamento do Mensalão como antidemocrático, como Luiz Carlos Bresser Pereira, o comunista que foi Ministro do filo-comunista José Sarney e do apátrida Fernando Henrique Cardoso; Deputado André Vargas (PT-PR), Senador Jorge Viana (PT-AC), o jornalista Paulo Henrique Amorim (que durante anos foi servo fidelíssimo da Globo e que agora vomita no prato em que sempre se banqueteou...); etc. Do outro lado do rio, os que sustentam que o Mensalão é antidemocrático, que foi uma tentativa de golpe, etc., mas, ficam por aí, em generalidades, o que é típico dos budas engravatados do demo-liberalismo, e cujos nomes nos dispensamos da desagradável tarefa de mencionar.

Como Integralista, encaro o acontecimento de um ponto de vista distinto das opiniões correntes. Com toda a razão, o Companheiro Marco Stella, em uma de suas “Notas”, Os Mensaleiros atentaram à Democracia , chamou a atenção de que desde o início nunca houve a acusação formal de “atentado à democracia”. Realmente, além das menções genéricas de praxe em tais pantomimas, os réus terminaram punidos tão somente por corrupção, enquanto o crime de lesa-democracia só é referido em tropos demagógicos por políticos, jornalistas, cientistas políticos, pseudo-intelectuais e outros arautos do “status quo” demo-liberal, que não tem coragem de ir às últimas consequências de tal acusação.

Entendo que o episódio é muito mais grave que a corrupção ativa ou passiva pela qual foram condenados os réus no STF, isto é, também o vejo como um “atentado à Democracia”, porém,  não superficialmente como o fazem os pequenos burgueses de direita, mas, radicalmente, pois, como dizia o nosso Chefe, Plínio Salgado, na antevéspera do Estado Novo, no seu famoso discurso “Salvemos a Democracia!”(1), não há dentro da liberal democracia outro mecanismo para a captação da vontade popular que os Partidos e se estes forem simplesmente eliminados, sem que outro instrumento de tal captação venha  a substituí-los (como as Corporações), estaremos em vias de implantação de uma ditadura ou de um Estado totalitário. Ora, ao comprar votos dos mais variados Partidos para a aprovação no Congresso dos Projetos situacionistas, o Partido que está no Poder destruiu de fato o pluripartidarismo, acabou com a legitimidade de todo o processo representativo.

Falou-se muito do suposto cunho “emblemático” da Ação Penal 470, mais conhecida como “julgamento do Mensalão”. Nada houve de emblemático, e, sim, de comédia  ridícula, em que os membros do Supremo se portaram como atores canastrões. E os réus poderiam muito bem ter parafraseado aquele personagem de programa humorístico antigo dizendo: Somente nós? Uma parcela da opinião pública, aquela que não se deixa controlar pela mídia capitalista, tem razão em acreditar  que, como disse no início, apreciamos apenas a ponta do iceberg, que a deterioração política é mais vasta e profunda e que todos os Poderes da República (Executivo, Legislativo e Judiciário) estão quase totalmente afundados no atoleiro. Alguém supor que a condenação de meia dúzia de safados – que ainda tem direito de recorrer das sentenças! – porá fim ao descalabro em que naufraga o País, não é apenas ingenuidade, é estupidez mesmo. Infelizmente, pelos resultados das últimas eleições há muita gente estúpida no Brasil, abstraindo da problemática das Urnas Eletrônicas, que abordarei em outra oportunidade. E mais: Espantosamente, NINGUÉM ainda colocou em dúvida a legitimidade de qualquer legislação aprovada por congressistas corruptos. O Ministério Público até onde saibamos não está investigando os “reais” fundamentos da restante e extensa “base aliada” que dá sustentação ao Governo. Este silêncio mostra a cumplicidade entre a direita e a esquerda, que pretendem continuar manobrando atrás de uma fachada democrática. Nós, Integralistas, denunciamos a falsa vida política nacional desde a década de 30(2), e por isto, não seremos cúmplices silenciosos deste crime contra a Democracia perpetrado por políticos corruptos e corruptores que protagonizaram o lamentável episódio.

Num outro contexto histórico, menos grave que o atual, o nosso saudoso Companheiro e Jurista nacional e internacionalmente conhecido, o Prof. Goffredo da Silva Telles Júnior assim se manifestou:
“O fundamento da autoridade de um governo reside na convicção de que uma ideia deve ser realizada e de que o governo é o instrumento dessa  realização. A referida autoridade será legítima, portanto, se houver adequação da atividade do governo aos seus fins; mas, se o governo, proclamando sua alforria, se desviar dos fins para que foi criado, aquela mesma convicção, que era a prova de sua legitimidade, volta-se contra ele, para destruí-lo.
“Pode suceder que um chefe, divorciado da ideia constitucional da sociedade, conquiste o governo e se imponha pelas armas; pode suceder, também, que um governo legitimamente constituído seja arrastado por apetites inconfessáveis e, em consequência, manumite-se da ideia de que procede. Tais governos promulgarão ordens jurídicas em desacordo com as aspirações profundas da sociedade e manterão o equilíbrio social por meio da força e da corrupção. Nestes casos, o poder é substituído pelo arbítrio, a fidelidade pela violência. O problema que então se coloca, cifra-se na seguinte pergunta: Será legítima a resistência violenta a tais governos, por parte dos governados?”(3).

Eis a pergunta que endereço hoje aos Políticos, Magistrados, Militares, Professores, Estudantes, Trabalhadores, enfim, a todos aqueles Brasileiros que ainda amam o Brasil e o querem verdadeiramente Democrático: Este Regime podre deve ainda ser mantido?

Pelo Bem do Brasil!
Anauê!

NOTAS:
1 – SALGADO, Plínio. O Integralismo perante a Nação. 4. ed. São Paulo: Editora das Américas, 1955; pág. 179 e seguintes.
2 – Manifesto de Outubro. São Paulo: Voz do Oeste, 1982; p. 9.
3 – TELLES JR., Goffredo da Silva. O Regime está podre! In “A Cultura”, Fortaleza, Ano II, Setembro de 1956, Nº 17, pág. 1.